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Derrota do PS

Quando praticamente todas as sondagens davam o PS como vencedor das eleições europeias, surge uma vitória do PSD. A vitória do PSD acaba por ser uma surpresa em particular devido às dificuldades de Manuela Ferreira Leite de se impor como líder do partido e a um longo período de dificuldades do PSD nos últimos anos. O resultado destas eleições acaba também por ser um inesperada derrota do partido do Governo e pode marcar o início de um período de declínio do PS e de ascensão do PSD.

Há indubitavelmente um somatório de razões que justificam estes resultados, mas parece-me evidente que o descontentamento em relação a um governo incapaz de levar a cabo as mudanças a que se propôs, um governo sem ideias para combater os efeitos da crise, um governo que tudo aposta na propaganda acaba, mais cedo ou mais tarde, por pagar uma factura elevada. Poucos terão sido aqueles que votaram tendo em conta as questões europeias, pese embora essas questões sejam indissociáveis dos assuntos do país.

O PSD sa…

Síntese da campanha eleitoral para as eleições europeias

As últimas sondagens convergem na vitória - residual - do Partido Socialista, em sentido diametralmente oposto ao que tudo indica vai acontecer no resto da Europa. E será muito provavelmente esse o culminar de umas eleições cuja campanha eleitoral foi pobre e caracterizada pelas trocas de acusações entre os principais partidos da oposição. Pelo caminho ficaram as questões europeias.

O processo de construção europeu nem sequer foi tema central das respectivas campanhas de PS e PSD. Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD, ainda trouxe para a discussão, de forma superficial é certo, a questão do federalismo e Vital Moreira falou e arrependeu-se de ter falado num imposto europeu. Esta é a síntese do mais relevante da campanha eleitoral de PS e PSD.

Pouco ou nada se falou do Tratado de Lisboa que visa reformar o funcionamento da UE, embora o Bloco de Esquerda tenha feito várias referências ao Tratado. Nunca se referiu o financiamento e questões orçamentais de uma União com 27 Estados-membros; …

Vitória do PSD

Segundo uma sondagem da Marktest para a TSF e "Diário Económico" a vitória do PSD é um cenário plausível. Apesar de se verificar um empate técnico, o PSD, segundo a sondagem em questão, conquistaria 32,5 por cento dos votos, enquanto o PS ficaria com 29,4 por cento. O Bloco de Esquerda surge numa situação de empate com a CDU, enquanto o CDS-PP continua a cair nas sondagens.

Desta forma, verifica-se um aumento, em matéria de intenções de voto, do PSD. Muitos atribuem esse aumento à escolha do PS para cabeça de lista para o Parlamento Europeu, Vital Moreira e às suas fragilidades manifestadas durante a campanha; outra possibilidade que pesa indubitavelmente e determina estes resultados prende-se com o voto de descontentamento com a situação do país e com o desempenho do Governo. Sob o meu ponto de vista, o próximo domingo ficará marcado precisamente pelo descontentamento crescente dos eleitores que vão certamente querer castigar o Governo.

De resto, a campanha eleitoral dos dois…

O jogo do vale tudo

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, recorreu a um discurso despropositado, acusando o PSD de estar envolvido no escândalo do BPN e referindo-se ao caso de um modo impróprio e a raiar a boçalidade, utilizando termos como "roubalheira". O discurso próprio de café é sintomático de algum desnorte da candidatura do PS ao Parlamento Europeu que assiste quer à aproximação do PSD, quer à perda de votos para os partidos à esquerda do PS. Por outro lado, a campanha tem-se pautado por alguma descoordenação entre o cabeça de lista às eleições europeias e o secretário-geral do partido. Por fim, o PS e Vital Moreira sabem que estas eleições, marcadas para dia 7 deste mês, são essencialmente um teste à governação do Executivo liderado por José Sócrates.

De um modo geral, o PS e, em larga medida, os restantes partidos que concorrem ao Parlamento Europeu gastam o seu tempo com ataques e crispações políticas que pouco ou nada têm a ver com questões europeias. Vital Mo…

Pobreza do debate político

Em vésperas de eleições para o Parlamento europeu, os candidatos dos vários partidos políticos voltam a mostrar a sua incapacidade para encetarem a via do diálogo construtivo. O tempo é passado entre acusações mútuas e ataques pessoais. Vital Moreira escolheu falar de ideologia e acusa o PSD de ser "conservador", "neoliberal" e "oportunista" nos que diz respeito à Europa. Vital Moreira faz precisamente aquilo que o secretário-geral do PS faz com frequência: tenta ensombrar os adversários recorrendo a rótulos e evitando o aprofundamento do debate de ideias. Tem sido assim com o Partido Comunista - o PS não combate o PCP no campo das ideias, limita-se a acenar com a palavra "comunista" e a acusar o partido de estar por detrás de todas as manifestações que se fazem no país.

