A discussão em torno de um cartaz
polémico do Bloco de Esquerda, com a imagem de Jesus e uma questão
sobre quantos pais tinha o mesmo, esconde-se atrás do argumento do
bom gosto ou da falta dele, mas é muito mais do que isso, sendo na
verdade mais um indício de que este pais é pequeno, sob demasiados
pontos de vista. Todos criticamos o cartaz acusando o mesmo de ser de
mau gosto, mas o que a maior parte de nós quer mesmo dizer é que o
respeitinho é bem bonito e que existem assuntos intocáveis. O que
muitos de nós negam é que gostamos do mundo bem cinzento – a cor
do bom gosto. Por outro lado, existem outras
questões que mereciam igual ou maior reacção; igual ou maior
reflexão. A título de exemplo, deixo uma sucinta lista: - Quantos pais tem a austeridade?
Quantos lutaram para uma “solução” chamada troika? - Quantos pais tem a falência do BPN?
Do BCP? Do BES? Do BANIF? E de outras que estão prestes a acontecer? - Quantos pais tem o empobrecimento do
país? Os mesmos pais que consideraram de…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.