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Mensagens

Agora são os números do desemprego

O ainda líder do PSD, Pedro Passos Coelho, vem manifestando uma inusitada atracção por números: antes dos números do desemprego haviam sido os números de vítimas mortais de Pedrogão, tudo em escassos dias, sendo certo que o antigo primeiro-ministro optou por deixar aos seus apaniguados a tarefa de entrar em discussões surreais e abjectas. Mas a obsessão com os números está lá. Agora o PSD, desta feita através do seu líder, continua não só com a referida obsessão como com os delírios. Então não é que a redução significativa do desemprego, recuando para níveis de 2008, se deve ao PSD e não ao Executivo que está há quase dois anos em funções. O actual primeiro-ministro recordou as palavras do líder do PSD que davam conta dos perigos de um aumento do salário mínimo, correlacionando esse aumento com a subida do desemprego. António Costa recordou ainda outro fascínio de Passos Coelho: a emigração. Assunto sobre o qual já se disse e escreveu o suficiente. Não deixa pois de ser curioso assistir …

Vá de férias Sr. Coelho, vá de férias

Vá de férias Sr. Coelho, vá e aproveite para se fazer acompanhar pelos seus apaniguados, e não se esqueça do novo líder parlamentar do seu partido, um tal de Hugo Soares. A mais recente deriva populista até nem lhe fica mal Sr. Coelho, mas não colhe junto dos portugueses. Na verdade, a pouca credibilidade que lhe restava dissipou-se com o aproveitamento que procurou fazer da tragédia de Pedrogão, primeiro com pretensos suicídios e depois com insistências sobre a lista de vítimas. Vá de férias, respire o ar da Manta Rota, faça uma reflexão sobre os últimos acontecimentos, designadamente sobre o referido aproveitamento político. Lembre-se que tantas vezes o tiro sai pela culatra: repito, a história dos suicídios correu-lhe manifestamente mal. Depois, pouco tempo depois, mantendo-se próximo da morte já que o Diabo não quis nada consigo, dedicou-se a desconfianças sobre listas, deixando em bom rigor o trabalho sujo ao tal Hugo Soares, com ultimatos e afins - o que também lhe correu mal. Agor…

Os números estão em cima da mesa. E agora?

Depois de semanas de aproveitamento indecoroso, partidos da oposição e parte significa da comunicação social ficaram sem conversa para alimentar polémicas em dias quentes de Verão, como forma de sobreviverem pelo menos até ao próximo período eleitoral. Os números de vítimas mortais nos incêndios divulgados pela Procuradoria-Geral da República não comportam quaisquer surpresas, sendo os conhecidos e até avançados pela comunicação social. O PSD deixou cair o assunto, pelo menos a nível parlamentar. No entanto parece surreal que se tenha passado tanto tempo em torno de especulações e teorias da conspiração, prestando-se alguns jornalistas às mais tristes figuras de que há memória. E afinal a montanha pariu um rato. Quanto aos partidos cujas lideranças procuram a todo o custo sobreviver, ficou a ideia indelével de um aproveitamento político indecente, com a ameaças de moções de censura e ultimatos de 24 horas. Mas desengane-se quem julga que os protagonistas destes tristes episódios baixarão …

Guerra dos números

Já estamos habituados à guerra dos números: taxa de desemprego, crescimento económico, défice, etc. Indicadores económicos que enchem páginas de jornais e tempo de antena. Menos habituados estaremos aos números da morte, e espero que a esses nunca nos habituemos.  Refiro-me, claro está, à mais recente celeuma em torno dos números de vítimas mortais dos incêndios do passado mês de Junho. São esses números, oficiais ou nem tanto, a ocuparem todo o espaço mediático. O poder local, designadamente os três Presidentes de Câmara das regiões afectadas pelos incêndios, afirmaram desconhecer outros números para além dos oficiais; o Governo nada diz sobre o assunto porque o mesmo está sob segredo de justiça; e a oposição, sobretudo um PSD em plena transformação num partido populista, depois do estrondoso falhanço neoliberal, saliva perante toda e qualquer suspeita de incongruência que possa ser imputada ao actual Executivo. Nessa precisa medida, o seu líder parlamentar, Hugo Soares, faz um ultimat…

Nova Intifada?

Vive-se nova tensão em Jerusalém - cidade sagrada para três religiões diferentes. Um ataque perpetrado por três árabes de origem israelita terá sido o pretexto para que as autoridades israelitas tenham colocado restrições à entrada de muçulmanos na Esplanada das Mesquitas, local sagrado para muçulmanos. As restrições, designadamente através de detectores de metais, são vistas como tentativas das autoridades israelitas de usurpação de soberania, numa zona tradicional e particularmente delicada. O resultado passa agora por confrontos entre forças israelitas e muçulmanos que já leva 6 mortos e a ameaça de uma nova Intifada, ou seja um novo levantamento dos Palestinianos contra Israel. Em consequência, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, anunciou o corte de relações com Israel. Escusado será dizer que esta é uma das regiões mais voláteis do mundo, eternamente instável, com grupos como o Hamas a não reconhecer Israel e os israelitas, por sua vez, a inviabilizarem a criação…

Racismo institucional

Não, não devemos deixar cair no esquecimento as palavras de André Ventura; não, não podemos escolher o silêncio; e não, as palavras do candidato do PSD à Câmara de Loures não podem entrar num qualquer contexto de normalidade, desde logo porque se trata de um cidadão que se propõe representar os cidadãos e, por inerência, o Estado (nível local); nem tão-pouco é admissível que o PSD insista em apoiar o candidato, perfilhando, naturalmente, o racismo institucional a que o candidato se propõe. No entanto, e apesar da mais veemente crítica às palavras do candidato à Câmara assim como ao próprio PSD, considero profícuo perceber as razões que subjazem a esta estratégia, por muitos considerada populista. Deste modo, torna-se imperativo reconhecer que onde existem falhanços, designadamente do Estado, surgem as condições para que o racismo possa proliferar. Esses falhanços não podem continuar a ser ignorados, sob pena de se agravar a animosidade que rapidamente se transforma num racismo empírico;…

O PSD agora é isto

O PSD pode ser muita coisa e paradoxalmente, parecer que não é nada. Mas não é um partido com cariz xenófobo, longe disso. Ainda assim é precisamente esse o caminho escolhido por Passos Coelho ao apoiar o candidato Miguel Ventura, depois depois do dito Ventura ter proferido palavras racistas, caindo nas generalizações abusivas da praxe. O apoio de Passos Coelho transforma o PSD num partido que olha com bons olhos para a discriminação racial - essa transformação dá-se com o apoio a um candidato que não só é racista como faz precisamente a apologia desta forma de discriminação. Um dia triste para o PSD e no entanto uma experiência: pode ser que este caminho seja mais profícuo do que os outros, gastos e que redundam invariavelmente num asfixiante beco sem saída. Aparentemente é este móbil que sustenta um apoio tão obtuso. De um modo geral, sabemos que esta liderança tem os dias contados, pelo menos até aparecer algum com mais um por cento de substância do Passos Coelho e, claro está, meno…