Esta frase, apesar de polémica, vai ser certamente proferida durante a cimeira Europa-África. Pode-se recorrer a uma multiplicidade de subterfúgios para justificar a presença do ditador Robert Mugabe na tal cimeira: a real politik, o facto da cimeira representar uma tentativa de diálogo entre a Europa e África (designadamente com países governados por corruptos e ditadores), o pragmatismo, enfim, tentar-se-á justificar a presença do tirano do Zimbabué de todas as formas e feitios, mas a presidência portuguesa da União Europeia não se livra do constrangimento, polémica e das dificuldades diplomáticas que vão caracterizar a cimeira.
Em primeiro lugar, importa referir que a presença de Mugabe nunca poderia ser consensual: Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, já afirmou não se deslocar a Lisboa para a cimeira, do mesmo modo, Mugabe é um daqueles casos que semeia divisões entre os líderes europeus. O regime de Mugabe não prima pela originalidade, é mais um ditador de trazer por casa q…
Em primeiro lugar, importa referir que a presença de Mugabe nunca poderia ser consensual: Gordon Brown, primeiro-ministro britânico, já afirmou não se deslocar a Lisboa para a cimeira, do mesmo modo, Mugabe é um daqueles casos que semeia divisões entre os líderes europeus. O regime de Mugabe não prima pela originalidade, é mais um ditador de trazer por casa q…