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Mensagens

Trump e Kim: o anticlímax

Donald Trump e Kim Jong-un namoraram de forma particularmente intensa antes da cimeira onde se pretendia alcançar um acordo de desnuclearização, Trump abandonou o Vietname - país anfitrião da cimeira - e Kim Jong-un ficará no país para uma visita oficial de dois dias. A reacções a este verdadeiro anti-clímax não se fizeram esperar: a China, eterno aliado do inefável regime norte-coreano, mostrou compreensão, sublinhando a impossibilidade de se atingir um acordo sobre assuntos tão delicados "de um dia para o outro". Já a Coreia do Sul que vive sob a ameaça de conflitos com o vizinho norte-coreano, manifestou a sua "perplexidade", como "o resto do mundo". Eu, humildemente, avanço uma terceira interpretação: trata-se de dois idiotas, coadjuvados por mais idiotas e dessa idiotia não se pode esperar o que quer que seja de relevante. A diferença entre os idiotas é apenas uma: um idiota não foi escolhido enquanto o outro foi, democraticamente.  Em suma, não se pod…

Os anos de todas as revoltas

O ano passado e este que ainda agora começou ameaçam ser os anos de todas as revoltas, em contraste com aquilo que se passou durante mais de quatro anos de governação encabeçada por Pedro Passos Coelho. Seja através de provas de vida ou através de ataques ao Executivo de Costa, coadjuvado pelos partidos mais à esquerda e ansiosos por mostrar ao seu eleitorado que não venderam a alma ao diabo, seja por via da instrumentalização de alguns sindicatos por parte de uma direita que simplesmente não sabe o que fazer para derrubar a actual solução governativa, recorrendo mesmo a expedientes manhosos como crowdfunding, estes são os anos de todas as contestações. Todavia, seja por via de prova de vida, seja até por instrumentalização por parte da direita, reconhece-se que boa parte das reivindicações são legítimas, quer no que toca às carreiras, quer no que diz respeito às condições de trabalho. Ainda assim, e apesar de se compreender a degradação dos serviços públicos, processo iniciado por Só…

As nódoas da Justiça

Para uma vasta maioria de Magistrados a Justiça é aplicada sem os preconceitos que fazem de nós seres tão imperfeitos. Depois, existe uma minoria que não consegue ou não quer livrar-se desses preconceitos e dentro dessa minoria existe quem os abrace calorosamente. É o caso do Juiz Neto Moura - o tal que defende o apedrejamento de mulheres adúlteras; o tal para quem a leitura do Antigo Testamento só veio dar legitimidade à sua crueldade; o tal que já não devia pôr os pés num tribunal. As nódoas da Justiça. Vejamos: um homem agride a mulher a soco, ferindo-a gravemente num tímpano. Esse homem é condenado em primeira instância a utilizar pulseira electrónica, pelo facto de se considerar que se trata de uma ameaça à vítima. O dito Juiz retira a pulseira electrónica escudando-se numa interpretação da lei que favorece o mundo de preconceitos onde chafurda.  A mulher em questão vive escondida porque o ex-marido e familiares continuam a ameaçá-la. A Justiça volta a falhar a estas vítimas, e qua…

Uma moção cheia de nada

A moção de censura apresentada pelo CDS, e que teve a feliz coincidência de cair na mesma altura em que se soube qual o papel da líder do CDS, Assunção Cristas, no polémico processo de venda do antigo pavilhão atlântico ao genro de Cavaco Silva, resultou, como todos sabiam, numa mão cheia de nada. O CDS conseguiu apenas fazer uma triste figura de si próprio e nem a ideia veiculada de que esta estratégia bacoca poderá afectar negativamente o PSD parece fazer qualquer espécie de sentido. A única coisa que o CDS conseguiu foi cair no ridículo de apresentar a tal moção cheia de nada, condenada à nascença e a parcos meses de períodos eleitorais. O PS saiu reforçado e o apoio dos restantes partidos mais à esquerda, apesar dos inegáveis altos e baixos, não sofreu de forma alguma alteração. Ou seja, a "esquerdas radicais" irredutivelmente junto do PS. Resta uma liderança do CDS marcada pela vacuidade onde não existe verdadeiramente oposição capaz de enfrentar Cristas e para a qual a…

Favorecimento no caso Pavilhão Atlântico e como isto anda tudo a correr mal à direita

Assunção Cristas, figura particularmente cara à comunicação social, pelo menos a julgar pelo tempo de antena que as televisões lhe dispensam, acaba por sair mal na fotografia veiculada por uma reportagem da TVI sobre o processo de venda do antigo Pavilhão Atlântico ao consórcio do genro de Cavaco Silva. Desta-se a suspeita de favorecimento daquela que era na altura ministra do Ambiente e Ordenamento do Território.
E tanto mais é assim que uma parte do CDS - constituída por quem não se revêm na actual liderança - pede mesmo a constituição de uma comissão parlamentar para investigar o envolvimento de Cristas num negócio que cheira mal independente da forma com que se olhe para ele.
Ora, estas suspeitas de favorecimento vêm dar mais um contributo para o enfraquecimento da direita. Sem estratégia e agora a chafurdar em escândalos, envolvendo não só actuais lideranças, como o chefe de eles todos - o inefável Cavaco Silva -, resta a Cristas e a outros fingirem-se de mortos e es…

Moção de censura

A moção de censura que será apresentada pelo CDS é nada mais, nada menos, do que uma prova de vida de uma direita que não sabe muito para onde ir. A escassos meses de eleições (europeias e legislativas) e perante a incapacidade de fazer uma oposição inteligente, a direita não tem muitos caminhos para além daquele que serve para mostrar que está, de alguma forma, viva. No caso concreto do CDS, torna-se cada vez mais visível a incapacidade do partido de cavalgar no insucesso do PSD e nem a visibilidade facultada pela comunicação social, designadamente pelas televisões, é suficiente para fazer crescer o partido. Nestas circunstâncias e a escassos meses de eleições, Cristas arrisca aquilo que considera ser um trunfo, mas cujo efeito, mesmo contando com os votos favoráveis do PSD, é perfeitamente nulo. A moção de censura está condenada à nascença por não contar com votos suficientes para ser aprovada e aproxima-se vertiginosamente do ridículo tendo em conta a aproximação do tal período ele…

O estranho caso do fascínio da comunicação social com a Aliança

O estranho caso do fascínio da comunicação social com a AliançaAs sondagens indicam que o recém-criado partido Aliança não passará dos 3% das intenções de voto. Outros partidos atingem ou andam perto desse valor irrisório e não contam com o tempo de antena e páginas de jornais que a Aliança conta. Dir-se-á que a razão prende-se naturalmente com Santana Lopes, por se tratar de uma figura mediática que já ocupou cargos relevantes e que até já foi primeiro-ministro. Ainda assim, este seu partido é uma insignificância no cenário político. De resto, tomara a outros partidos contarem com tanta atenção.
Este estranho fascínio não se justifica apenas com a figura que criou o partido, é mais, muito mais do que isso. A direita anda de rastos, dividida entre os que vêem esperança em Rio e aqueles que sonham com o D. Sebastião de Massamá. Pelos intervalos está Assunção Cristas e a mais gritante vacuidade, levada ao colo pela mesma comunicação social que, desesperada por um novo fôleg…