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Mensagens

12 horas de funcionamento das escolas do 1º.Ciclo

Segundo o Presidente da Confap as escolas do 1º.Ciclo vão alargar o seu horário de funcionamento e pese embora o inefável secretário de Estado ter, para já, adiado essa questão, a verdade é que provavelmente se trata de uma inevitabilidade. De facto, esta medida até se insere nas obtusas políticas do ministério da Educação. Ora, é sobejamente conhecida a continua degradação de um conceito de escola com vocação para ensinar. Há quem queira fazer das escolas meros receptáculos de alunos, e é essa a principal crítica a esta proposta da Confap.

Prefiro não me imiscuir em discussões sobre os benefícios ou malefícios de uma eventual aplicação desta medida, até porque é assunto que me enfada, em particular com a digladiação de argumentos, muitos deles pseudo-científicos, que estão precisamente na base de grande parte dos problemas da Educação.

Todavia, não posso deixar passar em claro a oportunidade para criticar as políticas do Governo em matéria de Educação, e este alargamento que é proposto…

Degradação do sistema democrático

A notícia do Público que dá conta da ilegalidade dos pagamentos aos advogados de Fátima Felgueiras pela Câmara de Felgueiras é mais um sinal da degradação do próprio sistema democrático português, Quando se permite que dinheiros públicos sirvam para pagar autarcas acusados pela Justiça e com a agravante de o país ter assistido à fuga de uma autarca em particular, parece que perdemos o pouco pudor que tínhamos.

Esta situação da autarca de Felgueiras é sintomática de uma paulatina degradação da própria democracia portuguesa com a descredibilização da classe política à cabeça dessa degradação. Com efeito, não se deve incorrer em generalizações quando se fala da classe política. Há um pouco de tudo no espectro político português, mas os casos que se destacam naturalmente são precisamente os maus exemplos de autarcas e outros políticos que vivem na mais abjecta impunidade.

Ora, não se pode estar à espera que o país progrida e se desenvolva quando as suas instituições estão permanentemente em…

Crise económica e política

A juntar-se à crise económica cujos efeitos estão a ser devastadores para as economias reais, junta-se agora uma crise política com as crescentes suspeições que recaem sobre o primeiro-ministro a propósito do caso Freeport. Ora, as tão necessárias medidas para atenuar os efeitos da crise não são coadunáveis com uma crise política. O caso Freeport não podia ter vindo em pior altura.

Não se trata de desvalorizar o alegado envolvimento do primeiro-ministro na história pouco transparente do Freeport. Mas é precisamente por se tratar do primeiro-ministro que o caso exige uma resolução imediata, sob pena de se estarem a criar condições para uma fragilidade da governação.

Este blogue tem um vasto historial de críticas feitas às políticas do actual Executivo, não havendo, consequentemente, constrangimentos de maior ou qualquer tentativa de escamotear o caso Freeport e a alegada participação de José Sócrates no mesmo. Todavia, esta é daquelas situações que corre contra o tempo, ou seja, quanto m…

O flagelo do desemprego

As previsão da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o desemprego são assustadoras. Segundo a OIT dezenas de milhões de pessoas podem vir a perder os seus empregos. Os números revelam a pior face de uma crise desencadeada pela ganância e pelo mais inexorável despudor. Dificilmente a ameaça de desemprego que a OIT refere não se concretizará.

Já muito se disse e escreveu sobre a crise, sobre as causas da crise e sobre das suas eventuais consequências. Todavia, quando uma organização internacional faz previsões de desemprego em massa, o assunto merece todo o destaque possível. Com o desemprego virão outros problemas, designadamente problemas de coesão social que, em última instância, põe em causa a organização e estrutura das sociedades ocidentais.

Os planos dos vários governos de combate à crise incluem estratégias de contenção do desemprego e de criação de novo emprego. Infelizmente, esses planos correm o sério risco de serem insuficientes. A crise que começou no sector finan…

Credibilidade dos políticos

As últimas notícias do caso Freeport vêm juntar-se ao vasto rol de situações ambíguas e mal esclarecidas que ensombram a imagem de alguns políticos portugueses dando assim um forte contributo para fragilização da democracia. Note-se que se trata de um conjunto de situações que são tratadas pelas instâncias competentes, mas por razões de morosidade e de ineficácia não conhecem atempadamente o desfecho necessário.

A questão da credibilidade dos políticos levanta uma multiplicidade de problemas. De um modo geral, assiste-se a um afastamento dos cidadãos dos políticos. As razões que subjazem a esse afastamento são de vária ordem, mas as recorrentes suspeições que recaem sobre alguns políticos portugueses degeneram amiúde no recurso ostensivo à generalização e ao alargamento do fosso que separa políticos e cidadãos.

Paralelamente, existe a noção de que alguns políticos para além de sucumbirem à promiscuidade nomeadamente no que diz respeito às empresas e por vezes até ao futebol, vivem na im…

A impossibilidade da paz

O cessar-fogo entre o Hamas e o Israel começa a dar sinais evidentes de fraqueza. De facto, as expectativas gerais quanto a este cessar-fogo sempre foram diminutas, mas agora os sinais de que o mesmo dificilmente se manterá tornam-se cada vez mais evidentes. A certeza da guerra e a impossibilidade da paz redundam invariavelmente na instabilidade que se vive em toda a região.

A impossibilidade da paz prende-se com vários factores, a começar com a natureza e ideologia do movimento radical Hamas. Este movimento tem sido, em vários momentos,o responsável pelo fim das tréguas entre os dois lados. E no essencial, o Hamas inviabiliza a paz no momento em que rejeita e existência de um Estado israelita; ou dito de outro modo, não haverá paz enquanto não coexistirem dois estados: um israelita e outro palestiniano. Paralelamente, o Hamas mantém relações de alguma proximidade com países como o Irão e a Síria. E no caso específico do Irão, importa sublinhar os elementos que tanto o regime iraniano …

Guantánamo divide a UE

Não há acordo na União Europeia sobre um possível acolhimento de presos de Guantánamo. Era aliás expectável que esta questão de Guantánamo dividisse a Europa. (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357578&idCanal=11). Felizmente, a proposta portuguesa foi encarada por vários países com incertezas e uma natural e saudável desconfiança. Afinal um acolhimento de prisioneiros de Guantánamo levanta mais dúvidas do que certezas, em particular quando as próprias autoridades americanas também sentem várias dificuldades no que toca ao encerramento de Guantánamo.
Barack Obama determinou o encerramento daquele campo de prisioneiros, considerado um erro e uma mancha na imagem dos EUA. Mesmo que não se constate o óbvio, ou seja, que se trata de um problema criado pelos EUA e, portanto, merece uma solução americana, a vinda de prisioneiros para a Europa dificilmente seria bem aceite pela opinião pública. Já para não falar das dificuldades jurídicas que o problema levanta.

De facto, a…