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Mensagens

Falhar em todas as frentes

O Governo que, incrivelmente, ainda se mantém no poder, falhou em todas as frentes. E o mais grave é que quando já se tinha percebido o insucesso do Governo em todas as frentes, o Executivo de José Sócrates consegue a reeleição.
Existem três premissas associadas ao sucesso de um país no sentido que contribuem para o seu desenvolvimento. Consequentemente, a eficácia económica, o bem-estar social e a consolidação das liberdades fundamentais ao sistema democrático são factores basilares do tal desenvolvimento de qualquer país.
Deste modo, é evidente que o Governo do PS falhou nestas três frentes. A eficácia económica foi inviabilizada pela ausência de reformas estruturais e pela adopção e aplicação de um modelo de desenvolvimento económico-social falido; o bem-estar social que é indissociável da eficácia económica não existe para demasiados cidadãos, o que existe é uma tentativa de remendar essa ausência de bem-estar social com subsídios como o fim em si mesmo e com o recurso a outros arti…

Proibição do uso da burka

Vários países europeus adoptaram ou pretendem adoptar proibições na utilização da burka – indumentária associada ao Islão, embora não exista uma correlação entre religião e a burka; mas antes uma relação entre tradição e a burka. Para muitos europeus, a utilização da burka simboliza o fundamentalismo e a opressão que as mulheres sofrem.
Seja como for, já se verificam casos de mulheres que foram multadas por utilizarem esta indumentária que cobre totalmente os seus corpos. Em Itália, uma muçulmana foi multada por usar a burka, a multa foi de 500 euros.
Torna-se difícil conciliar a argumentação que defende a liberdade religiosa (argumento pífio na medida em que a burka não será um símbolo religioso), e os valores, costumes dos países europeus que acolhem emigrantes. Em abono da verdade, é fundamental que se tenha sempre em atenção que a lei dos países europeus deve sempre prevalecer sobre tentativas de colocar em paralelo costumes e hábitos de imigrantes, sejam eles religiosos ou não.
Impo…

Irresponsabilidade do Governo

Existem manifestas dificuldades em perceber a teimosia do Governo em levar a cabo as grandes obras públicas, designadamente numa altura em que Portugal é alvo de ataques especulativos, consequência também da incúria governativa deste Governo ao nível do endividamento e do défice.
O custo das obras que o Governo insiste como sendo essenciais ao país não parece preocupar o ministro das Obras Públicas e o primeiro-ministro. A irresponsabilidade destes responsáveis políticos é inaceitável, ainda para mais numa altura em que se pedem sacrifícios aos portugueses e se elegem os desempregados como párias de uma sociedade egoísta e sem futuro.
Não haja dúvida do seguinte: nós, como povo, temos aquilo que merecemos. Depois de cinco anos de Governo PS, cinco anos de ausência de reformas sérias e de crescimento económico – cinco anos de um misto de estagnação e de retrocessos – voltámos a escolher o mesmo partido e o mesmo primeiro-ministro. De nada adiantou haver quem chamasse a atenção precisamen…

Apelo à resignação

Os mercados exercem pressão, a Alemanha impõe as suas regras, os cidadãos, em particular Espanhóis e Portugueses, resignam-se às políticas draconianas que se vão traduzir num acentuado retrocesso do bem-estar social. Os Gregos lutam pelos seus direitos, luta que parece degenerar em violência.
Sendo certo que a culpa da situação é, em larga medida, dos responsáveis políticos que foram irresponsáveis, não é menos verdade que a zona euro – sob a preponderância da Alemanha – mostrou que os interesses políticos internos se sobrepõem aos interesses colectivos.
Os cidadãos europeus mostram também que são muito pouco europeus; somos Portugueses, Alemães, Franceses, e é tudo. O espírito de solidariedade pura e simplesmente não existe e muitos cidadãos europeus esquecem rapidamente do seu passado e preferem ignorar o futuro, ou pelo menos o futuro da zona euro. A ideia de que a Grécia, a Espanha e Portugal têm que pagar pelos seus erros, pondo em causa a estabilidade de toda a eurolândia, mostra …

Ataques às democracias

Os recentes julgamentos de agências de rating de duvidosa competência sobre as contas de vários países Europeus é um verdadeiro ataque à democracia. Os pareceres destas entidades externas condicionam sobremaneira a soberania dos países. O ataque visa a fragilização da zona euro e da moeda única através de ataques concertados às economias consideradas mais frágeis da eurolândia. Grécia, Portugal e Espanha têm sido os países mais visados.

Importa referir que os países têm perdido paulatinamente instrumentos de intervenção económica - acontece num contexto de economias abertas e no seio da União Europeia. Essa realidade tem posto em causa a soberania dos países na medida em que já não é o povo a tomar as decisões através de representantes eleitos democraticamente, mas são os mercados a tomarem essas mesmas decisões de acordo com os seus interesses.

Também é evidente que Portugal perdeu soberania consequência da sua condição de Estado-membro da UE e de partilhar uma moeda únic…

Insensibilidade social

Ontem o país viu os líderes dos maiores partidos da oposição juntos em nome da estabilidade política que o país tanto necessita num momento em que é alvo da necrofagia das agências de rating. Tentou passar-se a imagem de que está tudo controlado e que os dois partidos fazem alguma ideia do que fazer para acalmar os mercados. No fundo, tudo não passou de uma tentativa de escamotear o facto de não haver nem ideias nem vontade política para inverter a situação periclitante, embora muitas vezes exagerada, mas ainda assim difícil do país.
PS e PSD não apresentaram nada de novo. A reunião mais não serviu para mostrar o vazio destes dois partidos. Em consequência, a grande novidade foi a antecipação das medidas previstas no PEC, designadamente apertar o cerco aos mais desprotegidos.
Mantenho a crítica que tenho feito destes cinco anos: o Governo de José Sócrates aplicou um modelo de desenvolvimento que redunda no fraco desempenho económico e no aumento da pobreza mesmo que escond…

Vítima de nós próprios

Tem-se tornado evidente o esforço concertado no sentido de enfraquecer a zona euro, através do exacerbamento das fragilidades de alguns países que fazem parte da zona Euro, Portugal incluído. Podemos falar de especulação e que estamos a ser vítimas da voracidade dos mercados. É verdade. Mas também é evidente que estamos a ser vítimas de nós próprios, das nossas escolhas dos últimos anos. O país endividou-se enquanto o crescimento da sua economia era e é anódino.
Escolhemos um modelo de desenvolvimento económico-social que nos empobreceu, continuamos a ignorar a importância das reformas estruturais; preferimos viver na megalomania; adiámos indefinidamente o futuro do país. O resultado está à vista: um país frágil alvo de abutres financeiros. É dessa nossa vulnerabilidade de que nos temos de queixar.
A situação parece-me muito grave. Embora sejam óbvios os exageros em torno de algumas análises sobre a nossa economia, o espectro da pré-falência ou mesmo da falência - mesmo se…