Foi com a frase em epígrafe que Assunção Esteves,
Presidente da Assembleia da República, resolveu a questão da presença
dos militares de Abril nas cerimónias dos 40 anos do 25 de Abril na
Assembleia da República. Em causa estava o uso da palavra pelo
Presidente da Associação 25 de Abril como condição para participar nas
cerimónias. A resposta da Presidente da Assembleia da República foi: "o
problema é deles".
Esta resposta não surpreende se pensarmos nas palavras já
entretanto proferidas pela Presidente da Assembleia da República, pessoa
que ocupa um dos mais elevados cargos da nação, presidindo à casa da
democracia.
Na qualidade de Presidente da Assembleia da República exige-se
mais contenção nas palavras, sobretudo quando o que está em causa é
precisamente o princípio da democracia portuguesa. São 40 anos que
merecem mais respeito. O problema está na ausência de cultura
democrática que perpassa parte dos dirigentes políticos do país,
sobretudo naqueles que ocupam os cargos mais relevantes.
As palavras de Assunção Esteves são, no mínimo, infelizes. Porém e
em bom rigor, mais não se espera da actual Presidente da Assembleia da
República. E o problema, também infelizmente, é nosso.
CDS e Chega defendem a realização de um referendo para decidir a eutanásia, numa manobra táctica, estes partidos procuram, através da consulta directa, aquilo que, por constar nos programas de quase todos os partidos, acabará por ser uma realidade. O referendo a direitos, sobretudo quando existe uma maioria de partidos a defender uma determinada medida, só faz sentido se for olhada sob o prisma da táctica do desespero. Não admira pois que a própria Igreja, muito presa ao seu ideário medieval, seja ela própria apologista da ideia de um referendo. É que desta feita, e através de uma gestão eficaz do medo e da desinformação, pode ser que se chumbe aquilo que está na calha de vir a ser uma realidade. Para além das diferenças entre os vários partidos, a verdade é que parece existir terreno comum entre PS, BE, PSD (com dúvidas) PAN,IL e Joacine Katar Moreira sobre legislar sobre esta matéria. A ideia do referendo serve apenas a estratégia daqueles que, em minoria, apercebendo-se da su...
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