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"O Bloco de Esquerda não manda no país".

A frase, mais concretamente "o Bloco de Esquerda não manda no Parlamento nem no país" foi proferida, sem surpresa, por Carlos César, presidente do PS e instigador de serviço. Vem isto a propósito de taxas moderadoras e de uma pretensa responsabilidade financeira - não confundir com servilismo aos senhores feudais de Bruxelas.
Carlos César tem sido o instigador/desbocado de serviço do PS incumbido de fingir que não precisa dos partidos à esquerda do PS para nada. Talvez se Carlos César fingir um pouco mais nós todos acreditemos nessa suposta independência do PS, aliada, claro está à responsabilidade "financeira" - não confundir com fidelidade canina.
É claro que o Bloco de Esquerda não manda no país, assim como Carlos César não manda em nada, excepto talvez em dois ou três apaniguados à espera de promoção e de toda a sua família com queda para o serviço público
Carlos César talvez pertença ao grupo de ingénuos que considera que o PS vai mesmo conseguir uma maioria absoluta - o que seria indubitavelmente uma má notícia para o país. Quase que apostaria que César andará a vaguear pelos becos do silêncio, impedido pelos resultados eleitorais de mandar postas de pescada como se barriga cheia andasse.

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