Para a construção de uma sociedade justa e equitativa é necessário que a política e que os políticos se centrem na consolidação de três elementos: o bem-estar social, a eficácia económica e a salvaguarda do Estado democrático. Todavia, poucos percebem este objectivo enquanto outros esquecem-no rapidamente.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A visita
A tão badalada visita da chanceler Alemã Angela Merkel fica desde logo marcada pelo aparato sem precedentes. A capital não se livrou hoje de restrições inusitadas em nome da segurança de alguém que só é bem-vinda aos olhos de quem nos governa.
Paradoxalmente, a crise, sempre a crise, não se nota nos preparativos para a recepção da chanceler Alemã. Para se garantir uma segurança inexpugnável e o máximo de conforto não se olhou a despesas.
A visita é curta. Ainda bem. Angela Merkel também não precisa de mais para falar com os seus representantes do protectorado e para reforçar que quem manda é ela.
Felizmente para nós, Merkel só vai estar em Portugal umas meras seis horas. Infelizmente para nós, não podemos dizer o mesmo do Governo que se mantém em funções por tempo indeterminado.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O carácter insustentável da austeridade
O Fundo Monetário Internacional (FMI) repete os alertas chamando à atenção para os perigos das doses cavalares de austeridade.
Há pouco mais de um mês o FMI reconheceu ter feito mal os cálculos relativamente à austeridade que tanta gente excita. Agora, chama à liça os perigos da mesma austeridade poder degenerar em instabilidade social.
Todavia, e apesar de reconhecimentos de erros (infelizmente sem quaisquer consequências) e de alertas para os perigos da austeridade, tudo se mantém na mesma. O FMI que há largas décadas aplica a receita da austeridade mantém a mesma receita, pese embora os ditos alertas. A Comissão Europeia e Banco Central Europeu insistem na receita desastrosa, apesar dos alertas do FMI. O Governo português, esse, a par da chanceler Alemã, não esconde a austeridade excita o Executivo de Passos Coelho.
Dito por outras palavras, os alertas do FMI caem invariavelmente em saco roto, até para o próprio FMI que na prática mantém-se irredutível na aplicação das ditas medidas cavalares de austeridade.
O problema de toda esta gente é a realidade. A realidade que contradiz as previsões; a realidade que mostra o falhanço total das politicas. Infelizmente para nós, esta gente mostra estar pouco interessa nas valiosas lições que a realidade insiste em nos conceder.
Há pouco mais de um mês o FMI reconheceu ter feito mal os cálculos relativamente à austeridade que tanta gente excita. Agora, chama à liça os perigos da mesma austeridade poder degenerar em instabilidade social.
Todavia, e apesar de reconhecimentos de erros (infelizmente sem quaisquer consequências) e de alertas para os perigos da austeridade, tudo se mantém na mesma. O FMI que há largas décadas aplica a receita da austeridade mantém a mesma receita, pese embora os ditos alertas. A Comissão Europeia e Banco Central Europeu insistem na receita desastrosa, apesar dos alertas do FMI. O Governo português, esse, a par da chanceler Alemã, não esconde a austeridade excita o Executivo de Passos Coelho.
Dito por outras palavras, os alertas do FMI caem invariavelmente em saco roto, até para o próprio FMI que na prática mantém-se irredutível na aplicação das ditas medidas cavalares de austeridade.
O problema de toda esta gente é a realidade. A realidade que contradiz as previsões; a realidade que mostra o falhanço total das politicas. Infelizmente para nós, esta gente mostra estar pouco interessa nas valiosas lições que a realidade insiste em nos conceder.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Portem-se bem
Pedro Passos Coelho pediu aos Portugueses que se portem bem durante a
visita da chanceler Alemã Angela Merkel a Portugal. As palavras
utilizadas pelo primeiro-ministro não terão sido exactamente essas, mas o
sentido do apelo não se perde.
São sobejamente conhecidas as intenções de muitos Portugueses aproveitarem a curta visita da chanceler Alemã e dona da Europa para mostrarem o seu desagrado, em particular relativamente às doses cavalares de austeridade. O apelo de Passos Coelho faz, deste modo, mais sentido.
