Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Normalização do fascismo

O PSD Açores, e naturalmente com a aprovação de Rui Rio, achou por bem coligar-se com o "Chega". Outros partidos como o Iniciativa Liberal (IL) e o CDS fizeram as mesmas escolhas, ainda que o primeiro corra atrás do prejuízo, sobretudo agora que a pandemia teve o condão de mostrar a importância do Estado Social que o IL tão avidamente pretende desmantelar, e o segundo se tenha transformado numa absoluta irrelevância. Porém, é Rui Rio, o mesmo que tem cultivado aquela imagem de moderado, que considera que o "Chega" nos Açores é diferente do "Chega" nacional. Rui Rio, o moderado, considera mesmo que algumas medidas do "Chega" como a estafada redução do Rendimento Social de Inserção é um excelente medida. Alheio às características singulares da região, Rui Rio pensa que com a ajuda do "Chega" vai tirar empregos da cartola para combater a subsidiodependência de que tanto fala, justificando deste modo a normalização que está a fazer de um pa...

Outras verdades

 Ontem realizou-se o pior debate da história das presidenciais americanas. Trump, boçal, mentiroso, arrogante e malcriado, versus Biden que, apesar de ter garantido tudo fazer  para não cair na esparrela do seu adversário, acabou mesmo por cair, apelidando-o de mentiroso e palhaço.  Importa reconhecer a incomensurável dificuldade que qualquer ser humano sentiria se tivesse que debater com uma criança sem qualquer educação. Biden não foi excepção. Trump procurou impingir todo o género de mentiras, que aos ouvidos dos seus apoiante soam a outras verdades, verdades superiores à própria verdade. Trump mentiu profusamente, até sobre os seus pretensos apoios. O sheriff de Portland, por exemplo, já veio desmentir que alguma vez tivesse expressado apoio ao ainda Presidente americano. Diz-se por aí que Trump arrastou Biden para a lama. Eu tenho uma leitura diferente: Trump tem vindo a arrastar os EUA para lama. Os EUA, nestes árduos anos, tem vindo a perder influência e reputação ...

Mais uma indecência a somar-se a tantas outras

 O New York Times revelou (parte) o que Donald Trump havia escondido: o seu registo fiscal. E as revelações apenas surpreendem pelas quantias irrisórias de impostos que Trump pagou e os anos, longos anos, em que não pagou um dólar que fosse. Recorde-se que todos os presidentes americanos haviam revelado as suas declarações, apenas Trump tudo fizera para as manter sem segredo. Agora percebe-se porquê. Em 2016, ano da sua eleição, o ainda Presidente americano pagou 750 dólares em impostos, depois de declarar um manancial de prejuízos, estratégia adoptada nos tais dez anos, em quinze, em que nem sequer pagou impostos.  Ora, o homem que sempre se vangloriou do seu sucesso como empresário das duas, uma: ou não teve qualquer espécie de sucesso, apesar do estilo de vida luxuoso; ou simplesmente esta foi mais uma mentira indecente, ou um conjunto de mentiras indecentes. Seja como for, cai mais uma mancha na presidência de Donald Trump que, mesmo somando indecências atrás de indecência...

A morte lenta de democracia

As democracias vão morrendo lentamente. Exemplos não faltam, desde os EUA, passando pelo Brasil. No caso americano cidades como Portland têm as ruas tomadas por forças militares, disfarçadas de polícia, que agem claramente à margem do Estado de Direito, uma espécie de braço armado do Presidente Trump. Agressões, sequestros, prisões sem respeito pelos mínimos que um Estado de Direito exige, são práticas reiteradas e que ameaçam estender-se a outras cidades americanas. Estas forças militares são mais um sinal de enfraquecimento da democracia americana. Recorde-se que o ainda Presidente ameaça constantemente não aceitar os resultados que saírem das próximas eleições, isto claro se perder.  No Brasil a história consegue ser ainda pior e mais boçal. A família Bolsonaro e as milícias fazem manchetes de jornais.  Em Portugal um partido como o "Chega" é apoiado por proeminentes empresários portugueses, como a revista Visão expõe na sua edição desta última sexta-feira. A democr...

