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Mensagens

Separar crianças dos seus pais - o último grito da Administração Trump

Donald Trump prometeu lutar contra a imigração ilegal e está a fazê-lo da pior forma possível e imaginável, separando crianças imigrantes dos seus pais. Para tornar tudo ainda mais surreal - para além do facto de se tratar de um país construído por imigrantes e cujas populações autóctones ou foram dizimadas ou entregues à doença, ao jogo e ao álcool - é a forma desumana como se faz essa separação.  Assim, o mundo vê imagens de crianças enjauladas a chorarem pelos pais; assim o mundo ouve uma gravação feita nos EUA onde se escutam as vozes de crianças a chorarem pelos pais - as gravações foram efectuadas nos centros de detenção, muitos dos quais armazéns, onde estão engaioladas estas crianças. De resto, estima-se mais de 2 mil crianças imigrantes já foram separadas das suas famílias, tudo bem enquadrado na luta contra imigração sobretudo na zona de fronteira com o México. Tudo isto se está a passar na América onde um néscio de cabelo amarelo e de má índole comporta-se como um…

O "bye bye" de Marques Mendes

Marques Mendes, de cognome o irrelevante, procura dar provas de vida mimetizando Marcelo Rebelo de Sousa, num misto de sabe tudo com a coscuvilhice da vizinha do rés-do-chão.
Tal como Paulo Portas, Mendes é um apaixonado por frases ocas, como aquela que profetiza o "bye bye" do PS à maioria absoluta se o partido não encontrar novas causas. Permita-me discordar, mas o "bye bye" à maioria absoluta acontecerá muito provavelmente e tornar-se-á uma inevitabilidade se o Governo fizer o jogo da direita. Ainda há escassas semanas um estudo internacional dava conta do elevado grau de satisfação dos portugueses no que diz respeito ao seu Governo, ocupando Portugal um dos lugares cimeiros. O estudo salientava também a forma exponencial como essa satisfação cresceu.
É evidente que nem tudo são rosas e que o desinvestimento dos últimos anos em áreas essenciais como a Saúde ou a Educação não foi suficientemente debelado. Ainda assim, parece evidente que os cidadãos e…

Legislação laboral: o perigo de todos os perigos

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, avisou para os perigos inerentes a uma união entre PS, PSD e CDS em torno da legislação laboral. A CGTP, em Conselho Nacional, aprovou uma resolução com marcação de uma concentração nacional para o próximo dia 6 de Julho como forma de protesto precisamente contra a proposta de lei do Governo no âmbito da legislação laboral, que contará com o apoio do PSD. Deste modo, a CGTP prepara já uma luta contra a aliança entre PS e partidos de direitos naquilo que é considerado um retrocesso em matéria laboral. Com efeito, se o PS insistir em agravar a precariedade, piorando as condições da contratação colectiva e enfraquecendo o trabalhador nas relações laborais, a solução política de esquerda sai ferida de morte. É também evidente que essas alterações contarão com o beneplácito de PSD e CDS. De um modo geral, a questão das mudanças na lei laboral podem muito bem ser o teste supremo a esta solução de governo. É também neste particular que o PS pode igualme…

A condenação da ONU

A resolução aprovada pela Assembleia Geral da ONU condenando com particular veemência a conduta de Israel que visou o povo palestiniano veio deixar Israel e Estados Unidos completamente isolados. O mundo já tinha condenado a violência exercida pelo Estado israelita, sobretudo depois da decisão dos EUA de transferirem a embaixada americana para Jerusalém. A comunidade internacional veio assim, através desta resolução da ONU, confirmar e consolidar a forte censura à violação dos direitos humanos perpetrada por Israel e com o beneplácito dos EUA. Mais concretamente, é salientado o uso excessivo de força contra civis palestinianos e é ainda solicitada a criação de um "mecanismo internacional de protecção dos territórios palestinianos". E nem uma palavra com o intuito de condenar o Hamas. A política de Trump para a região acaba assim perfeitamente isolada, rodeada apenas de críticas que ecoam por todo o mundo. Críticas que pouca ou nenhuma diferença fazem a uma figura …

Trump e Kim: direitos quê?

Todos cantaram vitória, como se esperava. O encontro entre Donald Trump, Presidente norte-americano, e Kim Jong-un, líder norte-coreano, foi apresentado por ambos como um sucesso. De resto, Trump inventou uma vitória, exacerbando uma mão cheia de nada e o inefável e aparentemente imprevisível Kim Jong-un voltou a ser uma vedeta, mudando apenas de papel e deixando obviamente cair o papel de vilão. É também por demais evidente que entre estes dois protagonistas não há lugar para conversas sobre Direitos Humanos. Trump está-se nas tintas para direitos que desconhece e Kim viola esses direitos com a mesma naturalidade com que se toma o pequeno-almoço todos os dias. Entre sorrisos amarelos, momentos constrangedores envolvendo apertos de mão e o empolamento de tudo e mais alguma coisa, apresentada sempre como uma vitória, e entre ainda ilusões de desnuclearização e respeito  pelos anódinos compromissos assumidos, os Direitos Humanos ficaram de fora de qualquer discussão. Desde logo porque um …

O encontro é histórico, o resultado é que nem por isso

O mundo prepara-se para o que sairá do encontro histórico entre o Presidente americano Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que será, muito provavelmente pouco mais do que nada: nem os EUA conseguirão a desnuclearização total da Coreia do Norte, nem a Coreia do Norte conseguirá ter uma relação diferente com os EUA e com o mundo, nem tão-pouco deixará de ser vista como uma ameaça e nada mais.
Com efeito Moon Jae-in, líder da Coreia do Sul veio dar um inédito contributo para a paz na região, aproximando-se, de forma igualmente inaudita de Kim Jong-un, aproveitando de forma exímia os jogos de inverno e a China fez-se valer da sua importância para a Coreia do Norte.
No entanto e apesar dessa aproximação, Trump continuou com a retórica repleta de acrimónia, com o líder norte-coreano a responder mais ou menos na mesma moeda. E depois dessas quezílias e de desmarcações de encontros, os dois líderes finalmente sentam-se à mesma mesa na ilha de Sentosa, em Singapura.
T…

Zangam-se as comadres

Não se conhecem propriamente as verdades, até porque essas já são sobejamente conhecidas. Trata-se afinal de mais uma Cimeira dos G7 com a participação de Donald Trump. Os desentendimentos são mais que muitos e zangam-se as comadres. A comadre Trump encontra-se, também para variar, numa posição isolada. O maior desentendimento teve lugar entre Justin Trudeau, primeiro-ministro canadiano, e Donald Trump, inacreditavelmente Presidente americano. Tudo a propósito do proteccionismo americano. Em bom rigor, esse proteccionismo não só havia sido esperado, depois de de uma crise financeira de dimensões incomensuráveis, como havia também sido prometido por Donald Trump. Em suma as comadres zangaram-se por causa de dinheiro, imbuídas naquele espírito de superioridade em relação aos outros e incapazes de lidar com uma comadre egocêntrica e a manifestar alguns sinais de senilidade, agem de forma desorientada e não fazem a mais pequena ideia do que fazer. Resta, por conseguinte, zangarem-se e acusa…