Avançar para o conteúdo principal

Quando se semeia ódio

O sectarismo e a bipolarização envoltas num ódio deliberadamente espalhados por responsáveis políticos não pode ter quaisquer outras consequências que não as mais nefastas.
As bombas enviadas por correio para figuras próximas do Partido Democrata, incluindo Barack Obama e Hillary Clinton dificilmente escaparão a uma análise assente exactamente nessa premissa de que o sectarismo e o ódios espalhados por responsáveis políticos redundam na pior das acções.
Donald Trump chegou à presidência americana promovendo esse sectarismo. Curiosamente Trump acusou a CNN de divulgar notícias falsas, chegando ao ponto de colocar um vídeo online onde socava alguém cujo rosto era o símbolo da CNN. Curiosamente o inefável Presidente americano fez campanha afirmando que Obama não era americano e que Clinton era uma criminosa que devia estar presa.
Trump, quebrando décadas de convivência saudável entre candidato à presidência e depois Presidente e o partido da oposição, exultou. à semelhança de qualquer fascista, os ânimos, espalhando mentiras e ódio. Agora, depois do envio de bombas para membros do partido Democrata, lê um comunicado sem metade da energia que manifestou ter em campanha precisamente quando apontava armas à CNN, a Obama ou à adversária política, Hillary Clinton.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sobre os criminosos: Jair Bolsonaro

Dança das cadeiras com a Alemanha a mandar

A Alemanha voltou a mostrar quem manda na União Europeia, desta feita através de uma jogada política de última hora que, na prática, resultará na escolha de Ursula Von Der Leyen para o cargo de Presidente da Comissão Europeia, substituindo Jean-Claude Junker. A jogada de Merkel deixou os socialistas exasperados por não cumprir o sistema de escolha de um dos Spitzenkandidaten, cabeças de lista. A escolha de Ursula Von Der Leyen que contará com alguma oposição (vamos ver quanta) no Parlamento e a escolha de Lagarde para o BCE são derrotas para os socialistas europeus, mas também deixam um sabor amargo na boca dos cidadãos europeus que assistem a estes golpes encabeçados por países como a Alemanha e a França e seus acólitos, tudo em manifestações pouco consonantes com a democracia. Estas escolhas demonstram uma vez mais que na dança das cadeiras é a Alemanha que manda numa Europa à deriva, a milhas de distância dos seus cidadãos.

Um desastre climático por semana

A frase em epigrafe foi proferida por Mami Mizoturi, representante especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas - "um desastre climático por semana". Torna-se impossível não perceber a gravidade das alterações climáticas quando o ritmo dos desastres climáticos é tão acelerado.
Ora, este responsável acrescenta ainda que "as alterações climáticas não são do futuro, acontecem hoje". Isto depois do próprio secretário-geral das Nações Unidas ter feito capa da Time dentro de água, desalentado. O desespero é evidente.
A estratégia sugerida passa, desde já, por mais investimento em infra-estruturas, ou seja procurarmos uma adaptação às mudanças. Já.
No meio de cenários tão desoladores, encontramos ainda assim uma boa notícia: a cada vez maior visibilidade e assimilação do problema, o que implicará uma maior pressão, uma militância mais acérrima e uma maior exigência de uma inexorável mudança.
Está a chegar o dia em que líderes como Trump deixem d…