Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Ameaça terrorista 2

O Presidente Obama reconheceu que os EUA vão ter um papel mais activo no Iémen. Recorde-se que o Governo iemenita tem vindo a travar uma luta contra a Al-Qaeda. O Presidente americano reagiu assim ao facto de que o nigeriano que tentou perpretar um ataque terrorista a bordo de um avião americano tinha recebido apoio logístico e tinha sido treinado naquela região. A Barack Obama também não terá sido indiferente o facto de existirem indícios de uma tentativa de ataque terrorista no Iémen, não estando ainda excluída a hipótese de o alvo ser a embaixada americana no país.

O ano acabou com a ameaça terrorista e principia com a mesma ameaça. Entre a falta de rigor com as medidas de segurança - até certo ponto normal com o decorrer do tempo sem atentados - e a paranóia quando surgem ataques, falhados ou não, não se encontra um equilíbrio consistente. Enquanto uns vão apenas ver a ingerência americana em território alheio, embora com o claro consentimento as autoridades do Iémen ; outros vão …

Al-Qaeda reivindica atentado

A Al-Qaeda reivindicou o atentado no avião de passageiros que partiu de Amesterdão. A tentativa falhou. Mas o facto é que esta tentativa mostrou as debilidades de segurança que ainda existem nos aeroportos. Afinal de contas, este passageiro conseguiu entrar no avião com um pó da familia da nitroglicerina, para além de um liquido que transportava numa seringa.

Importa referir que o facto de ter sido a Al-qaeda a reivindicar este atentado não é por si só um facto revelador da gravidade da situação. Em primeiro lugar porque não há grandes certezas sobre a Al-qaeda, ou seja o conhecimento sobre este grupo não é suficientemente abrangente e são muitas as incertezas; em segundo lugar, existe uma multiplicidade de grupos terroristas que se inspira na Al-qaeda, havendo muitas incertezas sobre se existem ligações ou não ao famigerado grupo.

De qualquer modo, esta tentativa falhada tem que ser levada em conta. Hoje falhou, ninguém nos garante que amanhã nos aconteça o mesmo. Não é através de guer…

Ameaça terrorista

A história parece contar-se em poucas linhas: um jovem nigeriano terá tentado provocar uma explosão num avião da Delta Air Lines. Existem suspeitas que o jovem nigeriano terá ligações à Al-Qaeda. Regressa assim o fantasma do terrorismo e a discussão sobre as medidas de segurança dos aeroportos. Terá sido por sorte e por inépcia do suspeito que não aconteceu uma tragédia. Foram imediatamente reforçadas as medidas de segurança nos aeroportos, mas a questão impõe-se: como é que foi possível que o jovem nigeriano conseguiu entrar no avião com químicos e com material explosivo? A resposta a esta questão também nos deve fazer pensar sobre a importância de não baixar a guarda relativamente a potenciais ameaças terroristas e, apesar de também ser fundamental não ceder ao medo e continuar a viver a vida como sempre se viveu, também não se pode ignorar ou menosprezar que a ameaça terrorista não se desvaneceu. Embora os últimos anos tenham sido isentos de ataques, designadamente no Ocidente, a ver…

A difícil convivência

As relações entre primeiro-ministro e Presidente da República conheceram, esta semana, uma acentuada degradação. De um lado, infere-se que a acção política do Presidente da República prejudica o Governo (?); do outro torce-se o nariz no que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A verdade é que este primeiro-ministro e o Presidente da República não são o que o país necessita neste momento.

Há largos meses que Cavaco Silva e José Sócrates têm-se perdido em recados, ao invés de procurarem possíveis soluções para o país. Aliás, o futuro também não se avizinha muito risonho para o próprio Presidente da República - caso raro para um Presidente da República. No caso do primeiro-ministro, este continua a apostar na estratégia de vitimização no sentido de ser provada a famigerada ingovernabilidade e provocando assim eleições antecipadas.

Pelo caminho, ficamos nós entalados entre um Governo incapaz de governar, um Presidente amorfo, e uma Assembleia da República pouco interessada…

Oposição ao regime no Irão

A morte do ayatollah Ali Montazeri acabou por ser mais uma oportunidade para muitos iranianos apologistas do reformismo mostrarem a sua insatisfação relativamente ao regime de Ahmadinejad e do ayatollah Khamenei. O falecido ayatollah Ali Montazeri era um dos símbolos da mudança tão almejada pelos iranianos, em especial pelos mais jovens.

Com efeito, o descontentamento manifestado pelos iranianos tem sido contínuo e não esmoreceu como muitos suspeitariam que viesse acontecer. Não se tratou, porquanto, de umepifenómeno sem grandes consequências. Todas as manifestações de descontentamento acabam por fragilizar o regime de Ahmadinejad e Khamenei que se apoia numa guarda fiel, em milícias à margem da lei e numa parte da população que se deixou cegar pelo extremismo.

Repare-se que a estratégia de eleger inimigos externos, num misto de fanatismo e nacionalismo, não chega para congregar os apoios necessários, mantendo o país estável efiel aos princípios da teocracia. A mudança não tardará a che…

Governo e irresponsabilidade

É desta forma que o Estado português, à semelhança de outros, se encontra. A razão para esta situação prende-se com as avaliações, que surgem como uma espécie de aviso, das agências de notação financeira. Segundo pelo menos uma destas agências, Portugal está numa situação complicada que poderá ainda se tornar mais complexa dependendo das medidas do Governo para combater o défice e o endividamento do país. O Orçamento será então indiciador de uma avaliação mais ou menos negativa dessas agências, também conhecidas por agências de rating. Países como a Irlanda, já começaram a aplicar recomendações, algumas delas draconianas, para pôr em ordem as contas públicas. Assim, reduções nos salários de funcionários públicos e outros cortes substanciais na despesa são medidas que, apesar do impacto no bem-estar dos cidadãos, foram tomadas pelo governo irlandês. Em situação mais complicada surge a Grécia que baixou na classificação das agências de notação que consideram que o Estado grego tem demasi…