Depois
da tomada de posse do XXI governo constitucional liderado por António
costa, ninguém estará seguramente à espera de facilidades e muito
menos o próprio. Desde logo continuamos a não enfrentar os
elefantes na sala: a Europa, a Zona Euro, a dívida. Os partidos (com
algumas excepções) evitaram fazê-lo na campanha eleitoral. Com
efeito, o nosso destino não está, como se sabe, inteiramente nas
nossas mãos, muito longe disso. Todavia, a mudança de postura do
Governo português nas instâncias europeias será um desenvolvimento
importante que terá consequências opostas às que temos conhecido.
Pelo menos, deixaremos de ver os nossos representantes políticos
apostados em alinhar com a Alemanha no esmagamento de países, como
se passou com a Grécia. Não estou a ver Mário Centeno ou António
Costa sentarem-se ao colo de Shaüble. Mas
as dificuldades também se sentirão por cá. Desde logo com a
comunicação social - tão próxima da direita. Não me parece
plausível assistir a uma mudança acentuada na…
Para a construção de uma sociedade justa e funcional é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: a protecção do ambiente, o bem-estar social com a necessária eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. No entanto, estamos a falhar clamorosamente o primeiro objectivo, o que faz com tudo o resto seja inexoravelmente sem importância.