Avançar para o conteúdo principal

Direita e comunicação social: um desespero partilhado

Se falamos de desespero e vazio de ideias nos partidos de direita, o que dizer da comunicação social, boa parte dela com a agenda da direita? A procura desenfreada por relações familiares e políticas entre os membros do PS é paradigmático desse desespero e desse vazio partilhados, ao ponto de se publicarem mentiras, sem o menor pudor.
O Jornal I chegou a afirmar/informar, na capa, que Fernando Medina havia nomeado a sua mulher como adjunta quando era secretário de Estado, o que nem sequer é verdade - uma mentira facilmente desmontável pela documentação existente. Mais preocupante do que as famigeradas fake news, são as notícias veiculadas por jornalistas. Um exercício que enfraquece a própria comunicação social que não se distingue das redes sociais e afins. É este o desespero da comunicação social com uma agenda política de direita.
De resto, o mesmo jornal dá conta que o filho de António Costa decidiu participar na campanha eleitoral para as Europeias, em regime de voluntariado, à semelhança de outros militantes. O desespero é tanto que se espera que uma acção de natureza tão inócua possa fazer estragos no primeiro-ministro e no PS.
É verdade que o nepotismo está longe de ser estranho ao Partido Socialista e que existem exemplos escabrosos (Carlos César), mas fazer disso crime de lesa-pátria e cair em todas as espécies de exageros não passa de mais uma manifestação de desespero por parte daqueles que estão tão longe do poder que sentem saudades até do seu cheiro.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…