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Mensagens

Instabilidade na Tailândia

A Tailândia vive um período de acentuada instabilidade política que tem resvalado para a intensificação das manifestações nas ruas do país. Recorde-se que o afastamento do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, longe do poder desde o golpe de 2006 e, pese embora o vasto rol de acusações de corrupção que recaem sobre o mesmo, tem levado milhares dos seus apoiantes às ruas - os chamados "camisas vermelhas". O actual primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, pró-monárquico, que é acusado de ser um instrumento do exercito tem sido o alvo da ira dos manifestantes que pedem ostensivamente a sua imediata demissão. Some-se a isto a queda do Governo próximo do ex-primeiro-ministro Thaksin e as alegadas irregularidades eleitorais de Dezembro passado e a instabilidade está definitivamente instalada neste país asiático. Thaksin Shinawatra, exilado no estrangeiro, tem incitado os seus apoiantes à revolta, contribuindo assim para um agravamento das manifestações que não raras veze…

Berlusconi no seu melhor

Silvio Berlusconi voltou a dar um ar da sua graça num momento difícil para os italianos. Desta vez o primeiro-ministro italiano sugere aos italianos que encarem a situação como se estivessem a passar "um fim-de-semana num parque de campismo". Relembre-se que Silvio Berlusconi tem um vasto currículo de frases polémicas, quer em relação à política interna, quer em relação à política externa. Todavia, o contexto no qual o primeiro-ministro italiano proferiu esta frase polémica é particularmente difícil para os italianos. Depois do sismo que deixou a cidade de L'Aquila devastada e quando ainda se contabiliza o número de vítimas, o primeiro-ministro italiano não mediu, como parece ser habitual, o impacto das suas palavras.

Dir-se-á que o primeiro-ministro italiano tentou acalmar os seus cidadãos, dando um toque mais suave ao seu discurso. Mas não deixa de ser incrível que nem perante uma tragédia,o primeiro-ministro italiano faça uma selecção daquilo que vai dizer. Silvio Berl…

Antiamericanismo levado ao extremo

O lançamento, ao que tudo indica de um míssil balístico, da Coreia do Norte constitui antes de mais um incumprimento de resoluções das Nações Unidas. Além disso, trata-se de uma clara atitude provocatória cujo único contributo é o de aumentar a instabilidade da região. Infelizmente, o ódio que é destilado pelos Estados Unidos não permite ver, como é hábito, o essencial. Os arautos do antiamericanismo mais primário perdem-se em questões colaterais e minudências. Assim, e apesar da atitude provocatória da Coreia do Norte e do seu desrespeito por resoluções da ONU, há quem prefira criticar a preponderância dos EUA e as incongruências da sua política externa. Pelo caminho todos esquecem a Coreia do Norte e perdoa-se a complacência das autoridades chinesas que vêm agora defender o direito norte-coreano ao uso pacífico do espaço, como se essa fosse a questão central.

Na verdade, nem a postura e as políticas de Obama - diametralmente opostas à do seu antecessor - são capazes de apaziguar os m…

A provocação da Coreia do Norte

O regime norte-coreano continua na senda da provocação, desta vez através do lançamento de um míssil de longo alcance, em clara violação das leis internacionais. Foi o próprio Presidente americano que considerou este lançamento uma provocação. Os países vizinhos da Coreia do Norte, designadamente, a Coreia do Sul e o Japão não escondem a sua preocupação com este desenvolvimento do intrincado país vizinho. Este lançamento que mais não é de que uma provocação de um regime falido e é um claro desrespeito às resoluções das Nações Unidas.

Recorde-se que há escassos meses não se sabia bem o estado de saúde do líder norte-coreano, levantando-se até a possibilidade da sua morte. Apesar de a Coreia do Norte e o regime que a amordaça serem verdadeiras incógnitas, o regime pretende, com este lançamento, mostrar ao mundo a sua vitalidade. Com efeito a Coreia do Norte é um país pobre, liderado por um lunático, descendente de uma família de déspotas e que aposta tudo no fortalecimento militar, deixa…

Ultrapassaram-se os limites do aceitável

A nomeação de Domingos Névoa para a Administração de uma empresa cujos capitais são maioritariamente públicos é simplesmente vergonhoso e dá sinais de profunda degradação da classe política. Recorde-se que o Sr. em questão foi condenado em Tribunal pelo crime de corrupção e agora vê a sua conduta premiada com a colocação num cargo de grande relevo de uma empresa pública. As questões éticas que esta nomeação levanta são absolutamente menosprezadas por quem é politicamente responsável por esta nomeação, a começar no Presidente da Câmara de Braga e a acabar nos vereadores que foram coniventes com esta vergonhosa situação.

Outro aspecto a reter prende-se com a demora que os partidos políticos a reagir à nomeação. O Bloco de Esquerda teve o bom senso de ser peremptório nas críticas que fez à nomeação, instando os restantes partidos políticos a reagir. Note-se que o PS, partido do Governo, foi o último a reagir e tudo indica que só o fez porque a sua indiferença não cairia bem aos olhos de u…

Olhos postos na Cimeira dos G20

O mundo está com os olhos postos na cimeira que reúne 85 por cento da riqueza mundial e que procura soluções para combater a crise internacional. Para além das soluções o mundo espera mudanças de fundo que permitam evitar a eclosão de crises como aquela que estamos a viver. Outros vão mais longe e esperam uma mudança do próprio capitalismo. Parece-me que as soluções que vão sair da cimeira serão intermédias: tem que haver forçosamente mudanças, no sentido da regulação e de um maior controle do ímpeto selvagem do capitalismo, mas a sua natureza dificilmente será contrariada. A cimeira ainda antes de começar já mostrou divergências entre os EUA/Reino Unido e França/Alemanha. O que só por si é um mau sinal. Além disso, existe uma questão que não pode ser esquecida: a das economias que tem vindo a perder o domínio para as chamadas economias emergentes que clamam por um reconhecimento da sua importância.

No essencial, a crise é uma consequência do desaparecimento paulatino da política e da …

Cimeira G20 em clima de forte contestação

A cimeira do G20, que tem lugar em Londres a partir de amanhã, já está a ficar marcada por acesas manifestações de descontentamento ainda antes de começar. Apesar das cimeiras desta natureza serem invariavelmente marcadas pela contestação, o contexto mudou. De facto, não se trata apenas de manifestações lideradas por grupos antiglobalização, com uma indisfarçável agenda política. Não, desta vez são os cidadãos comuns que se sentem alvo de uma burla de dimensões globais que se manifestam, sendo que algumas dessas manifestações estão a tomar proporções preocupantes.

A cimeira dos G20 não tem muitas alternativas que não passem por caminhos para resolver, ou pelo menos atenuar, os efeitos dramáticos da crise. A cimeira, ainda antes de começar, já está a ser marcada por alguns desentendimentos entre os EUA/Reino Unido e o eixo Franco-Alemão, o que só por si pressagia um péssimo começo para a cimeira. Espera-se que o tom conciliatório de Obama e de Brown consiga produzir alguns frutos - esta…