No país sem racismo

No país onde racismo não existe profanam-se estátuas?  Rui Rio arrumou definitivamente o assunto afirmando que não existe racismo em Portugal. Aliás, nem se percebe a razão que terá levado tanta gente, apesar da pandemia, a ousar sair para a rua. Se não há racismo, como o líder do maior partido da oposição afirma, o que estava toda aquela gente a fazer nas ruas? A estátua do Padre Vieira foi profanada. A tal, erigida em 2017, e que mostra o Padre Vieira, enorme, com pequenos índios a seus pés. Caiu o Carmo e a Trindade precisamente no país onde não há racismo. Não creio que a profanação de estátuas seja o caminho para o que quer que seja. Defendo que em democracia o diálogo é tudo. Prefiro a troca de ideias a estátuas profanadas. E ainda assim compreendo o que está subjacente a algumas atitudes rapidamente apelidadas de "vandalismo".  O que sei é precisamente aquilo que Rui Rio não sabe, ou não quer saber: existe racismo em Portugal; não discutimos de forma aberta o ...

A nova austeridade

Vivemos tempos em que as incertezas e as dúvidas imperam; dúvidas e incertezas sobre a vida social, política e económica. Contudo, existem algumas certezas, sendo o regresso da austeridade uma delas. A propagação do vírus e a subsequente paralisação das economias já está a ter um forte impacto nas mesmas. Como se sabe, nesta história tão bem conhecida, os responsáveis ficarão impunes (o dinheiro fala sempre mais alto) e serão os mais pobres e os remediados a pagar a factura. Assim sendo, espera-se o regresso da tão malfadada austeridade que se traduzirá na receita do costume: mais impostos para quem já os paga, menos rendimentos para quem trabalha. Paralelamente, não seria de rejeitar a possibilidade de novas privatizações, sobretudo quando os Estados forem chamados a pagar as dívidas que contraíram na sequência da epidemia.  Creio que a nova austeridade pode vir acompanhada pelo recrudescimento e fortalecimento da extrema-direita. Com essa nova austeridade, virá o desespero...

A outra doença

Quando todos se empenham no combate ao perigoso vírus, outras doenças subsistem, das quais se destacam a imbecilidade de líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro e uma União Europeia que pouco se esforça para mostrar algum resquício de espírito de união. Agora aparece o Presidente do Eurogrupo e também ministro das Finanças português, pouco entusiasmado, a apresentar um pacote de 500 mil milhões de euros de dívida, perdão, ajuda. Desses 500 mil milhões sobram algumas migalhas para Portugal. De resto, a Europa continua dividida entre países como a Alemanha e os Países Baixos e os países do sul. O egoísmo gritante de uns matará o que resta desta anedota, como quase matou em 2008.. Entretanto, e enquanto os líderes dessa Europa aplicam as suas energias em bloquear soluções, o fascismo vai fazendo o seu caminho, livremente, na Hungria e na Polónia, Estados-membros da UE. Havermos de superar o vírus que paralisou o mundo, mas dificilmente resistiremos à doença do egoísmo nesta espéci...

Quando se escolhe o pior

EUA e Brasil escolheram para as suas lideranças quem estava muito longe de alguma vez ter demonstrado ter capacidade para liderar um país. EUA e Brasil, contrariamente ao que se esperaria, não escolheram os melhores, mas sim os piores entre os piores.  Zangados, desinformados e teimosos optaram pela pior das soluções, tendo noção ou não de que estavam a fazer essas péssimas escolhas, o facto é que chegou a hora de pagar a factura e, infelizmente, todos, sem excepção, serão chamados a pagá-la. Donald Trump primeiro desvalorizou o vírus, falando mesmo em embuste, agora o vírus ataca sem contemplações os EUA e poderá mesmo custar-lhe a reeleição. Agora, perante todas as evidências, Trump não desvaloriza, mas assusta-se não com a perda de vidas, mas sim, e exclusivamente, com as perdas no PIB. Pior ainda é Bolsonaro. Pior do que um idiota é um idiota com poder. O tamanho da irresponsabilidade de Bolsonaro ainda está por avaliar, mas esboça-se já o pior dos cenários. O Presidente...

