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Democracia e esperança

Apesar dos constantes ataques às democracias, e no caso que aqui interessa, à democracia americana, a verdade é que esta mostra uma resistência notável. Os referidos ataques, começam num sistema dominado por lobbies (verdadeiros soberanos) e acaba na eleição de um Presidente que chafurda no lamaçal do neoliberalismo e da boçalidade.
No entanto, e apesar de uma fragilização aterradora a que tem vindo a ser sujeita, a democracia americana - a verdadeira, a que conta com o povo soberano e a que encontra respostas junto desse povo - resiste. Um bom exemplo dessa resistência é a congressista Alexandria Ocasio-Cortez que contou com o forte espírito de organização das comunidades e do seu activismo para vencer as eleições primárias para o 14º Distrito de Nova Iorque pelo Partido Democrata. E o que é que a eleição de Ocasio-Cortez trouxe de extraordinário? Se hoje os EUA vivem sob o reinado da imbecilidade, não é menos verdade que existe ainda quem se encontre fora das garras dos lobbies e com uma incomensurável vontade de mudar e de fazer melhor, em nome e para o povo. Alexandria Ocasio-Cortez, mulher, jovem, trabalhadora, mostra também que a coragem não morreu nas mãos dos mais poderosos. Ocasio-Cortez, em tudo a antítese de Donald Trump e similares, é o melhor sinal que a democracia pode emitir: uma outsider que concorre contra políticos estabelecidos e rendidos aos encantos dos lobbies, consegue vencer.

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