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Mensagens

Violência regressa ao Tibete

Esta semana tem sido marcada pelo regresso da violência à região autónoma do Tibete, em particular na capital Lhasa. Manifestações contra o regime chinês têm vindo a ser fortemente reprimidas, e fala-se na morte de pelo menos dez pessoas, fazendo o devido desconto consequência do branqueamento de informações levado a cabo pelas autoridades de Pequim. Há quem advogue que estas são as maiores manifestações desde 1989, altura em que foi decretada a lei marcial. As manifestações contam com a participação de monges e da população tibetana.
Recorde-se que a região do Tibete foi ocupada pela China em 1951 e, por altura da inefável Revolução cultural, a política de força do regime chinês custou a vida de centenas de milhar de vítimas. A ocupação chinesa deste território é arbitrária e a actuação do regime chinês não se coaduna com os mais básicos Direitos Humanos. De facto, a tortura, a repressão, a destruição da cultura tibetana, o repúdio pelos aspectos religiosos, a coarctação de liberdades…

Efeitos da crise do subprime

A crise que afectou o mercado de crédito dos Estados Unidos tem, inevitavelmente, impacto nas economias. Parece impor-se a premissa que indica o fim, para já, do dinheiro barato e fácil. Foi precisamente isso mesmo que os bancos portugueses vieram enfatizar esta semana. E um facto relevante que não pode ser ignorado prende-se com o endividamento dos bancos portugueses ao estrangeiro para fazer face à procura interna.
A crise do subprime, recorde-se, começou no mercado de crédito dos EUA – a facilidade de concessão de crédito, com más avaliações de risco, associadas à quebra dos preços das casas americanas resultaram numa crise cujas dimensões não são, apesar de tudo, bem conhecidas.
A crise alertou os bancos para os perigos que subjazem à concessão desmedida de crédito. Da mesma forma, há hoje um problema associado de liquidez, o que tem justificado as constantes injecções de dinheiros levadas a cabo pela Reserva Federal Americana e pelo Banco Central Europeu. Tudo se complica quando se…

O falhanço do PSD

O PSD está a atravessar um período manifestamente difícil, e tanto mais
é assim quando se verifica o não aproveitamento do momento menos bom do Governo. O executivo de José Sócrates passa por um momento de crescentes dificuldades e da consequente perda de popularidade, embora, nas sondagens, mantenha uma confortável distância relativamente ao principal partido da oposição. De facto, a crispação entre ministério da Educação e professores e o desconforto sentido por muitos portugueses devido às dificuldades em matéria de qualidade de vida, não excluindo também o enjoo colectivo perante o estilo arrogante do primeiro-ministro e de muitos dos seus colegas de Governo. Esta seria a altura para o PSD ressurgir como alternativa governativa. Todavia, não é isso que acontece.
O PSD falha em dois domínios fundamentais: por um lado, a actual liderança não tem sido capaz de unir o partido, surgindo, de forma incessante, vozes discordantes no seio do PSD – agora a propósito das alterações nos regulam…

O milagre da avaliação

O recente, ou talvez não tão recente, imbróglio da educação exige que o bom senso prevaleça sobre a intransigência desmesurada. Os professores saíram à rua, numa manifestação inédita, mostrando o seu descontentamento; a ministra da Educação afirma manter-se irredutível no que diz respeito às políticas para a educação, e sobretudo relativamente à polémica questão do modelo de avaliação dos professores. Vive-se, portanto, um impasse entre professores e ministério. Lamenta-se, contudo, que a qualidade da educação seja constantemente relegada para segundo plano. Aliás, nada será melhorado em matéria de educação sem a participação efectiva dos professores.
Os grandes erros cometidos na educação tem como protagonistas as várias equipas ministeriais que a partir da 5 de Outubro lançam os ditames, amiúde, desfasados da realidade e invariavelmente apoiados em pressupostos ideológicos errados. É curioso verificar a facilidade como a equipa de Maria de Lurdes Rodrigues gera um modelo de avaliação…

Precariedade do emprego fora do discurso oficial

O discurso oficial da classe política, pobre nos dias que correm, não contempla a questão da precariedade laboral. Discute-se a fraca competitividade da economia portuguesa, e, amiúde, explana-se sobre a pouca flexibilidade das leis laborais como sendo causa maior dessa escassa competitividade. Ora, quando se fala em rigidez da legislação laboral, não raras vezes se incorre no discurso fácil da flexibilidade dos despedimentos e pouco mais do que isso. Há, de facto, a tendência para se procurar uma espécie de oásis para as empresas, e esquece-se invariavelmente os problemas que assolam o mercado laboral português, como é o caso da precariedade.
Ninguém pode honestamente negar a existência de um aproveitamento, e de formas de se perpetuar a precariedade; disfarça-se invariavelmente esse aproveitamento com argumentos de necessidade e de inevitabilidade, apoiados na difícil situação financeira do país e das empresas.
O poder político prefere obliterar a verdade recorrendo a expedientes de f…

Faixa de Gaza

A situação do território, ocupado desde 1967 pelos israelitas, é cada vez mais difícil. As dissenções nos territórios palestinianos e os ataques contra Israel isolaram e estão a condenar a Faixa de Gaza a uma tragédia humanitária. Recorde-se que o Hamas continua a exercer o seu poder na Faixa de Gaza, e a Cisjordânia está sob domínio da Autoridade Palestiniana (AP). Sublinhe-se também que a pretensa legitimidade conseguida pelo Hamas nas eleições, que lhes permitiu chegar ao poder, perde toda a sua força perante o recurso insistente ao terrorismo contra o povo hebraico.
As Organizações Não-Governamentais a trabalhar no terreno avisam para o perigo de catástrofe humanitária neste território palestiniano. O bloqueio da população agrava a já insustentável situação em Gaza: a pobreza é endémica, a acesso a bens de primeira necessidade é complexo, muitos palestinianos que trabalhavam em Israel estão impedidos de o fazer e o desemprego ronda os 40 por cento.
O problema que se coloca é a direi…

Nervosismo em crescendo

Este ano está a revelar-se complicado para o Governo de José Sócrates. Depois de quase dois anos de um Governo determinado, impulsionador de mudanças, modernizador, o Governo dá agora sinais de acentuado nervosismo. Na verdade, o primeiro-ministro sempre que contrariado e ou questionado de forma incomoda revelou invariavelmente um temperamento difícil e uma dificuldade em fugir de uma altivez despudorada. Mas no essencial, o Governo conseguiu, durante quase dois anos, passar a imagem de eficiência, de modernidade e até certo ponto, de resultados.
Hoje o cenário é diferente e tudo se complicou com a contestação de parte de população ao encerramento de serviços médicos e a respectiva cedência do primeiro-ministro a essa contestação. Importa, contudo, em nome de alguma honestidade intelectual, referir a dificuldade do primeiro-ministro em manter em funções o anterior ministro da Saúde – não querendo recuar nas reforma em curso, optou-se por mudar as caras e os estilos, e essa decisão teve…