Avançar para o conteúdo principal

Tempo de união

Restam cada vez menos dúvidas: apenas a união daqueles que defendem a democracia pode impedir a ascensão ao poder de um fascista no Brasil e no regresso à ditadura. Apenas uma grande frente contra Bolsonaro poderá evitar uma verdadeira tragédia para o Brasil. Haverá quem ainda considere estas palavras exageradas e distantes da realidade, exactamente na mesma linha de tantos outros há largas décadas atrás na Europa e depois na América do Sul. Não há nada de exagerado nestas palavras e se sentimos a necessidade de as corrigir é porque as mesmas pecam por não descrever, com necessário rigor, o que está na calha.
Todavia, a incapacidade do neoliberalismo continuar a fornecer ilusões para esconder a realidade, a subsequente morte da esperança, o desencanto com as soluções oferecidas pelos políticos, o cristianismo evangélico que conta com a ignorância e com a miséria para aumentar o seu poder e regressar à idade das trevas , a corrupção endémica, mas apenas atribuída a um dos lados políticos graças a um comunicação social pouco isenta, a mais gritante falta de cultura democrática e sobretudo um sistema pouco alicerçado em partidos políticos que evite a subida ao poder do autoritarismo são indicadores que merecem ser explorados se quisermos compreender a ascensão de várias formas de autoritarismo. Não esquecer que estes ditadores em potência utilizam a democracia para chegar ao poder para depois liquidá-la. E nesse contexto os partidos políticos são, amiúde, o grande óbice à ascensão desses ditadores em potência.Em suma, não resta outro caminho que não passe pela união imediata de todos os democratas para combater essa ascensão e também a curto prazo encontrar formas de fortalecer as democracias, sob pena de as mesmas sucumbir às mão do primeiro imbecil com o discurso do ódio.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…