Um elogio a António Costa

Se as diferenças entre o actual primeiro-ministro, António Costa, e o anterior, Pedro Passos Coelho, eram mais do que evidentes, a intervenção de Costa no final do último Conselho Europeu torna tudo ainda mais evidente e é digna do maior dos elogios. As palavras do primeiro-ministro, livres daquela bajulação tão querida ao anterior governo, limpa de culpa e sobretudo determinada, coloca o actual primeiro-ministro num patamar incomensuravelmente superior. Sabe-se que países como a Alemanha, os Países Baixos, a Finlândia e a Áustria continuam empenhados em destruir o que resta do projecto europeu. Mas nesta conjuntura que estamos a viver, uma das mais difíceis da história da Europa, insistir na fomentação da desconfiança e da culpa, colocando entraves a ajudas tão necessitadas, é um exercício irresponsável e que será fatal para a própria UE. Sem hesitação António Costa considerou a exigência do ministro das Finanças holandês para que Espanha seja investigada na sua capacidade ...

Depois desta tempestade não virá a bonança

Depois de ultrapassarmos e vencermos o vírus, o que nos espera? O que fazer perante o desastre económico que nos espera? Um desastre que fará exactamente as mesmas vítimas que todos os outros desastres económicos: os trabalhadores, os pobres, os vulneráveis onde se inclui cada vez mais gente, mesmo no mundo Ocidental. Estará esta UE, que mais uma vez falhou clamorosamente na prevenção e gestão desta crise, privilegiando sempre os grandes interesses económicos em detrimento da saúde dos seus cidadãos, na disposição de mudar radicalmente as suas políticas económicas? Se este é um teste a todos nós, é sobretudo o grande teste a uma UE que até agora apenas fez aquilo que sempre fez muito bem: falhar em toda a linha. As respostas a esta crise, que estão longe de serem nacionais, serão sempre parcas, sendo igualmente certo que depois da tempestade não virá qualquer espécie de bonança. Dê lá por onde der, acabe isto quando acabar, o certo é que todos temos de reaprender o conceito de s...

Marcelo à procura de relevância

Depois do falhanço inexorável como líder, Marcelo Rebelo de Sousa fez um verdadeiro sprint atrás do prejuízo com um discurso cujo objectivo seria o anúncio de um Estado de Emergência, mas que redundou em algo mais: numa ridícula ideia de superioridade com a manifestação de uma ideia de que por termos "nascido muito antes de outros" somos mais resistentes. Vale tudo para recuperar a relevância perdida e os velhos hábitos e decrépitas ideias ficam demasiado tempo connosco. Nesta sua busca por relevância, entretanto perdida entre beijinhos, abraços e selfies proibidas, e por entre quarentenas precoces e sem fundamentação, o Presidente aposta tudo num estado de emergência que tem como objectivo primeiro (re)construir a imagem de líder. De resto, tem sido o primeiro-ministro a mostrar o que é isso de se ser líder, desde a primeira hora, mas sobretudo durante a quarentena do Presidente. Resta agora a Marcelo correr atrás do prejuízo porque na verdade a reeleição, só por si...