Vital Moreira adoptou uma conduta similar: acusa o PSD de ser "neoliberal" numa altura em que o liberalismo económico tem o seu peso na crise mundial. O candidato do PS…

Definição ideológica

Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições europeias, tem vindo a definir-se ideologicamente e fê-lo novamente numa tertúlia entre bloggers. O candidato social democrata afirmou estar mais à direita do PSD e sublinhou a sua forte convicção de uma Europa federalista. Esta definição ideológica merece algumas linhas mais não seja porque em Portugal os políticos sentem uma forte relutância em se definir, particularmente nos partidos mais à direita do espectro político português.

A intervenção de Paulo Rangel vem também na linha daquilo que tem sido o percurso do líder da bancada parlamentar como cabeça de lista do PSD, ao discutir assuntos internos mas ao não descartar a importância de se discutir a Europa, em particular quando este assunto que será escrutinado pelos cidadãos já no próximo mês é manifestamente desconhecido para a generalidade dos cidadãos. Todavia, as intervenções de Paulo Rangel, e, em maior grau, as dos restantes candidatos pecam por fugir ao essencial: se o assunt…

Receita com sabor amargo

Segundo uma sondagem publicada pelo Diário de Notícias, o PS continua a liderar confortavelmente, mais ainda assim sem maioria absoluta, as intenções de voto dos portugueses que parecem apostados em insistir na mesma receita de sabor amargo. O grande argumento a favor destes resultados prende-se com ausência de alternativas, nomeadamente à direita do PS. O argumento está gasto e a prová-lo está a subida, ainda que tímida, do PSD. Mas a verdade é que existe uma vasta maioria de cidadãos eleitores que, face a uma situação de escolha, pese-embora essa escolha possa ser condicionada, volta a insistir numa solução que provou ser tudo menos solução. Ora, se a escolha é condicionada, parece lógico escolher-se o que já se sabe de antemão que é negativo.

Quando se fala na prestação negativa do actual Governo está-se a referir ao desempenho do Executivo e não a questões que, embora sejam colaterais à governação, deixam muito a desejar no que diz respeito ao carácter e à idoneidade de quem desemp…

Bloco Central

A SIC Notícias avançou ontem a hipótese de Manuela Ferreira Leite aceitar a formação de um bloco central, isto depois da líder do PSD ter admitido, numa entrevista com Mário Crespo, a possibilidade de acordos com o PS. De facto, Ferreira Leite não afastou a possibilidade de entendimentos com o Partido Socialista, o que foi rapidamente interpretado como sendo uma admissão da disponibilidade da Presidente do PSD para um Bloco Central. Manuela Ferreira Leite veio já desmentir essa possibilidade, considerando a ilação abusiva. Contudo, fica a dúvida das intenções do PSD, dúvida essa que é prejudicial ao PSD.

Ora, se o PSD tem vindo a ser acusado de não constituir verdadeira alternativa ao PSD, quaisquer diferenças diluem-se na possibilidade de um bloco central, deixando quem procura essa alternativa, mas não a procura na esquerda mais radical, órfão de alternativas. Seria, do meu ponto de vista, um erro crasso a mera possibilidade de o PSD procurar entendimentos com o PS. Sublinhe-se també…

Contornar a lei da paridade

O jornal Público dá conta de uma notícia que, a ser verdade, constitui uma afronta aos cidadãos e à própria democracia. Segundo o Público, o PSD pretende contornar a lei da paridade. Em poucas palavras, duas candidatas, incluídas na lista do PSD, poderão renunciar ao mandato; segundo o que é noticiado, há um acordo entre o PSD-Madeira e a direcção nacional do partido. Este acordo distorce por completo aquilo que é a pedra basilar da democracia: a liberdade dos eleitores escolherem os seus representantes, num contexto de verdade e transparência. Já para não falar do incumprimento da Lei que, concorde-se ou não, é Lei.

