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A mostrar mensagens com a etiqueta Política internacional

O regresso de Hillary Clinton

As primárias norte-americanas para a escolha do candidato democrata voltam a estar animadas. Agora foi a vez de Hillary Clinton recuperar em número de delegados, quando tudo indicava que Barack Obama teria uma oportunidade para se afastar mais na corrida. Falava-se mesmo na possibilidade da ex-primeira-dama poder desistir, se os resultados fossem desfavoráveis para a sua candidatura. Hillary Clinton conseguiu recuperar e aproximar-se do seu adversários político. Barack Obama já conseguiu eleger 1562 deputados contra os 1461 da candidata democrata; Hillary, contudo, elege mais superdelegados.
No campo republicano, nada de novo, John McCain é o candidato republicano às eleições presidenciais americanas. Tratou-se apenas da confirmação do que já parecia ser uma certeza.
Para o partido democrata está tudo ainda muito indefinido, mas é indubitável que esta eleição no seio do partido democrata está a ser histórica. Fala-se, com relativa insistência, na possibilidade dos dois candidatos se jun…

Fronteiras, FARC e Chávez

Instalou-se uma acentuada tensão entre a Colômbia, Equador e Venezuela, depois da Colômbia ter empreendido uma incursão militar em território equatoriano da qual resultou a morte de um dos principais líderes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A reacção do Equador não se fez esperar, e o Presidente colombiano acusou os líderes venezuelano e equatoriano de “patrocinarem” as FARC – o que veio a intensificar o clima de clara animosidade entre estes países.
O forma de actuação da Colômbia é, sob todos pontos de vista, criticável, tendo em conta o desrespeito por um Estado soberano, no caso o Equador. Sabendo-se de antemão que as FARC constituem uma ameaça para a Colômbia e que se trata essencialmente de um grupo terrorista, é possível evocar algumas atenuantes para a decisão do Governo colombiano, mas no essencial, esta é uma situação a evitar. Recorde-se, contudo, que o Presidente Colombiano, Álvaro Uribe pediu desculpas pelo incidente.
É claro que o clima de instabilida…

Sucessão russa

Dmitri Medvedev sucede a Vladimir Putin na presidência russa. De facto, isso confirmou-se nas eleições decorridas no passado fim-de-semana, mas a realidade não se coloca de forma tão simplista. Medvedev sucede a Putin, mas o ainda Presidente russo prepara-se para ocupar o lugar de primeiro-ministro, o que justifica as análises que indicam um poder bicéfalo.
Vários observadores internacionais consideraram que as eleições não decorreram no plano mais democrático, havendo mesmo suspeições de coacção. De igual forma, a oposição praticamente não existiu, e a que foi a votos com Medvedev, estava, digamos assim, domesticada. Apesar de existir uma verdadeira oposição ao partido de Putin e ao recém-eleito presidente Medvedev, as regras foram claramente dificultadas para que essa oposição estivesse ausente das eleições. Por conseguinte, existe uma oposição ao partido de Putin, apesar de anódina e com pouca expressão, ela existe.
Discute-se agora o futuro da governação russa. São muitos os cenário…

O fenómeno Obama

Barack Obama, candidato democrata às eleições norte-americanas e o mais bem colocado candidato a confrontar o seu opositor do partido Republicano, é, indiscutivelmente, o grande fenómeno político, nas últimas décadas, nos EUA. E tanto mais é assim quando se verifica toda a atenção que a comunicação social tem dado às intervenções do candidato e, num sentido mais lato, a toda a campanha do candidato. E, claro está, o entusiasmo de muitos democratas, e talvez não só, em torno do senador Barack Obama.
É claro que a questão racial é indissociável do fenómeno Barack Obama, por muito que o candidato adopte um certo distanciamento da questão racial, a verdade é que o facto de se tratar de um candidato afro-americano, muito bem colocado, às presidenciais americanas, contribui para a criação do fenómeno já referido. A presença – muito forte – de um afro-americano na corrida para a Casa Branca é, por si só, um acontecimento que indicia a possibilidade de mudança, em muitos aspectos surpreendente…