O falhanço de Marcelo

Foi preciso uma situação particularmente grave para vislumbrarmos o verdadeiro Marcelo Rebelo de Sousa, muito para além da postura bacoca, e agora inviável, dos beijinhos e das "selfies". Perante uma crise sem precedentes, Marcelo mostrou não saber ser líder.  Primeiro a quarentena, prematura e sem sentido, agora vendida como tendo como objectivo primeiro e talvez único o exemplo a dar a todos os portugueses; depois o enchimento dos dias com a vacuidade da rotina do Presidente; e, finalmente, com uma declaração, via internet, sem qualidade, como se estivesse encolhido num bunker, apenas para dar conta das suas intenções, quando este é um tempo de decisões e não de intenções. Perante esta crise, o falhanço de Marcelo está apenas no princípio. Ninguém espera que o Presidente apresente soluções milagrosas ou que sugira/adopte para além das suas competências. Porém, espera-se que o Presidente mostre as suas capacidades de liderança, o que não aconteceu. De facto, é fácil d...

Trump: a caminho da reeleição

Depois dos bons resultados alcançados em alguns Estados americanos, Bernie Sanders, o candidato social-democrata à moda da Escandinávia do partido Democrata, sofreu o esperado revês na chamada "super terça-feira" das eleições primárias. Escassos dias antes, os dois candidatos do "centro" desistiram a favor de Biden, o candidato do "establishment" Embora Sanders ainda não tenha sido derrotado, Biden surge como o agregador de votos do "centro" contra o "perigoso socialista" Bernie Sanders. O problema está na mais do que evidente tibieza de Biden: passado incómodo, sobretudo antes de Obama, desprovido de carisma e pouco apelativa aos olhos de muito democratas e não só, lembrando em tudo o que se passou em 2016 com Hillary Clinton. O Partido Democrata parece mais interessado em derrotar Bernie Sanders do que em vencer Donald Trump. Em rigor, já tanto faz como fez pelo menos na perspectiva da plutocracia cujo poder tem vindo a minar ...

A culpa é da Joacine

Domingo foi um dia mau para quem tem apregoado que não existe racismo em Portugal. Depois de um abjecto ataque racista, Marega, jogador do Futebol Clube do Porto, abandonou o relvado, corajosamente.  André Ventura, deputado eleito pelo Chega, avançou que a culpa de tudo isto é da também deputada Joacine Katar Moreira. Não faltará muito para Ventura responsabilizar Joacine pelo conflito israelo-palestiniano ou pelo difícil tratamento de algumas micoses. Já era tempo de responsabilizar Joacine pelos grandes males que assolam este nosso mundo. Afinal de contas é tudo por conta do síndrome Joacine. André Ventura, deputado/comentador/adepto de futebol diz as maiores asneiras imagináveis, asneiras essas que coincidem com aquelas que abundam na mente de alguns de nós. Mais: legitimado pelo cargo de deputado, e independentemente de já ter sido apanhado a destilar as maiores patranhas de que há memória, até parece uma pessoa séria. Mas até isso é bem capaz de ser culpa de Joacine. O ce...

Direitos e referendo

CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...

Votar ao lado dos fascistas

A questão em epígrafe coloca-se agora que existe um partido fascista com assento parlamentar, e agora que partidos como o Bloco de Esquerda não percebem que votar propostas desses partidos é passar uma linha vermelha, por muito interessante que a proposta apresentada aparente ser . Aconteceu numa das votações do Orçamento de Estado e Bloco caiu na asneira de ver apenas a medida ignorando o enorme elefante na sala. Ao votar-se numa proposta do Chega está-se, mesmo que inadvertidamente, a reforçar a importância de um partido cujo líder e deputado, há escassos dias, convidou outra deputada a voltar para a sua terra, entre um chorrilho de ideias, frases e gestos fascistas. Não adiantará depois acusar esse mesmo partido de "não ter gente séria", quando antes se votou numa das suas propostas. Tudo isto é novo. É um facto. Pelo menos na História recente do país. O aparecimento de partidos de génese fascista causa naturalmente apreensão, hesitações e até confusão. Espera-se as...

