Marcelo
Rebelo de Sousa tem brindado o país com afectos e com uma presença
mais do que constante na comunicação social. Pelo caminho não
esquece a importância dos afectos. Mas não é difícil se
questionar sobre o que se seguirá a esta onda de afectos e
consensos. Em rigor, será tarefa árdua não abrandar o ritmo da
afectuosidade, até para a mais carinhosa das pessoas. E depois do
amor? Um novo amor, mais à direita? Com
efeito e depois de tudo isto, o que se segue? Um Marcelo menos
emotivo e mais racional? Será esse o Marcelo que surgirá de uma
eventual alteração na liderança do PSD? E se essa mudança de
facto ocorrer? Continuaremos a ter um Marcelo tão carinhoso, ou será
que o seu desejo de um bloco central não falará mais alto? Por
falar em consensos, parece consensual que tudo correrá bem enquanto
Passos Coelho continuar a definhar na liderança do partido, apagado
no Parlamento, agarrado ao telemóvel como um miúdo malcriado.
Contudo o caso pode mudar de figura, inclusivamente a enxurra…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.