As fragilidades da União Europeia

A crise que eclodiu da declaração de independência unilateral do Kosovo vem pôr em evidência as fragilidades de uma União Europeia que raras vezes consegue manter a unanimidade em torno de uma questão que acaba por ser, em larga medida, determinada pelos Estados Unidos.
A existência de uma unidade política anódina, em particular nos assuntos externos, que se pretende fortalecer com a criação do cargo de um alto representante para os negócios estrangeiros – medida que contemplada pelo Tratado Reformado – é uma evidência grave. A problemática dos Balcãs é só mais um exemplo de divisões mais ou menos latentes no seio da UE, consequência óbvia da inexistência de unidade política, já para não falar da insipiência militar da UE.
Para além das questões externas a procura de uma maior homogeneização política verdadeiramente consolidada é fundamental para fazer da UE uma verdadeira potência económica que servirá de exemplo, em matéria de políticas económicas e sociais, para o resto do mundo que …

Ainda a independência do Kosovo

As consequências da independência do Kosovo não se fizeram esperar. Os ataques, perpetrados por cidadãos sérvios, às embaixadas de países que reconheceram a independência desta província da Sérvia são apenas a parte mais visível do problema que se gerou.
A instabilidade na zona dos Balcãs, parece uma inevitabilidade. Ao descontentamento dos sérvios, junta-se o forte apoio da Rússia que avisou não descartar a possibilidade de recorrer à força se assim for necessário, visto que existiu um claro atropelo às leis internacionais. A União Europeia, embora seja encetados esforços no sentido de parecer unida, não consegue esconder as divisões internas sobre esta matéria. Além disso, a União Europeia usa e abusa da possível adesão da Sérvia à UE como forma de atenuar a exasperação sérvia.
Neste contexto, as consequências da declaração unilateral do Kosovo são assinaláveis, porém, a possibilidade de virem a surgir consequências mais gravosas, não é, de todo, de excluir.
Não se exclui por completo …

Eleições no Paquistão

Os resultados das eleições no Paquistão mostraram claramente que os paquistaneses não estão com o Presidente Musharraf. Aliás, as exigências para que o Presidente renuncie ao cargo têm subido de tom. O PPP (Partido do Povo do Paquistão) de Benazir Bhutto e o Partido da Liga Muçulmana de Sharif, também ex-primeiro-ministro, foram os grandes vencedores destas eleições. A possibilidade de coligação dos dois partidos, não obstante as nítidas divergências, parece ser muito provável. Até porque essa é uma das ilações a retirar dos resultados eleitorais – o povo paquistanês quer uma governação destes partidos contra Musharraf.
O Presidente Musharraf tem estado debaixo de fogo por várias razões: por um lado, a estreita relação com EUA na luta contra o terrorismo desagradou a muitos paquistaneses; por outro lado, as questões internas, designadamente a imposição de um estado de emergência, a prisão domiciliária de juízes do supremo tribunal, as alterações na Constituição levadas a cabo por Musha…

Cuba: transição para a democracia?

A pergunta em epígrafe impõe-se no dia em que Fidel Castro anunciou a renúncia ao poder em Cuba. Hoje foi anunciado o fim de um ditador, mas dificilmente se poderá anunciar o fim do regime. Todavia, o regime sofrerá, inevitavelmente, mudanças, até porque não se pode dissociar o regime do próprio Fidel. Seja como for, hoje é um dia de esperança para muitos cubanos, e talvez ainda mais para aqueles que sofreram as sevícias do regime e os que se viram obrigados ao exílio.
Historicamente, Cuba sempre degenerou em regimes mais ou menos repressivos. Antes de Fidel, já Batista tinha imposto um regime repressivo, e não obstante o progresso económico, a pobreza alastrava-se. Depois da chegada ao poder, Fidel Castro, impõe um sistema repressivo que obriga muitos milhares de Cubanos ao exílio; a repressão a sindicatos, o encerramento de colégios religiosos, a prisão de intelectuais, as vagas de prisões políticas, a clandestinidade, os campos de concentração e os fuzilamentos marcam o regime de Fi…