O triunfo da boçalidade

Seria curioso saber o que vai na cabeça de todos aqueles que têm postulado que André Ventura e o seu Chega não são fascistas, agora que o ilustre deputado sugeriu que uma outra deputada (Joacine Katar Moreira) fosse devolvida ao seu pais e depois de imagens de um seu comício em que se vê a saudação nazi perante a passividade do inefável deputado. Isto por altura dos 75 anos de libertação do campo de Auschwitz. Ventura, ele próprio bem capaz de protagonizar episódios verdadeiramente boçais, conta com a boçalidade de quem facilmente se entrega ao fascismo. Sim, o fascismo contará e contou no passado com a complacência e por vezes promoção activa das elites, sobretudo económicas, mas é de natureza boçal e conta com gente igualmente boçal que espera que o líder profira as imbecilidades do costume para as repetir e aplaudir. Tudo na mais conveniente linguagem rudimentar tão habitual no fascismo. Os líderes, esses, julgam fazer parte das elites e enquanto escondem o seu desprezo pelo pov...

Lembrar os horrores do Holocausto

75 anos depois da libertação de Auschwitz o mundo ainda não se livrou das ameaças nazis. Há 75 anos o mundo ficou horrorizado com a libertação dos campos, ganhando, muitos pela primeira vez, verdadeira noção da hecatombe humana promovida pelo regime nazi. Seria de se esperar que os horrores do Holocausto não só fossem lembrados como servissem de antídoto a venenos iguais ou similares. E é precisamente isso que não acontece. O mundo  depara-se com extremismos que fazem lembrar os piores tempos da Europa. Muitos assumem as suas simpatias pelo nazismo sem qualquer espécie de pudor. Portugal, embora em menor escala, não é excepção. No caso de persistência de dúvidas, veja-se o que acontece nos comícios de partidos como o Chega, com assento parlamentar. A forma de combater esses extremismos é com mais coragem para combater as imperfeições da democracia, reforçando a própria democracia. A forma de combater esses extremismos é igualmente não deixar que a barbárie seja alguma vez es...

Do desespero nasceu o "Chicão"

Entronizado como líder de um partido profundamente fragilizado, Francisco Rodrigues dos Santos, conservador, ainda mais do que é costume, conta já com um alargado estado da graça fomentado por uma comunicação social que vibra com novidades à direita, sobretudo com a direita que profere frases como "o país foi tomado pela quadrilha das esquerdas unidas". Francisco Rodrigues dos Santos, ou "Chicão" como também é conhecido, é jovem, um rosto relativamente desconhecido, que promete uma nova direita, neoliberal nas questões económicas e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto, ou quaisquer questões de género, apologista dos valores da Igreja, talvez em maiores doses do que é costume até para o CDS. As próximas semanas e até meses poderão ser animadores para "Chicão" com uma comunicação social ávida por novidades à direita, o desespero amiúde apenas resulta em mais mediocridade.

Quando o país descobriu Isabel dos Santos

Exceptuando o Bloco de Esquerda, designadamente Francisco Louça, Jorge Costa e João Teixeira Lopes que escreveram o  Livro "Os donos angolanos de Portugal", e a eurodeputada socialista Ana Gomes, ninguém parecia saber que Isabel dos Santos e o regime que a sustentou roubaram descaradamente o povo angolano precisamente para alimentar os luxos e a perpetuação no poder desse mesmo regime. Agora, depois de uma investigação levada a cabo por um consórcio de jornalistas, o país (comunicação social, empresários e alguns políticos) acordou para uma realidade que chegou a servir os seus próprios intentos: com parte de comunicação comprada com capitais angolanos, com empresários vendidos ao dinheiro sujo angolano e com políticos rendidos a uma promiscuidade asquerosa com esse dinheiro, invariavelmente à revelia dos mais elementares direitos humanos - todos fingiam dormir. Os que ousaram falar a verdade eram rapidamente classificados de anti-capitalistas, "malucas" ou r...