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Mensagens

Ainda Barack Obama

Enquanto o mundo ainda festeja a vitória de Obama,o recém-eleito e o ainda não empossado Presidente dos Estados Unidos, já faz diligências no sentido de escolher a equipa que vai governar os Estados Unidos nos próximos quatro anos. Barack Obama tem dado boas indicações sobre quem vai escolher, mostrando que procura consensos e diálogo, não fechando as portas a quem se situa num outro espectro político. De resto, Obama sempre foi o candidato da união como factor determinante para que o país e os americanos possam ultrapassar as enormes dificuldades com que se deparam.

O recém-eleito Presidente americano teve sempre o condão de não criar crispações, nem mesmo nas acesas primárias do seu próprio partido. Aliás, Obama conseguiu afastar-se inexoravelmente do jogo político mais abjecto. Em abono da verdade não se está a procurar santificar Barack Obama, mas o que é certo é Obama tem sido superiormente diferente dos seus opositores políticos. Aliás, Barack Obama parece pretender escolher pess…

Esperança e desilusão

A eleição de Barack Obama galvanizou o mundo, e tanto mais é assim que os festejos começaram nos Estados Unidos, passando pela Europa, culminando na Ásia. Obama é hoje, mais do que nunca sinónimo de esperança. Mas a esperança e a desilusão andam, amiúde, de mãos dadas. De resto, as expectativas criadas em torno de Obama podem rapidamente transformar-se em desilusão.
Em primeiro lugar, importa recordar que Obama terá como principal missão recuperar a força dos Estados Unidos, a nível internacional. Isso passa por regenerar a imagem que os EUA transmitem ao mundo, mas implica também recuperar uma posição estratégica que permita manter a actual ordem mundial; ou seja, garantir aos EUA a posição de superpotência mundial.
Em segundo lugar, recorde-se que a posição de superpotência é garantida através da supremacia militar, geoestratégica e, claro está, económica. A supremacia económica, na qual se engloba naturalmente a supremacia tecnológica, não permite que os EUA adoptem uma posição que l…

Presidente Obama

Barack Obama é o 44º. Presidente dos EUA. Depois de semanas e meses de esperança, os EUA e o mundo respiram de alívio. Raras vezes, nos últimos anos, os americanos e o resto do mundo desejaram tanto a mudança. A responsabilidade é, em larga medida, da Administração Bush que ficará seguramente na história como uma das piores Administrações americanas.

Há poucos meses atrás, o dia de hoje parecia impossível. Hoje, esse dia concretizou-se. Hoje, o mundo volta a ter esperança, mesmo que muitos tenham a noção de que Obama não vai produzir milagres. É sobejamente conhecida a apetência que os países têm para olhar para os seus próprios interesses, e nessa matéria, os EUA não têm diferenças substânciais com os restantes países. Além do mais, os americanos procurarão defender a sua posição hegemónica - é da natureza de qualquer superpotência.

De qualquer modo, o dia é de esperança. Esperança no fim da guerra do Iraque, esperança no regresso à estabilidade do Afeganistão, esperança num sistema fi…

Nacionalização do BPN

O Banco Português de Negócios vai ser nacionalizado - operação inédita em Portugal, pelo menos desde 1975. O Governo português decidiu nacionalizar um banco privado, isto porque dificilmente algum banco ou instituição privada estaria interessada numa hipotética aquisição do banco. Têm sido muitas as vozes que apoiam a medida do Governo. Porém, fica a dúvida sobre o impacto no sistema financeiro português de uma queda do banco em questão, tendo em conta que se trata de um banco de pequena dimensão. Por outro lado, espera-se que a anterior administração seja punida. E embora haja provavelmente lugar a uma investigação, espera-se que a mesma produza resultados.

Recorde-se que os problemas do BPN não são novos e trazem à memória outras complicações que surgiram num outro banco, este com uma outra dimensão. Apesar de se poder compreender a medida do Governo que visa a nacionalização do banco, não deixa de ser dificil de aceitar que um banco com um buraco financeiro muito significativo e cuj…

Subida nas sondagens

José Sócrates e o seu Governo têm vindo a subir nas sondagens. Tal como se tinha previsto, a crise tem um impacto positivo para o Governo. Associado a isso, a oposição não tem capacidades para fazer frente a um Governo que é tudo forma e nada substância.
Deste modo, não é difícil prever que as próximas legislativas serão mais favoráveis ao partido do Governo, embora ainda falte um ano para esse período eleitoral. Importa também lembrar que, em alturas de crise, uma parte do eleitorado mostra-se mais avesso à mudança – há um pouco a ideia que postula a necessidade de estabilidade e que a mudança pode ser um risco. Tudo ganha uma dimensão maior num país reticente.
O primeiro-ministro e a sua equipa vão, assim, gerir o tempo até 2009, tendo perfeita noção que sem mudanças nos partidos da oposição, num contexto de crise cuja responsabilidade não é imputada ao Executivo de Sócrates, com a distribuição de benesses e com uma comunicação social, em muitos casos, subserviente, o próximo ano será…

Afeganistão esquecido

A guerra do Iraque, levada a cabo pelo ainda Presidente Americano, teve como um dos principais impactos a retirada de importância ao Afeganistão. Contrariamente à guerra do Iraque, a investida no Afeganistão apoiou-se em pressupostos bastante sólidos. Afinal de contas, foi no Afeganistão que Ossama Bin Laden treinou e desenvolveu todo o processo de doutrinação que veio, posteriormente, a culminar com os atentados nos Estados Unidos. A intervenção militar americana no Afeganistão teve assim uma sustentação, em sentido diametralmente oposto ao que se passou no Iraque.

Mas o Afeganistão foi esquecido e relegado para segundo plano, quando este é um dos principais palcos do terrorismo. A guerra do Iraque consumiu demasiados recursos, inviabilizando o sucesso dos Americanos e dos aliados no Afeganistão. Hoje, este país assiste novamente ao regresso dos Talibãs e às doutrinas que desprezam ignobilmente o ser humano, e muito em particular as mulheres.

O tema do Afeganistão ocupou algum espaço d…

Mediocridade

A Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPMES) propõe a chantagem mais original, e que se traduz pelo seguinte: se o Governo mantiver a proposta para aumento do salário mínimo, a ANPMES vai propor aos seus associados que não renovem os contratos a termo. A ANPMES mostra assim toda a mediocridadede de uma Associação que representa os pequenos e médios empresários, dando desta forma uma imagem que, em muitos casos, é totalmente desfasada da realidade.

Sendo certo que o país e o mundo atravessam uma crise de contornos ainda complexos de definir, o que não justifica, apesar de tudo, que os que trabalham em troca de um salário tão baixo, continuem a viver ligeiramente acima do limiar da pobreza, isto quando, apesar do seu trabalho, não vivem mesmo abaixo desse mesmo limiar.

A Associação em causa até poderá discordar do timing da proposta do Governo, mas sabe-se muito bem que para aumentos de salários não há propriamente bons timings. E mais: quando se continua a falar muito de…