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Mensagens

Os números do desemprego

Um dos temas da actualidade política pré-campanha eleitoral tem sido o desemprego, aliás, tema que perpassou toda a legislatura, com particular ênfase nos últimos anos. Os número que o Governo usa como fruto do seu sucesso estão - como se sabia - muito longe da realidade. Eugénio Rosa, num estudo da CGTP, põe a nu a realidade atroz dos verdadeiros números do desemprego. Assim verifica-se que mais de 500 mil desempregados não entram nas listas, ficando de fora dos números mágicos com os quais o governo faz mais um número de propaganda política absolutamente desfasada da realidade. Se essas pessoas que estão fora da lista contassem como verdadeiros desempregados (que são), a taxa de desemprego em Portugal atingiria os 22 por cento. Este ´é o número real. Porém, este é um número que não interessa ao Governo preocupado em ganhar eleições, pese embora o ainda primeiro-ministro tenha manifestado estar-se "nas tintas" para as ditas eleições. Serve o estudo de Eugénio Rosa para alertar…

PAF

Se a PAF (Portugal à Frente) vencer as eleições não é prudente descartar um puf! - já que estamos numa de onomatopeias - Puf! à Segurança Social, semi-privatizada; puf à Caixa Geral de Depósitos, ficando assim o país entregue à especulação financeira sem um banco público de que se possa socorrer - quando nos depararmos com a próxima crise financeira, sim, é só mesmo uma questão de tempo, lá virá o tempo de arrependimento. Afinal a CGD até podia dar algum jeito. Até lá assistiremos ao enfraquecimento da CGD - a receita não é nova, como se sabe. A PAF apresentou o seu programa que não traz novidades e que dá particular ênfase à componente social. Isto depois de 4 anos de acentuado empobrecimento. Os dois pilares da PAF são o crescimento económico, com previsões muito optimistas, e a já referida componente ou desenvolvimento social. Será agora que se vai combater a pobreza e as desigualdades; as mesmas criadas pelos partidos da coligação PSD/CDS. Curioso, no mínimo, patológico, na melhor …

Bem-vindos ao surreal

A coligação PSD/CDS participou num novo exercício que desafia claramente as leis do real, isto por ocasião da apresentação do programa de governo que contou com declarações de Passos Coelho e Paulo Portas. A retórica do costume resume-se a uma cacofonia de acusações dirigidas ao anterior governo e a promessas patéticas - tudo num desafio permanente do real. Passos Coelho reclama para si a luta por Abril, insinuando ter alguma espécie de respeito pela herança de Abril (?), isto dito por quem mais contribuiu para destruir os princípios que emanam desse período da história do país. O ainda primeiro-ministro insiste em desafiar o real: todo o mal do mundo deriva do mesmo sítio: o largo do rato, nº 2. Os socialistas são acusados de tudo: da bancarrota e do resgate, na verdade impulsionado por Portas e Passos Coelho, da única forma que conhecem - através da insídia. Com mais um bocadinho de imaginação, pode-se inclusivamente depreender que o PS é responsável por toda a crise que assolou o mun…

O grande desígnio

O mesmo Passos Coelho que conta com todo o tempo de antena nas principais televisões e que se insurge contra o peso do Estado, insinuando vezes e vezes sem conta que o Estado está onde não deve estar, prepara-se para gastar mais 53 milhões de euros com escolas privadas. Recorde-se que este é o mesmo governo que procedeu a cortes de centenas de milhões de euros na Educação; o mesmo Governo que desinvestiu no ensino superior; o mesmo Governo incapaz de esconder a sua repulsa pela investigação cientifica e pela cultura. Os homens de negócio, perdão, os membros do Executivo de Passos Coelho têm feito transferências crescentes de dinheiros públicos para o privado, enquanto apregoam que o Estado gasta muito e faz mal - parte da receita do neoliberalismo na sua versão mais provinciana. Nem tão-pouco será por acaso que assistimos ao enfraquecimento do Estado Social - Saúde, sem capacidade de resposta; Educação num declínio vertiginoso de qualidade e Segurança Social, invariavelmente considerada …

Era preferível termos uma silly season

Este Verão não será marcado pela já habitual silly season por razões óbvias: as próximas eleições que se avizinham, designadamente as legislativas do próximo 4 de Outubro, o que pressupõe uma contínua actividade dos partidos políticos. Todavia e a julgar pelas últimas semanas marcadas por um vazio incomensurável, associado a torrentes sem fim de banalidades e mentiras, seria preferível termos a já habitual silly season. Seria preferível, a bem da sanidade mental colectiva. O PS não se cansa de titubear em relação aos assuntos mais prementes: desde a sustentabilidade da Segurança Social; passando pela dívida e pela necessária reestruturação; culminando num novo vazio sobre a Europa e o euro. Os partidos da coligação, sobretudo o PSD, através do seu líder, escudam-se num pretenso sucesso fruto das suas políticas que permitiram que o país sobrevivesse ao Apocalipse da que resultou da responsabilidade de José Sócrates. Entre mentiras e inanidades, Passos Coelho tenta construir uma fábula ba…

Malabarismos

Os governos recorrem amiúde a malabarismos para dar a impressão de serem rigorosos com as contas. Mas há malabarismos ridículos como é o caso de desviar dinheiro do IVA para pagar automóveis topo de gama no famigerado concurso da fatura da sorte. É bacoca a atribuição de automóveis como incentivo à boa cidadania, como é bacoca a forma como apressada e irregularmente se subtrai receita à revelia do Orçamento de Estado. Uma auditoria do Tribunal de Contas à administração central detectou o irregular desvio de receitas do IVA para promover a dita iniciativa indiscutivelmente pueril que se resume a uma versão moderna da cenoura à frente do burro, com o devido respeito pelo contribuinte. Malabarismos, artimanhas, meia-verdades, mentiras por inteiro e uma inaudita presunção de que o cidadão é néscio caracterizam este governo que pede "humildemente" para ser reeleito. Por falar em ridículo...
Paralelamente anos de empobrecimento, incompetência e destruição do país, a par de inexistent…

Traído pela Europa

Passos Coelho, um indefectível europeísta, dedicado a seguir todas as ordens de quem manda na Europa, acabou precisamente por ser traído por essa Europa – tudo em escassos dias. Primeiro, Donald Tusk, Presidente do Conselho Europeu, acabou por revelar que a brilhante ideia que Passos Coelho reclamou como sua e alegadamente desbloqueadora do impasse europeu, foi afinal ideia do primeiro-ministro holandês. Depois foi vez de Jean-Claude Juncker, revelar que o Governo português, à semelhança do espanhol e irlandês, manifestou não querer sequer discutir qualquer alívio da dívida grega antes dos períodos eleitorais que se aproximam. Tratou-se, segundo o Passos Coelho, de um mal-entendido e de uma meia-verdade. Finalmente, o Organismo Europeu de Luta Anti-fraude levanta questões sobre a famigerada empresa administrada por Passos Coelho: Tecnoforma - uma investigação que envolve o Ministério Público português e a Direcção-geral do Emprego para recuperar verbas indevidamente utilizadas pela Tecn…