Durante a sua visita a Israel e aos territórios palestinianos, o Papa Bento XVI aproveitou para fazer um apelo à criação do Estado palestiniano. Sendo certo que este Papa não reúne consensos, também é verdade que em algumas das suas posições acabam por revelar algum bom senso. De resto, no caso concreto o apelo do Papa tem a sua razão de ser, embora se possa discutir o local escolhido para esse apelo, feito na Cisjordânia embora também se possa alegar que o apelo faz mais sentido precisamente se for feito nos territórios palestinianos.
É evidente que se existe uma frágil esperança de que a paz é possível naquela região do Médio Oriente, essa esperança apoia-se na coexistência de dois Estados soberanos: o Estado de Israel e o Estado da Palestina. Sem a criação de condições para a existência de facto de um Estado palestiniano, qualquer processo de paz para a região estará condenado à nascença. O Papa mais não fez do que sublinhar a importância desta evidência.
No essencial, a criação do…
É evidente que se existe uma frágil esperança de que a paz é possível naquela região do Médio Oriente, essa esperança apoia-se na coexistência de dois Estados soberanos: o Estado de Israel e o Estado da Palestina. Sem a criação de condições para a existência de facto de um Estado palestiniano, qualquer processo de paz para a região estará condenado à nascença. O Papa mais não fez do que sublinhar a importância desta evidência.
No essencial, a criação do…