A independência do Kosovo

A complexa questão do Kosovo volta a estar na ordem do dia na semana em que líderes europeus tentam novamente concertar posições sobre o futuro do Kosovo. Antes de mais, importa fazer o seguinte enquadramento histórico: em 1913 nacionalistas albaneses conseguem a possibilidade de criarem um principado soberano, contudo, o território concedido aos albaneses compreende apenas metade dos albaneses. A restante metade encontrava-se espalhada, do ponto de vista étnico, pelo Montenegro, Macedónia, e evidentemente pelo Kosovo atribuído à Sérvia.
Hoje o Kosovo não admite outra hipótese que não seja a independência da Sérvia, nem que para isso tenha de o fazer unilateralmente. Por sua vez, a Sérvia, apoiada pela Rússia, mostra-se veementemente contra a independência do Kosovo. A posição da Sérvia poderá evoluir de formas diferentes, consoante a liderança for mais pró-Europa ou não; mas no essencial, a independência do Kosovo dificilmente será aceite pela Sérvia.
Recorde-se também que desde o temp…

A necessidade de mudança da América

Aquilo que tem marcado a campanha de democratas e republicanos na senda das eleições a decorrem no final do ano é a necessidade de mudança. Todos os candidatos têm feito da mudança a sua bandeira para conquistar um lugar nas próximas eleições. A necessidade de mudança vem na sequência dos fracassos colossais da administração Bush.
Com efeito, a administração Bush deixou, embora ainda não tenha cessado funções, uma marca extraordinariamente negativa para os americanos. A guerra do Iraque, as políticas económicas e a imagem deteriorada dos EUA a nível global, são os paradigmas de um fracasso que tem custos onerosos para os cidadãos norte-americanos, e tendo em conta o peso da política externa americana, para o mundo.
É na sequência dos erros da administração Bush que surge a necessidade de mudança. Os americanos estão cansados de tanta inépcia e procuram, quer do lado democrata quer do lado republicano, um candidato que seja responsável por uma nova política económica, por uma imagem dife…

Eleições nos Estados Unidos

O senador Barack Obama é, segundo muitos analistas, a grande surpresa do primeiro passo na caminhada para a Casa Branca. O senador do Illinois conseguiu uma importante vitória no caucus do Iowa. Por outro lado, a candidata democrata, Hillary Clinton, parece vir a perder terreno nas sondagens quer para Obama, quer para John Edwards, outro candidato democrata. Do lado republicano, Mike Huckabee tem sido uma surpresa insofismável. De qualquer forma, parece que John McCain parece ser o candidato republicano com maiores hipóteses de ganhar.
De qualquer modo, a ânsia dos americanos pela mudança parece ser um factor transversal a democratas e a republicanos. Os anos da Administração Bush têm sido muito onerosos para os americanos, e não só. E tanto mais é assim quando se verifica a forte probabilidade do ainda Presidente Bush ficar na História como sendo um dos piores presidentes americanos que seguramente irá fazer companhia a Richard Nixon nos anais negros da História americana.
A guerra do …

Violência no Quénia

O Quénia era, até há bem pouco tempo, um país cujo modelo democrático inspirava outros países africanos e renovava as esperanças da comunidade internacional sobre o futuro do continente africano. Tudo mudou no espaço de alguns dias, depois do surgimento de suspeitas de irregularidades no processo eleitoral que culminou com a reeleição do Presidente Mwai Kibaki.
O resultado do processo eleitoral deu origem aos protestos do candidato alegadamente derrotado, Raila Odinga, e subsequentemente gerou uma vaga de violência preocupante. O incêndio de uma igreja que fez dezenas de mortos é o paradigma de um país outrora inspirador e exemplar e que agora caiu no caos e na violência mais abjecta.
A violência que se vive no Quénia tem uma génese política mas resvalou para o acentuar de diferenças étnicas. Relembre-se que uma multiplicidade de conflitos no continente africano – os mais brutais – têm como pano de fundo conflitos étnicos. O Ruanda será, porventura, o exemplo mais ignóbil desse tipo de …

A derrota de Chávez

As propostas de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que foram sujeitas a consulta popular sofreram uma rejeição do povo venezuelano. Essas propostas incluíam o aumento do mandato de 6 para 7 anos e a inexistência de limites na reeleição – talvez o ponto mais polémico das alterações legislativas propostas pelo presidente venezuelano. A derrota de Chávez foi por uma margem mínima, mas ainda assim foi a primeira derrota desde que Chávez chegou ao poder na Venezuela.

