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Mensagens

Comboios da Fertagus

Problema: aumento significativo de passageiros em consequência  da redução do preço dos passes.
Resolução: retirada de bancos no interior das carruagens para libertar espaço para o transporte de gado, perdão, de pessoas.
Na prática: transporte a todo o custo, sem qualquer preparação nem cuidado pelos passageiros. Largas dezenas de pessoas em pé em carruagens que parece transportarem seres humanos numa metade, e animais na outra, durante meia-hora, 45 minutos ou até 1 hora.  Perante o considerável aumento de passageiros a resposta não passa pelo aumento da oferta (comboios e carruagens), mas sim pela eliminação de lugares sentados. Tudo isto depois da Fertagus receber mais de 100 milhões de euros dos contribuintes a título de compensação no âmbito de uma parceria público-privada.
Exmos Senhores,
Começo por dar os parabéns à Fertagus pela iniciativa de se especializarem no transporte de gado, em pé e ao monte. Vem isto na sequência da retirada dos bancos com o objectivo de libertar …

O sobressalto da direita

Os resultados das europeias podem muito bem ser a antecâmara de um novo desastre nas legislativas. É exactamente isto que perpassa a direita. Sem tempo para se proceder às tão necessárias mudanças, resta adoptar uma estratégia com o objectivo de minimizar os danos. De resto, uma radicalização seria extemporânea, e vista como sinal de desespero. Nuno Melo, candidato eleito pelo CDS, toca aqui e ali nessa radicalização, mas essa é uma estratégia que lhe corre invariavelmente mal, como se viu pelos resultados desastrosos do CDS que esperará até aos resultados das legislativas para decidir o futuro da actual liderança.
No caso do PSD, tudo é ainda mais complicado. Sem o necessário apoio interno, Rui Rio manter-se-á em lume brando até Outubro. Depois de resultados que já se anunciam desastrosos, Rio sairá de cena para dar lugar ao desejado neoliberal de pacotilha, estilo Passos Coelho. Rio será, muito provavelmente, o último resquício de social-democracia do PSD. Talvez nesse …

Saber resistir à tentação

O Partido Socialista teve um resultado encorajador nas eleições europeias. Com quase 34 por cento dos votos, mais do que os 31 por cento de 2014, e deixando para trás um PSD de rastos, Costa tem razões para comemorar.
Paralelamente, outras forças políticas crescem e consolidam as suas posições, designadamente o Bloco de Esquerda e o Partido Pessoas-Animais-Natureza, desenhando-se, consequentemente, outras possibilidades e outras hipotéticas soluções políticas. Surgem, pois, novas tentações. Sugere-se, por exemplo, uma hipotética aliança entre o PS e o PAN, contando que este ainda cresça mais nas próximas eleições legislativas. Esta nova geringonça deixaria de fora Bloco e PCP. No entanto, e apesar de muitos percalços, a actual solução governativa não só tem funcionado, como é, a julgar pelas sondagens, a preferida pelos portugueses. António Costa vai apostar na maioria absoluta. É compreensível, mas importa não perder de vista aquilo que foi um sucesso, contra todas as prev…

Alabama: quando julgávamos que já não seria possível

Alabama: quando julgávamos que já não seria possível
Para todos os que apregoam que já foi tudo feito no que diz respeito à condição da mulher ou para os que insistem em lançar anátemas e os adjectivos mais depreciativos sobre o feminismo, eis que a realidade nos brinda com um dos mais abjectos retrocessos dos tempos modernos.
Século XXI, 2019. Alabama. Estados Unidos da América. Criminalização do aborto. Século XXI. 2019. Alabama. EUA. Proibição do aborto em praticamente todas as situações. Século XXII. 2019. Alabama: Câmara dos Representantes estadual: 74 votos a favor. 3 contra. Senado Estadual: 25 votos a favor. 6 contra. Século XXI. 2019. Alabama. EUA. A interrupção da gravidez só será permitida em casos muito específicos, quando a vida da mulher estiver em risco. Século XXI. 2019. Alabama. Democracia americana. O aborto é proibido em casos de violação e incesto. EUA. Século XXI. Outros seis Estados aprovaram leis que restringem o aborto: Georgia, Kentucky, Arkansas, Mississip…

Diz-me com que andas...

A menos que os rumores que avançam António Costa como candidato à presidência do Conselho Europeu sejam verdadeiros e, por essa razão, António Costa necessite de bajular figuras como Macron, não se consegue deslindar por que razão o primeiro-ministro português necessite de se aproximar do Presidente francês.
Aliás, vozes dentro do próprio Partido Socialista manifestaram a sua vontade no estabelecimento de outras que não àquela que Costa tem ensaiado. De resto, o Presidente francês está longe da ideologia apregoada por muitos socialistas e terá sido decisivo para o enfraquecimento do próprio Partido Socialista francês. Essas vozes, onde se inclui a de Pedro Nuno Santos, preferem aproximações a forças políticas mais progressistas e mostram-se pouco interessados em coligações "de progresso e futuro" como aquela sugerida pelo próprio Macron.
Diz-me com quem andas e dir-te-ei o que pretendes.

Passos Coelho juntou-se à festa

Passos Coelho juntou-se à festa da campanha, mas a festa é triste. Passos Coelho juntou-se à festa e apenas deixou um rasto de tristeza. E a festa é triste porque as sondagens não são animadoras; a festa é triste porque existe a ameaça do PSD ficar-se pelo pior resultado de sempre em eleições europeias; a festa é triste porque os principais intervenientes são medíocres; a festa é triste, e como se tudo não fosse já suficientemente desolador, ainda chamam Passos Coelho, aquela figura dickensiana que ninguém quer ter na festa, para animar as hostes. Um fantasma do passado que muitos querem esquecer.
É evidente que existe uma razão lógica para o aparecimento do fantasma do passado: a necessidade de consolidar o apoio das bases. O cenário desenhado pelas sondagens já por si é inquietante, mas a possibilidade de um enfraquecimento nas bases é um verdadeiro pesadelo.
Assim, Passos Coelho e Paulo Portas aparecem para dar o seu apoio aos candidatos, regurgitando um ou outro lugar c…

Primeiro levaram a qualidade do ar

Primeiro levaram a qualidade do ar Mas não me importei porque passava cada vez mais tempo dentro de casa
Depois ameaçaram de extinção um milhão de espécies Mas não quis saber até porque não conseguiria enumerar duas ou três
Depois, e apesar de se saber que havia muita gente na terra, continuámos a procriar como se não houvesse amanhã Mas não me importei porque na minha terra havia pouca gente Não haverá amanhã?
Em seguida houve quem quisesse impingir a ideia que era preciso fazer muito mais, No entanto não quis saber, eu que já tinha feito tanta reciclagem 
Depois ameaçaram-me com o degelo, mas isso não afecta só os ursos polares?
Ainda me tentaram convencer que era urgente mudar de vida Porém, mais facilidade tinha em imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo.
E depois senti o calor.
E depois fugi das águas que engoliam tudo no seu caminho.
E em seguida vi partes de cidades desaparecerem debaixo de água. Para sempre.
E agora os incêndios estão à minha porta, devoram tudo, e trazem consigo…