Muitos,
incluindo à esquerda, viram em Marcelo um aglutinador de vontades,
um Presidente empenhado em fazer da união a sua marca, alguém que
poderia viabilizar a chamada "geringonça". Enganaram-se.
Marcelo está longe de ser o que tem sido propalado, apoiando-se num
populismo baratucho disfarçado de afectos aos montes. Quanto
ao episódio em que Marcelo puxa as orelhas ao Governo, incapaz de
não cavalgar a desgraça dos incêndios, nem uma palavra quanto ao
facto de já ter conhecimento de que a ministra da Administração
Interna seria demitida, preferindo passar a ideia de que seria ele, o
Presidente, a exigir essa demissão. Nem uma palavra quanto à
dissimulação. Obviamente.
Com Marcelo virão novas surpresas desagradáveis. Em primeiro lugar estará ele próprio, o mais amado dos amados, numa espécie de messianismo que nunca, verdadeiramente, ultrapassámos. O primeiro-ministro existe, mas na condição de estar em segundo plano; os portugueses têm de continuar a amá-lo, a si, Marcelo, e…
Com Marcelo virão novas surpresas desagradáveis. Em primeiro lugar estará ele próprio, o mais amado dos amados, numa espécie de messianismo que nunca, verdadeiramente, ultrapassámos. O primeiro-ministro existe, mas na condição de estar em segundo plano; os portugueses têm de continuar a amá-lo, a si, Marcelo, e…