As análises feitas à posteriori, oscilam entre a esperança de que este sinal de que o povo venezuelano quer a democracia para o seu país, e entre a cautela de quem considera que este momento eleitoral não é mais do que um pequeno obstáculo no caminho de Chávez. Importa sublinhar que muitos venezuelanos se abstiveram desta decisão de aceitar ou não as propostas do presidente da Venezuela.

De notar que Hugo Chávez aceitou a derrota e, inclusivamente, apelou à aceitação de todos dos resultados. Contudo, parece evidente, até porq…

O espectáculo do terrorismo

Para além do espectáculo do terrorismo é um livro que nos abre novas perspectivas sobre a influência dos novos media nas sociedades, e como o poder da imagem as molda. O livro mostra-nos também como o medo e a insegurança são potenciados pelos media, fragilizando as próprias democracias. Da mesma forma, o autor, Henry A. Giroux, alerta para o desaparecimento do pensamento crítico e como esse desaparecimento corresponde à primeira tibieza das democracias; propõe soluções que passam pela educação e pela pedagogia. O autor é muito crítico da actual Administração Americana e do neoliberalismo. Não obstante os resultados negativos do uso inapropriado dos media, num contexto de guerra ao terrorismo, o autor mostra-nos outra utilização possível dos novos media, no sentido de consolidar e disseminar o pensamento crítico – condição essencial para a consolidação da democracia. Um livro simplesmente a não perder.

Para além do Espectáculo do Terrorismo – A incerteza global e o desafio dos novos me…

O momento da Cimeira Ibero-Americana

Não restarão quaisquer dúvidas relativamente ao momento que marcou a XVII Cimeira Ibero-Americana, quando o rei Juan Carlos de Espanha mandou calar o inefável Presidente venezuelano, Hugo Chávez. A situação em si causou algum incómodo entre os dois países, e uma risada geral no resto do mundo. Recorde-se que depois de Chávez chamar “fascista” ao ex-presidente do governo espanhol, José Maria Aznar, o rei espanhol foi incapaz de se conter, e mandou Chávez calar-se.
O que o rei espanhol disse foi o que muitos líderes mundiais terão sentido, por algum momento, vontade de fazer. Mas o momento que marcou a Cimeira, é também sintomático de algum mal-estar entre países que seguem uma linha democrática e liberal, e outros países, designadamente a Venezuela, Cuba e Bolívia que seguem uma linha antiliberal e anticapitalista que colide amiúde com valores democráticos considerados essenciais.
É, apesar de tudo, indubitável que as relações económicas entre estes dois blocos de países mantêm-se relati…

Bienvenu à la Maison Blanche

Foi com estas palavras que George W. Bush recebeu o Presidente francês, Nicolas Sarkozy. Estas palavras e a visita do Presidente francês a Washington simbolizam um virar de página nas relações, outrora difíceis, entre os dois países. As relações conturbadas entre Washington e Paris sofreram uma acentuada deterioração com a guerra do Iraque. Recorde-se que Jacques Chirac foi um feroz crítico da guerra do Iraque e do unilateralismo adoptado pelos EUA.
Nicolas Sarkozy tem, no entanto, uma visão diferente daquilo que devem ser a relações entre os EUA e a França, mais direccionada no sentido da cooperação e amizade, e menos assente na crispação e oposição. E se a intervenção americana no Iraque revestiu-se de uma inaceitável opacidade e unilateralismo, já estará na altura de se procurar encetar esforços no sentido de resolver problemas prementes como é o caso da instabilidade no Iraque e Afeganistão; já para não falar da emergência de se procurar pontos de convergência para evitar a emergên…

O fim da era Kaczynski?

