Há
escassos meses o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, candidato
presidencial levado ao colo pela comunicação social, apresentava o
seu parecer sobre os cortes no Sistema Nacional de Saúde (SNS) e
sobre o ministro Paulo Macedo. Na missa dominical da TVI, Marcelo
pronunciou-se sobre os cortes no SNS, deixando a ideia de que eram
necessários; sobre Paulo Macedo considerou que o então ministro da
Saúde havia cumprido o seu papel. Meses
depois, e após a ignóbil morte de um jovem no hospital de S. José,
Marcelo, tão próximo de eleições, prefere revelar-se um acérrimo
defensor do SNS e, de semblante carregado, enfatizou a importância
que deve ser atribuída ao SNS, referindo que se pode cortar em
muitos sítios, mas na saúde é que não pode ser. Marcelo
Rebelo de Sousa tem tudo a ganhar se se mantiver calado. É triste,
mas parece ser essa a realidade: bastaram-lhe longos anos de
politiquice e conversa de trazer por casa para conquistar –
aparentemente – uma quantidade incomensurável de votos. M…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.