Corria
o ano de 2015 e, em plena Assembleia da República, Passos Coelho não
conseguiu disfarçar os risos e sorrisos trocistas, chegando a limpar as lágrimas de tanto rir. A razão?
Tratava-se da estreia de Mário Centeno no Parlamento. E porquê
recuperar os risos trocistas de Passos Coelho? Porque é pertinente
questionar se o
ex-primeiro-ministro-eternamente-inconformado-a-sua-actual-situação
ainda se sente tão divertido como se sentia em 2015. Não
tenhamos dúvidas, vale mesmo a pena recordar a efeméride, sobretudo
agora que Centeno é um dos mais fortes candidatos a presidir ao
Eurogrupo, depois de reconhecidamente ter feito um excelente trabalho
nas Finanças, sem recorrer a adulações baratas do passado, bem ao
estilo de Maria Luís Albuquerque e, claro, Passos Coelho. Mas
voltemos a 2015. Mário Centeno alertava para a situação da banca
portuguesa - facto que terá provocado a boa disposição de Passos
Coelho, Marco António Costa e Luís Montenegro. Desconhece-se se,
depois de terem sido con…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.