Em
plena silly season e depois de um período manifestamente
difícil para uma oposição desnorteada, a comunicação social,
despida de assuntos, faz uma tempestade num copo de água em torno do
IMI. Desde
logo, o principal critério das notícias veiculadas não é o rigor.
Propagou-se a ideia de que este Governo pretende taxar a localização,
disposição solar ou vista, como se esses critérios fossem uma
inovação do actual Executivo. Não é assim. Os referidos critérios
já existem e fazem parte do IMI. O que passa a existir é uma
variação mais alargada que na prática podem aumentar o valor
associado ao imóvel em 20 por cento, como podem reduzi-lo em 10 por
cento. Podemos
naturalmente discordar da medida, o que não se justifica é tanta
celeuma e tanta ausência de rigor nas notícias que abordam o tema. É
também evidente que os comentadores de serviço, descredibilizados
por se terem associado à tecnocracia de Bruxelas e à mediocridade
do anterior Governo, procuram avidamente assuntos que lhes permita…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.