Do ponto de vista do primeiro-ministro, Portugal vai receber quem nos ajuda, que nos salvou. Infelizmente para o primeiro-ministro a realidade teima em desacreditá-lo e Pedro Passos Coelho juntamente com o seu Governo deixou há muito de contar com o apoio dos cidadãos, pelo menos de uma boa parte dos cidadãos.
Creio que os Portugueses vão receber Merkel sem que se verifiquem incidentes de maior, mas ainda assim mostrando o seu desagrado com as políticas impostas por uma Europa dominada pela chanceler Alemã que conta, é certo, com a excitação doentia do Governo português.
São sobejamente conhecidas as intenções de muitos Portugueses aproveitarem a curta visita da chanceler Alemã e dona da Europa para mostrarem o seu desagrado, em particular relativamente às doses cavalares de austeridade. O apelo de Passos Coelho faz, deste modo, mais sentido.
Do ponto de vista do primeiro-ministro, Portugal vai receber quem nos ajuda, que nos salvou. Infelizmente para o primeiro-ministro a realidade teima em desacreditá-lo e Pedro Passos Coelho juntamente com o seu Governo deixou há muito de contar com o apoio dos cidadãos, pelo menos de uma boa parte dos cidadãos.
Creio que os Portugueses vão receber Merkel sem que se verifiquem incidentes de maior, mas ainda assim mostrando o seu desagrado com as políticas impostas por uma Europa dominada pela chanceler Alemã que conta, é certo, com a excitação doentia do Governo português.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
A reeleição
Barack Obama voltou a fazer história, conseguindo a reeleição, deixando a
ideia de que "o melhor ainda está para vir". Assim esperamos. Esperam
naturalmente os Americanos, mas também espera o resto do mundo.
De um modo geral, é possível esperar que o melhor ainda está mesmo para vir, tendo em consideração que se trata do segundo mandato do Presidente Obama, sem perspectivas de reeleição e com maioria democrata no senado.
A reeleição de Obama poderá ser o primeiro passo para as mudanças que ficaram por cumprir. Será porventura neste segundo mandato que as condições para a verdadeira mudança, em matéria de política internacional e economia, sejam reunidas.
Não deixa de ser interessante verificar que Obama consegue a reeleição num contexto económico adverso, designadamente no que diz respeito ao crescimento económico débil e à taxa de desemprego considerável. Ainda assim, Obama conseguiu a reeleição.
De resto, a notícia é positiva para o resto do mundo e derrotado só mesmo o partido Republicano que, apesar das condições económicas adversas, esteve ainda assim longe de conseguir que o seu candidato conseguisse derrotar o Presidente e candidato Barack Obama.
De um modo geral, é possível esperar que o melhor ainda está mesmo para vir, tendo em consideração que se trata do segundo mandato do Presidente Obama, sem perspectivas de reeleição e com maioria democrata no senado.
A reeleição de Obama poderá ser o primeiro passo para as mudanças que ficaram por cumprir. Será porventura neste segundo mandato que as condições para a verdadeira mudança, em matéria de política internacional e economia, sejam reunidas.
Não deixa de ser interessante verificar que Obama consegue a reeleição num contexto económico adverso, designadamente no que diz respeito ao crescimento económico débil e à taxa de desemprego considerável. Ainda assim, Obama conseguiu a reeleição.
De resto, a notícia é positiva para o resto do mundo e derrotado só mesmo o partido Republicano que, apesar das condições económicas adversas, esteve ainda assim longe de conseguir que o seu candidato conseguisse derrotar o Presidente e candidato Barack Obama.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Dia de eleições
Hoje é dia de eleições nos Estados Unidos, embora haja quem se tenha
antecipado no que diz respeito ao acto eleitoral. As sondagens indicam
que Barack Obama está à ligeiramente à frente do seu opositor
Republicano. Resta saber para que lado os votos dos independentes
recairá.
Apesar das sondagens indicarem apenas uma ligeira vantagem de Obama, estou convencida que das eleições de hoje não sairá nenhuma surpresa. Obama também consegue uma ligeira vantagem no voto antecipado, o que contribui para que a minha convicção da sua vitória saia reforçada.
Por aqui espera-se que Barack Obama volte a fazer história.
