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Mensagens

Ainda o PSD

O Partido Social Democrata está a fazer um balanço relativamente ao último acto eleitoral. É evidente que esse balanço vem acompanhado por várias interrogações quanto ao futuro do partido, designadamente quanto ao futuro da liderança. Às vozes que defendem uma permanência da líder até ao final do seu mandato, poucas são as que surgem a defender o mesmo princípio. Na verdade uma parte do partido anseia por uma mudança na liderança do partido.

O balanço que a comissão política vai fazer relativamente às autárquicas será seguramente positiva, se existe alguma discussão sobre quem saiu vitorioso destas eleições, essa discussão não se impõe sobre uma eventual derrota quer de PS, quer de PSD. Ambos tiveram um resultado favorável. O que realmente inquieta as hostes do PSD nem tanto saber quem saiu vitorioso deste acto eleitoral, quem vai liderar o partido e quando.

Tem-se colocado várias hipóteses em cima da mesa: desde Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Rangel, Morais Sarmento, entre outros. Toda…

Resultados das autárquicas

As autárquicas finalizam um período de três actos eleitorais em poucos meses. Quanto aos resultados surgiram algumas surpresas agradáveis como o caso de Felgueiras, mas muito se manteve na mesma. Lisboa e Porto ficaram nas mãos daqueles que já se previa que ficariam e PS e PSD discutem quem venceu verdadeiramente estas eleições enquanto os restantes partidos tentam esconder as suas perdas ou a sua insignificância a nível local.

Os resultados também mostram um país pouco disposto a mudar, e, em alguns casos ainda agarrado ao passado, sem capacidade de olhar para o futuro das suas terras. Outros continuam a ver o seu discernimento toldado por cegueira partidária e ideológica. E noutros casos ainda, os resultados denunciam um largo número de cidadãos que relativizam as decisões dos tribunais, manifestando um desprezo assinalável pelo próprio Estado de Direito.

No cômputo geral, não há muito mais a dizer de umas eleições que foram ofuscadas pelos resultados das legislativas e em que esteve …

Um merecido Nobel da Paz

Barack Obama foi laureado com o prémio Nobel da Paz, pelos seus "esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". Trata-se do reconhecimento do trabalho realizado pelo Presidente americano no sentido da paz e da estabilidade. Imagine-se o que Obama poderá conseguir nos próximos anos - conseguiu ganhar o partido democrata, conseguiu chegar a Presidente dos EUA e agora é laureado com o prémio Nobel da Paz.

Apesar dos esforços nítidos de melhorar a vida dos americanos e contribuir para a paz em várias regiões do mundo, ainda são muitos os que têm um olhar cínico sobre Obama, não só nos Estados Unidos, como noutras partes do mundo. Consequentemente, o Afeganistão e o Iraque são invariavelmente argumentos para enfraquecer a figura do Presidente americano. E apesar de a intervenção militar no Iraque e a guerra no Afeganistão terem sido problemas criados por uma outra administração, Obama é responsável por ainda não retirado dos dois países; e mesmo que se saiba que o…

Qualidade democrática

A Madeira que se confunde com o Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, e contrariamente à ideia que Manuela Ferreira Leite tentou passar, não é exemplo de democracia e não o é há décadas. A começar pela comunicação social, pela preponderância excessiva e pela perpetuação do Presidente do Governo Regional e a acabar na dificuldade que a oposição política tem em fazer passar a sua mensagem.

A líder do PSD que tanto falou da asfixia democrática, responsabilidade do Governo, deveria ter a sensatez de, pelo menos, não fazer elogios ao regime de João Jardim. Também terá sido por estas incongruências que o PSD ficou aquém do resultado que almejava. Como se terá sentido a Dra. Ferreira Leite depois de ver cenas de pancadaria entre apoiantes de João Jardim e membros do PND? Será que considera uma situação normal? E a reacção do Presidente do Governo Regional? Será também ela normal?

As críticas que se fazem ao regime da Madeira vão muito além do habitual tom brejeiro escolhido por …

Eleições autárquicas

A Câmara Municipal de Lisboa tem claro destaque nas eleições autárquicas que se avizinham e o confronto entre António Costa e Santana Lopes vai agradando à comunicação social. Mas as eleições autárquicas são muito mais do que Lisboa ou Porto, as eleições que se aproximam são o derradeiro teste ao entendimento que os eleitores têm da própria democracia. A perpetuação dos mandatos e as suspeições ou acusações que recaem sobre alguns autarcas que se candidatam são sinais de clara degradação da própria democracia.

É paradoxal assistir ao chorrilho de queixas de muitos cidadãos relativamente ao estado em que se encontra o país e à responsabilidade directa dos políticos e simultaneamente, perceber que muitos legitimam, através do voto, a opacidade, o chico-espertismo, o caciquismo, a corrupção e a consequente degradação da própria qualidade democrática. Estas eleições serão invariavelmente sintomáticas quer da falta de cultura e maturidade democráticas, quer das inúmeras incongruências de t…

O futuro do PSD

O futuro do PSD confunde-se até certo ponto com o futuro do país. Um partido sem rumo, desnorteado há mais de uma década e que é palco para um número particularmente elevado de nulidades. Em tudo semelhante ao país. A liderança já era a curto prazo quando nasceu e agora avizinha-se esgotada. É neste contexto que Pedro Passos Coelho - para muitos sociais-democratas o senhor que se segue - afirma que ainda "é muito para falar sobre o futuro do partido". Certo, mas todos sabemos que o futuro do partido passa por Passos Coelho; ou dito de outra forma, Passos Coelho pretende ser parte activa do futuro do partido.

No dia das legislativas, Passos Coelho terá certamente ficado com sensação que o seu momento estaria mais próximo do que nunca, e talvez esteja. Entretanto, surge um Marcelo Rebelo de Sousa activo - mais do que normal - como hipótese ainda não negada pelo próprio para a liderança do PSD. Ora, a equação complica-se para Passos Coelho, até porque Paulo Rangel afirma não se …

A vergonha da France Telecom

O caso dos mais de vinte casos de suicídio entre trabalhadores da France Telecom não pode ficar encerrado com a demissão de um director de topo. É incrível como em pleno século XXI registam-se casos de pessoas que escolhem a morte devido a pressõesinsustentáveis das empresas que apenas falam em "reestruturações". A crise - responsabilidade de um sector financeiro que prefere a anarquia e de um poder político que preferiu fechar os olhos - só veio agravar o "terrorismo" psicológico que tem o nome de "reestruturação", ou noutros casos "lay off", "downsizing" e por aí fora.
O que se passou na France Telecom merece toda a visibilidade mediática possível porque se trata de uma vergonha para a empresa, para determinado tipo de empresários, para o Estado francês que detém 23 por cento da operadora e para a própria UE que permite que no seu seio grassem situações como a daFrance Telecom. O retrocesso da qualidade de vida dos europeus é uma real…