A
aplicação de sanções, por muito desprovida de sentido, por muito
injusta que seja e por toda a falta de coerência, dá gozo a algumas
criaturas que continuam, inexplicavelmente a deambular pela política.
O que torna tudo ainda mais curioso é que essas sanções recaem
sobre anos em que foram os mesmos que agora rejubilam (o mais
discretamente possível) a estar à frente dos destinos do país. Passos
Coelho e Maria Luís Albuquerque rejeitam as suas responsabilidades,
acusando o actual Governo de não ter feito o suficiente para evitar
a aplicação de sanções. Risível, patético e até triste são
adjectivos apropriados. Passos Coelho e Maria Luís ainda alimentam a
esperança de voltar ao poder, com uma ajudinha da Europa, se
possível. Cavaco
Silva, por sua vez, dá uma prova de vida no Conselho de Estado,
manifestando a sua compreensão pelas ditas sanções. Afinal de
contas, é importante cumprir as regras europeias. Não se ouviu uma
palavra do antigo Presidente quando as mesmas regras foram
desresp…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.