Apesar das sondagens indicarem apenas uma ligeira vantagem de Obama, estou convencida que das eleições de hoje não sairá nenhuma surpresa. Obama também consegue uma ligeira vantagem no voto antecipado, o que contribui para que a minha convicção da sua vitória saia reforçada.
Por aqui espera-se que Barack Obama volte a fazer história.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Eleições americanas
Aproxima-se a hora da decisão e os dois candidatos, o democrata e
Presidente Barack Obama e o Republicano Mitt Romney dão o tudo por tudo
para convencer a vasta multiplicidade de indecisos.
As sondagens apontam para uma eleição renhida, talvez mais do que seria expectável.
Obama carrega consigo o fardo de não ter conseguido a mudança a que se propôs, talvez o segundo mandato, isto no caso de conseguir vencer, venha a ser o terreno ideal para a concretização de muitas mudanças que ficaram por concretizar. Por outro lado, os principais indicadores económicos, embora longe do desastre que se anuncia na Europa, estão ainda assim aquém dos tempos áureos da economia americana.
O candidato republicano promete mudança, embora esteja agarrado a um conservadorismo assustador. Tem a clara vantagem de não ter o peso da responsabilidade de ter passado quatro anos à frente dos destinos do país.
Por aqui, tal como em 2008, espera-se que Barack Obama saia vencedor das eleições presidenciais norte-americanas e que seja neste segundo mandato que a tal mudança prometida finalmente se concretize.
As sondagens apontam para uma eleição renhida, talvez mais do que seria expectável.
Obama carrega consigo o fardo de não ter conseguido a mudança a que se propôs, talvez o segundo mandato, isto no caso de conseguir vencer, venha a ser o terreno ideal para a concretização de muitas mudanças que ficaram por concretizar. Por outro lado, os principais indicadores económicos, embora longe do desastre que se anuncia na Europa, estão ainda assim aquém dos tempos áureos da economia americana.
O candidato republicano promete mudança, embora esteja agarrado a um conservadorismo assustador. Tem a clara vantagem de não ter o peso da responsabilidade de ter passado quatro anos à frente dos destinos do país.
Por aqui, tal como em 2008, espera-se que Barack Obama saia vencedor das eleições presidenciais norte-americanas e que seja neste segundo mandato que a tal mudança prometida finalmente se concretize.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Segunda parte
Começamos a assistir à segunda parte do assalto congeminado pelo actual
Executivo e pela Troika: o Estado. A reforma "ambiciosa" do Estado; a
refundação. Ora, já se percebeu onde é que essa reforma vai incidir; já
se percebeu o que vai acontecer ao Estado Social.
A reforma do Estado não é por si só uma ideia infeliz, pelo contrário. De facto, todos concordamos que o Estado é ineficiente, conspurcado pelo compadrio e por várias outras formas de corrupção, entregue à voracidade de Governos que o utilizam para os seus fins.
Mesmo em relação ao Estado Social, poder-se-á afirmar, sem grande contestação, que há margem significativa para fazer melhor. Não será este o objectivo do Governo que passa antes por cortes incomensuráveis nos pilares do Estado Social, e o seu subsequente enfraquecimento para que o sector privado possa entrar nesses sectores sem causar grande celeuma. Noutros casos, empresas privadas entrarão já para substituir funções outrora atribuídas ao Estado.
Não se trata de uma reforma, mas de um aniquilamento. É desse aniquilamento que é constituída a segunda parte do assalto.
A reforma do Estado não é por si só uma ideia infeliz, pelo contrário. De facto, todos concordamos que o Estado é ineficiente, conspurcado pelo compadrio e por várias outras formas de corrupção, entregue à voracidade de Governos que o utilizam para os seus fins.
Mesmo em relação ao Estado Social, poder-se-á afirmar, sem grande contestação, que há margem significativa para fazer melhor. Não será este o objectivo do Governo que passa antes por cortes incomensuráveis nos pilares do Estado Social, e o seu subsequente enfraquecimento para que o sector privado possa entrar nesses sectores sem causar grande celeuma. Noutros casos, empresas privadas entrarão já para substituir funções outrora atribuídas ao Estado.
Não se trata de uma reforma, mas de um aniquilamento. É desse aniquilamento que é constituída a segunda parte do assalto.
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