A Igreja Católica Portuguesa decidiu entrar na campanha para as
eleições europeias, anunciando os partidos em que os fiéis devem votar. O
Patriarcado de Lisboa, com presença também nas redes sociais, porque
Deus também aprecia estas coisas, publicou um gráfico com o seguinte
título sugestivo: "Os partidos votam assim e eu?" O resultado? Existem
três partidos que devem contar com os votos dos fiéis, isto a partir de
parâmetros como a eutanásia, aborto, igualdade ou barrigas de aluguer
(não, estas não se referem a partidos como o Aliança e Santana Lopes). Assim,
os fiéis devem confiar o seu voto ao CDS, Basta ou Nós, Cidadãos, e
afastarem-se o máximo que puderem do PS e Bloco de Esquerda, esses
filhos do Demo. Entretanto, o mesmo Patriarcado vem mais
tarde afirmar que foi imprudente fazer aquelas sugestões. Foi sem
querer. A mensagem já foi passada, mas desculpem porque foi sem querer. Na
verdade, a Igreja Católica portuguesa, que se encontra ainda nos
antípodas da…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.