Passos Coelho está acabado politicamente e, pior de tudo, quase ninguém está a dar por isso, excepto os seus apaniguados. O congresso marcado para este mês ditará o fim oficial de Passos Coelho, sem lágrimas. Resta uma orfandade que terá votado no adversário do presidente eleito do partido, Rui Rio, saindo também desse particular no papel de derrotados. O seu futuro político é particularmente difícil e existe até quem já se tenha apercebido das dificuldades que se avizinham, como parece ser o caso de Carlos Abreu Amorim, vice-presidente do grupo parlamentar que, não se revendo na "estratégia de Rui Rio", abandona o cargo. Na calha poderá estar também o próprio presidente do grupo parlamentar Hugo Soares, embora Carlos Abreu Amorim considere que a saída do líder do grupo parlamentar não acontecerá.
Carlos Abreu Amorim, a par de outros órfãos de Passos Coelho, apoiaram Pedro Santana Lopes que consideravam ser o candidato mais indicado para continuar a trabalho de neoliberalismo…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.