Poderão as eleições de hoje representarem fim da era Kaczynski? Esta é a pergunta que certamente invade a mente dos polacos, mas também de uma Europa que olha com particular interesse para o desfecho destas eleições.
Antevê-se, desde logo, complicações políticas na formação do próximo governo polaco, isto se o partido de Jaroslaw Kaczynski não conseguir vencer as eleições de hoje. O seu irmão Lech Kaczynski, que ocupa o cargo de presidente polaco, já prometeu dificuldades na formação de um governo caso o seu irmão falhe a eleição.
A Polónia dos últimos 15 meses, tempo que dura o reinado dos irmãos Kaczynski, tem sido um país onde impera a putativa “renovação moral”, para além de questões que vêm na sequência da apologia de um nacionalismo exacerbado, mas exultado pelos irmãos Kaczynski. Do mesmo modo, a forma como a Polónia olha para a União Europeia está repleta de ambiguidades e contradições. A União Europeia é vista como uma excelente plataforma para se conseguir atingir metas económ…

A irreverência turca

Nas últimas semanas tem-se falado da Turquia com relativa insistência, a propósito do polémico genocídio arménio e devido à intenção turca de invadir o norte do Iraque para combater o PKK. A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução que considera que a população arménia foi vítima de genocídio perpetrado pela Turquia. Além disso, a Turquia parece determinada em responder através da força aos combatentes dos PKK – uma ofensiva ao norte do Iraque.
A questão da classificação de genocídio do povo arménio é absolutamente rejeitada pela Turquia. Apesar da solidez dos factos históricos, a Turquia continua a rejeitar essa possibilidade, optando antes pela teoria da guerra civil. Esta é a mesma Turquia que ambiciona entrar para a União Europeia, e provavelmente conseguirá alcançar esse objectivo. Neste sentido, é contraproducente para a Turquia insistir no não reconhecimento do genocídio, e essa sua intransigência mostra um país que rejeita ignominiosamente o seu passado, ao invés…

Iraque: a retirada

O Presidente americano George W. Bush afirmou, no Iraque, ser possível reduzir significativamente o número de soldados americanos no Iraque. Esta é uma inevitabilidade – analisando os números de vítimas no seio das tropas americanas. Não obstante os erros cometidos pela actual Administração americana, esta é a altura para se apontar possíveis soluções que permitam mitigar a violência que continua imparável no Iraque.

Uma retirada gradual só é possível quando o governo iraquiano conseguir garantir o mínimo de segurança, em particular para as regiões mais afectadas pela violência sectária. De qualquer modo, a retirada das tropas americanas, gradual e bem analisada, é uma inevitabilidade: por um lado, o povo iraquiano, não obstante os recorrentes episódios de violência, anseiam por um Iraque livre daquilo a que muitos consideram uma “ocupação”; por outro lado, os soldados americanos são alvos frequentes dos ataques terroristas que assolam a região.

Importa sublinhar, porém, que a retirada …

A urgência do Estado palestiniano

Vem o título deste texto a propósito do artigo que Rudolph Giuliani, forte candidato republicano à corrida à Casa Branca, escreveu na revista Foreign Affairs sobre o conflito israelo-palestiniano. Neste artigo, Giuliani mostra a sua recusa no apoio americano (da actual Administração) à criação de um Estado palestiniano, alegando que os EUA não devem apoiar a criação de um estado que patrocine o terrorismo. Giuliani adianta ainda que a existência desse estado deve ser precedida do cumprimento de determinados requisitos, designadamente, a coexistência pacífica com Israel e a condenação do terrorismo. Neste aspecto específico estamos todos de acordo. No entanto, a existência de um Estado palestiniano é condição sine qua non para a pacificação da região.

Não será, pois, exequível que a recusa na formação do Estado palestiniano – a actual Administração tem encetado esforços para que esse Estado seja viável – possa ser o pano de fundo ideal para um processo de paz do Médio Oriente. Giuliani …