A capacidade de nos deixarmos deslumbrar com outros países e outras realidades não cessa de crescer. Depois de Espanha, é agora a Suécia, a Finlândia, a Noruega, a Dinamarca e, em menor escala, a Islândia que nos fascina. O nível de desenvolvimento desses países associado ao bem-estar dos seus cidadãos faz um contraste inexorável com a nossa realidade. Consequentemente, pululam nos meios de comunicação social reportagens sobre a riqueza desses países – com o recurso incessante a comparações entre níveis salariais, salientando o bem-estar social que os verdadeiros Estados-providência proporcionam aos seus cidadãos.
É certo que o primeiro-ministro português terá sido um grande impulsionador deste deslumbramento em relação à Escandinávia. Recorde-se como o modelo finlandês em matéria de educação era apontado como um exemplo a seguir por Portugal. Parece, contudo, que o fascínio governamental chocou com a realidade portuguesa. Hoje, já não se fala com tanta insistência no model…
É certo que o primeiro-ministro português terá sido um grande impulsionador deste deslumbramento em relação à Escandinávia. Recorde-se como o modelo finlandês em matéria de educação era apontado como um exemplo a seguir por Portugal. Parece, contudo, que o fascínio governamental chocou com a realidade portuguesa. Hoje, já não se fala com tanta insistência no model…