O que é está em causa nem é tanto saber se a Lei é boa ou má, se é profícua ou não - essa é outra discussão. O que interessa discutir é o desrespeito de um dos maiores partidos portugueses tem para com os cidadãos e o desprezo que sente pela lei, recordando a todos que é um partido que reforça a velha máxima deste país do "chico-espertismo" mais saloio. E nem o f…

Ainda o fim do sigilo bancário

O PSD tem levantado inúmeras questões quanto à constitucionalidade da proposta do Governo. O Governo acusa o PSD de "tentar confundir as pessoas". O problema dos dois maiores partidos portugueses é a sua recusa em perceber que por vezes não há outro caminho que não o entendimento. Chama-se a isso salvaguardar os interesses do país. Infelizmente quem tem estado à frente destes partidos serve interesses politico-partidários, entre outros, relegando invariavelmente para segundo plano os interesses do país. O famigerado pacto de justiça entre PS e PSD foi um fiasco de enormes dimensões e é um bom exemplo da incapacidade destes dois partidos em chegarem a um entendimento.

No que diz respeito ao levantamento do sigilo bancário a situação acaba por não surpreender ninguém, afinal de contas é comum não se procurarem soluções, recorre-se antes às acusações e à crítica pela crítica, acrescentando-se pouco ou nada à discussão. Ora, parece-me óbvio que o levantamento do sigilo bancário é…

Ausência de consensos

A dificuldade em se chegar a um consenso sobre o nome do sucessor do ainda Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, é sintomático da deterioração da qualidade das lideranças partidárias que por teimosia ou por interesse mostram a sua natureza unilateral e avessa a entendimentos. O ainda Provedor de Justiça terminou o seu mandato há oito meses e os dois maiores partidos foram incapazes de alcançar um entendimento.

Ora, se tanto o PS como o PSD mostram-se incapazes de dialogar sobre este assunto, de que forma é que os maiores partidos portugueses poderão chegar a entendimentos sobre assuntos determinantes para o desenvolvimento do país? A avaliar pelo passado recente de ambos os partidos e pela intransigência sobre a escolha do Provedor de Justiça, nós vamos continuar a viver momentos de impasse.

Sublinhe-se que o partido do Governo tem manifestado sérias dificuldades em chegar a acordo com os restantes partidos. Pouco adeptos do diálogo, mesmo do diálogo dentro do partido, as liderança…

As obras do regime e o endividamento do país

O ex-Presidente da Autoridade da Concorrência contrariou a ideia que se tem vindo a generalizar que postula as grandes obras públicas como factor impulsionador do emprego. Embora Abel Mateus, que já presidiu à Autoridade da Concorrência, não tenha sido o único a desfazer a mistificação que paira sobre os grandes projectos do Governo, a verdade é que a sua voz vem dar um contributo para o relançamento da discussão.

De facto, as grandes obras públicas representam a pedra de toque das políticas do actual Governo para fazer face à crise. A palavra endividamento não entra no discurso oficial do Governo, até porque não se insere num quadro de constante propaganda; afinal de contas, nesse contexto de propaganda não são contemplados os hipotéticos aspectos negativos. O problema do endividamento - para o qual Abel Mateus chama a atenção - é permanentemente escamoteado pelo Executivo de José Sócrates e pelos arautos das suas políticas.

Note-se que as grandes obras públicas escondem os mais divers…

O estranho caso do PSD

O PSD aproxima-se vertiginosamente da inviabilidade. A actual liderança tem-se mostrado incapaz de melhorar os resultados do partido e avizinha-se ma derrota estrondosa no próximo ciclo eleitoral. Nada disto é propriamente estranho, o que de facto causa alguma perplexidade é a inércia da liderança face a um cenário tão desastroso - o que mostra a total incapacidade de Manuela Ferreira Leite de liderar o partido.

O PSD tem atravessado um longo período difícil, que se agudizou com a saída extemporânea de Durão Barroso. Os líderes que lhe sucederam nunca foram capazes de manter alguma união no seio do partido. Manuela Ferreira Leite está também ela longe de conseguir a tão necessária união - o PSD é cada vez mais um partido dividido. Em bom rigor, a própria natureza do partido, sem uma ideologia marcada e repleto de tendências políticas que vão desde qualquer coisa próxima da social democracia ao liberalismo à portuguesa, havendo também quem ceda ao populismo, torna o partido propenso a …

Santana Lopes uma escolha difícil

A escolha de Pedro Santana Lopes para a candidatura à Câmara Municipal de Lisboa não deve ter sido fácil para o PSD, ou pelo menos para a sua Presidente. A crispação entre o ex-primeiro ministro e a actual líder do partido sempre foi uma constante, umas vezes mais evidente outras menos. Mas a realidade é que a escolha de Santana Lopes não terá sido fácil, e fica-se sem perceber como é que o outrora Presidente da Câmara de Lisboa é agora o favorito de Ferreira Leite para a maior câmara do país.

