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Degradação da imagem da Igreja Católica

As últimas semanas têm sido devastadoras para a imagem da Igreja Católica. O surgimento de uma multiplicidade de escândalos de pedofilia envolvendo membros da Igreja espoleta uma crise que há muito que não se via no seio do catolicismo. A passividade e os sucessivos encobrimentos de casos de crianças vítimas de actos pedófilos perpetrado por membros da Igreja corrói inexoravelmente a sua imagem e credibilidade, e mais grave, põe em causa a confiança que a Igreja tem criado com um vasto rol de fiéis.

Com efeito, a fé dos crentes poderá sair incólume desta situação, mas tenho dúvidas que o mesmo aconteça relativamente aos representantes do catolicismo. Afinal de contas, até o próprio Papa Bento XVI terá sido displicente - para usar um eufemismo - com os inúmeros casos de pedofilia; a prioridade sempre foi salvaguardar os membros da Igreja envolvidos nos escândalos. Essa prioridade não se coaduna com os príncipios que deveriam ser a base do catolicismo.

A difícil relação que o catolicismo tem com o sexo não será seguramente alheio ao que se tem passado. Todavia e apesar das causas que poderão ser subjacentes aos casos de abusos levados a cabo por membros da Igreja, a verdade é que a reacção das mais altas figuras - um misto de passividade e encobrimento - mancham indelevelmente tudo aquilo que a religião deveria representar e tantas vezes não representa.

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