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Mensagens

Brincar às lideranças mundiais

O vice-Presidente americano, Mike Pence, alertou o líder norte-coreano, Kim Jong-un para não brincar com Donald Trump, designadamente se a famigerada reunião entre o líder americano e norte-coreano sempre se realizar em Singapura. Mais concretamente Pence afirmou que “seria um grande erro Kim Jong-un pensar que pode brincar com Donald Trump”. Tudo isto faria alguma espécie de sentido se Trump fosse dado a coisas sérias e não se comportasse como uma criança empenhada em “lixar o outro puto” - Barack Obama. Só assim se explica que se tenha deitado fora parte da lei Dodd-Frank aprovada no rescaldo da crise do sector financeiro em 2008, com o cunho, claro está, do Presidente da altura Barack Obama. Só assim se explica mais uma machadada na pouca regulação e supervisão do sector financeiro. Trump brinca às lideranças mundiais, cheio de si próprio, continua a considerar necessário hostilizar aquele líder norte-coreano difícil de definir. Depois de “fogo e fúria” e outras ameaças, depois ain…

António Arnaut

António Arnaut, fundador do Partido Socialista, faleceu ontem. Todas as homenagens são justas. Aquele que ficou conhecido por pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que manifestava não apreciar o epíteto foi sobretudo um humanista. Na verdade já se sente a falta de quem apregoou o humanismo e o sentido de justiça. Arnaut não apreciava o epíteto, mas a verdade é que lhe devemos muito. O SNS anda pelas ruas da amargura e a melhor homenagem que se pode prestar ao fundador do Partido Socialista é lutar para que o SNS saía deste caminho deplorável que tem vindo a percorrer, sobretudo na última década, com a degradação dos serviços e com o frequente desrespeito pelos profissionais de saúde. António Arnaut não apreciava que o considerassem pai do SNS e é bem verdade que todos somos responsáveis pelo estado da Saúde pública em Portugal; todos devemos estar empenhados em lembrar aos de hoje que vergar-se perante as instituições europeias já não é opção e culpar os de ontem pelo estado do SNS ta…

Um país monotemático

Há perto de uma semana que a comunicação social entretém o país apenas com recurso a um tema – uma espécie de novela com um presidente de um clube, depois dos jogadores desse clube terem sido alvo de agressões no seu centro de estágio. Há perto de uma semana que todos os outros assuntos foram relegados para a mais absoluta irrelevância: Palestina e Israel, Coreia do Norte, etc.
Mesmo no que diz respeito à vida interna, o país está em suspenso até segunda-feira, dia subsequente à realização de uma final de futebol. A classe política essa não se afasta totalmente do futebol porque sabe a importância que aquilo que deveria ser um mero entretenimento tem para a vida de muitos cidadãos. Nesse precisa medida, a classe política não se imiscui de cair na tentação de comentar os assuntos futebolísticos. De resto, o país está também em suspenso na medida em que foi preciso chegar até domingo – dia do tal jogo – para se perceber se Marcelo Rebelo de Sousa iria ou não comparecer à tão ansiada fina…

Política e futebol

Rio Rio, recém Presidente do PSD e ainda e eternamente à procura do seu lugar, aconselha os políticos a ficarem longe do futebol, seguindo o seu exemplo, aparentemente. Rio parece querer criticar quem se aproveita politicamente dos êxitos no mundo do futebol. Fica-se no entanto sem perceber a correlação entre esse aproveitamento e a entrada de meia centena de criminosos na Academia do Sporting. Talvez fosse mais certeiro falar na responsabilidade dos dirigentes desportivos e dos políticos que dão cobertura a um mundo à margem da lei. Também não se entende se era suposto os políticos ficarem agora no silêncio - um silêncio que seria forçosamente comprometedor e inaceitável tendo em consideração a gravidade dos factos. É evidente que todo este show de Rio prende-se com a necessidade de lembrar a sua existência, recordando também a sua própria conduta em relação ao Futebol Clube do Porto. Com efeito, Rio afastou-se, e bem, do futebol tantas vezes conspurcado pela corrupção e pelo crime gen…

A fundação para uns, a catástrofe para outros

Ontem uns celebraram a tão ansiada fundação do Estado de Israel, enquanto outros lembram 70 anos de catástrofe (Nakba). Para agravar, Donald Trump aproveitou a ocasião para inaugurar a tão prometida embaixada americana em Israel, incendiando uma região a arder há setenta anos.  Israel aproveitou a ocasião para quebrar aqueles que não aceitam as imposições do Estado hebraico. Perto de sessenta palestinianos já perderam a vida. As imagens de dezenas de mortos palestinianos, o isolamento daqueles que preconizam Jerusalém como capital do Estado israelita e a violência das armas israelitas contra as pedras e paus palestinianos dão força precisamente à causa palestiniana. O mundo olha para o povo palestiniano como vítima da chacina israelita. Ficamos por saber se Netanyahu e Trump percebem o quão contra-producente é a sua actuação. Para o mundo fica a ideia da catástrofe (Nakba) e não da celebração pelos setenta anos do Estado hebraico.

Deitar gasolina para cima do incêndio

Donald Trump, Presidente dos EUA, alheio às consequências dos seus actos, ou nas tintas para as consequências dos seus actos, assistiu, à distância é certo, à abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém, contra tudo e contra todos, com o natural beneplácito israelita. Ivanka Trump representou o pai. Por muito que se tenha alertado para as consequências de deitar mais gasolina numa região a arder há 70 anos, Trump insistiu. Perto de 60 palestinianos já morreram em apenas um dia. Por outro lado grupos terroristas apelam a uma resposta violenta. Do ponto vista diplomático, vários países decidiram não se associar a esta decisão, Portugal incluído. E neste particular Portugal posicionou-se do lado certo. Na verdade, Trump está-se nas tintas para as consequências dos seus actos. Por um lado fortaleceu, julga ele, a posição israelita; por outro o que está a arder mantém-se longe de si e do seu ego. No entanto Trump sabe bem o significado político que a abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém c…

Um Presidente que não sabe quando parar

As comparações, como se sabe, resultam amiúde num desastre. Aparentemente não será essa a opinião do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que, ébrio daquele espírito de excessos, comparou o trabalho dos irmãos Sobral àquele produzido pelos diplomatas. Segundo o Presidente dos afectos os irmãos Sobral são “embaixadores mais qualificados do que a generalidade da nossa diplomacia. Em primeiro lugar, a comparação é disparatada – comparar quem produziu uma canção e venceu um festival tem naturalmente o seu mérito, mas não a mesma natureza do que o trabalho dos diplomatas. Em segundo lugar, qual a necessidade de ofender quem representa o país fora do país, e fora do âmbito da composição musical e da vitória de um festival cuja projecção internacional nem será assim tão significativa? Vale tudo para conquistar votos e simpatias? Aparentemente vale. Em terceiro lugar, que elogios merecerão as cantoras nacionais que conseguiram um último lugar no referido festival? Existe também a possibilidade de …