Todos
anseiam pelo fim de 2016, mas não estou tão certa assim que outros
tantos, no sentido diametralmente oposto, anseiem pelo início de
2017. O
ano que agora se aproxima do fim não deixará saudades, pelo menos a
avaliar pelas conjunturas internacionais. Senão vejamos: -
A UE mostra-se incapaz de recuperar o que quer que seja do projecto
europeu, mantendo-se longe dos cidadãos, entregue a políticos
medíocres e a tecnocratas acéfalos. A crise dos refugiados apenas
veio tornar mais visível as debilidades europeias e a quase total
ausência de coesão. A Zona Euro, por sua vez, mantém-se à tona da
água com a ajuda preciosa do BCE, sem que alguém arrisque qualquer
espécie de viabilidade para a mesma. -
O Brexit, para além de ter contribuído para o aumento da
instabilidade no seio da Europa, traz consigo todo um mundo de
incertezas e revela que por muito pouco os cidadãos fazem escolhas
com o claro objectivo de mostrar o seu desagrado relativamente a
questões colaterais e que nada tem a ver c…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.