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O que mais assusta

O que mais assusta não é o novo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, desde logo porque o mundo está pejado de imbecis de má índole. O que mais assusta é a quantidade de cidadãos dispostos a deitar para o lixo a democracia e os direitos humanos em nome de segurança, estabilidade, moralidade, regresso ao passado (qual passado? Não interessa), ou coisa semelhante. Banha da cobra comprada por demasiada gente.
O que mais assusta é a quantidade incomensurável de pessoas dispostas a deitar para o lixo a democracia como forma de protestar contra o PT e contra Lula, indiferentes à intoxicação primeiro levada a cabo pela comunicação social, depois desencadeada por forças sinistras e poderosas que instrumentalizaram as redes sociais
O que mais assusta é a quantidade surpreendente de eleitores capazes de deitarem para o ralo a democracia e a defesa do ser humano em troca de falsas promessas, levemente abençoadas por um Deus que, a assistir a tanta triste figura, não quereria ter nada a ver com Bolsonaro.
O que mais assusta é a quantidade de gente capaz de desprezar as mulheres, os homens que não se renderam à misoginia, os indígenas, os negros, os homossexuais.  O que mais assusta são as mulheres, os homens que não se renderam à misoginia, os indígenas, os negros, os homossexuais e os seres humanos em toda a sua diversidade que se renderam ao misto de ditador e charlatão de seu nome Jair Bolsonaro, um mentiroso que agora promete respeitar a constituição e lutar pela liberdade. E isso é o que mais assusta.

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