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O domínio do sistema financeiro

A importância da banca para o sistema capitalista não é de agora. Todavia, aquilo que agora é designado por sector financeiro, foi coadjuvado pelos rápidos desenvolvimentos tecnológicos, conferindo-lhe reforçada importância e transformando-o num elemento central do próprio processo de globalização.
O passo seguinte para o domínio financeiro passava pela subserviência do poder político. Esse é hoje um facto absolutamente consumado. A crise que, de financeira passou a ser das dívidas soberanas, é sintomática do completo domínio financeiro em consequência da subserviência do poder político.
De facto, os políticos, face ao sistema financeiro, comportam-se como aqueles pais que têm dificuldades com os filhos. Alguns políticos reconhecem o mal que os filhos fazem, mas não agem em consequência; outros agem como se os filhos fossem absolutamente perfeitos, não havendo sequer lugar a qualquer correcção. Tanto num caso como noutro, não existem consequências, sendo a permissividade um elemento transversal ao poder político.
Contudo, existem consequências dessa subserviência e permissividade. A democracia continuará a ser uma das maiores vítimas do domínio do sistema financeiro, desde logo porque os povos deixam de ser soberanos, na precisa medida em que os seus pretensos representantes acabam por trabalhar em prol do dito sistema financeiro tantas vezes contra o povo que o elegeu.

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