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Contornar a lei da paridade

O jornal Público dá conta de uma notícia que, a ser verdade, constitui uma afronta aos cidadãos e à própria democracia. Segundo o Público, o PSD pretende contornar a lei da paridade. Em poucas palavras, duas candidatas, incluídas na lista do PSD, poderão renunciar ao mandato; segundo o que é noticiado, há um acordo entre o PSD-Madeira e a direcção nacional do partido. Este acordo distorce por completo aquilo que é a pedra basilar da democracia: a liberdade dos eleitores escolherem os seus representantes, num contexto de verdade e transparência. Já para não falar do incumprimento da Lei que, concorde-se ou não, é Lei.

O que é está em causa nem é tanto saber se a Lei é boa ou má, se é profícua ou não - essa é outra discussão. O que interessa discutir é o desrespeito de um dos maiores partidos portugueses tem para com os cidadãos e o desprezo que sente pela lei, recordando a todos que é um partido que reforça a velha máxima deste país do "chico-espertismo" mais saloio. E nem o facto de esta situação ter o seu epicentro na Madeira, torna a situação mais aceitável. Afinal de contas, e segundo informações disponibilizadas por Alberto João Jardim e pelo deputado Guilherme Silva, esta decisão conta com a conivência do conselho nacional do partido.

Urge, portanto, que o PSD esclareça de imediato esta notícia que constitui um embaraço à própria imagem de seriedade que a líder do partido gosta de cultivar. Em nome da prudência, importa que se aguarde por uma tomada de posição do Partido Social Democrata. Todavia, e se esta notícia se confirmar, estamos perante, um comportamento vergonhoso.

Notícia in Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375333&idCanal=12


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