Parece evidente que a escolha poderá produzir resultados contraproducentes. Ora, Pedro Santana Lopes tem um percurso pejado de derrotas e de fragilidades de natureza política, a começar pela convocação de eleições antecipadas pelo Presidente da altura, Jorge Sampaio, precisamente quando Santana Lopes era primeiro-ministro. A decisão do Presidente teve o apoio dos eleitores que, quando foram chamados às urnas, corroboraram a decisão do Presidente da República.

Esse episódio, isoladamente, seria suf…

A força do PC

Realizou-se, no passado fim-de-semana, o congresso do PCP. Com efeito, não são só as sondagens que nos mostram um PCP mais forte do que aquilo a que nos tinha habituado nos últimos anos. De facto, o congresso deste fim-de-semana mostrou um partido em crescimento. De qualquer forma, cresce o PCP como tem crescido o Bloco de Esquerda, acompanhando o descontentamento dos cidadãos e o descrédito em alguma classe política, designadamente do PSD e do PS.
O congresso do partido mostrou também um PCP um pouco diferente do costume. O PCP deste congresso sublinhou a sua marca ideológica, deixando antever algum contentamento mal disfarçado com os males do capitalismo. Não deixa, porém, de ser curioso ver um partido ideologicamente falido regojizar-se com a suposta falência do actual modelo económico.
O PCP está mais forte porque cresceu em intenções de voto, mas também porque depois de décadas de frustrações e desilusões vê uma luzinha ao fundo do túnel - a possibilidade do capitalismo se destruir…

Tempos difíceis para o Presidente da República

Os últimos dias têm sido marcados pelo caso BPN e por algumas das suas consequências mais imediatas. E como não poderia deixar de ser, o caso ganhou contornos políticos. As conjecturas parecem ser mais do que os factos propriamente ditos, mas a verdade é que o próprio Presidente da República já se insurgiu contra tentativas (justificadas ou nem tanto) de associar a sua pessoa ao caso.
Há, no entanto, uma questão que incomodará certamente o Presidente da República - o Conselheiro de Estado Dias Loureiro cujo nome é reiteradamente enunciado cada vez que se fala do assunto. Dias Loureiro desempenhou um cargo de extraordinária importância dentro do grupo e, apesar da suas justificações, há muita dificuldade em perceber como é que alguém que desempenhou funções tão importantes não tinha conhecimento mais detalhado do que se estava a passar.
A celeuma em volta de Dias Loureiro não cessará enquanto este não se demitir. Mas há também um silêncio a resvalar para a cumplicidade tanto no PSD como …

A ironia dos "6 meses sem democracia"

O discurso de Manuela Ferreira Leite, proferido num encontro com militantes do PSD, correu manifestamente mal. A polémica frase foi imediatamente aproveitada pelo PS para criticar a Presidente do maior partido da oposição. Toda a celeuma levantada em torno das declarações de Ferreira Leite serão, em muitos casos, exageradas. Contudo, se com a frase Ferreira Leite pretendia criticar o Governo, o tiro saiu completamente ao lado.
As declarações da Presidente do PSD vêm novamente pôr em evidência as claras dificuldades de comunicação de Manuela Ferreira Leite. Primeiro foi o silêncio, depois as meias frases e agora surgem os discursos carregados de ambiguidades. Em política a falta de clareza no discurso e a ausência de projectos podem ser fatais. E por muita credibilidade que a actual Presidente do partido tenha, por muito bem que tenha exercido os diferentes cargos que ocupou, o país quer uma alternativa ao partido do Governo, e na ausência dessa alternatva, dessa clarificação, ganha o p…

As fantasias do Orçamento de Estado

O Orçamento de Estado é um autêntico bico-de-obra para uma oposição claramente fragilizada e sem alternativas que não passem por comunicações medíocres da líder do PSD – o maior partido da oposição não consegue fazer frente à aparente solidez do Governo.
O PSD tentou desmistificar as fantasias patentes no OE2009 apresentado pelo Governo. De uma maneira geral, o OE 2009 parece, de facto uma fantasia: as metas estabelecidas pelo Governo são muito difíceis de cumprir.
As previsões do Governo para o crescimento da economia portuguesa são, no mínimo, optimistas. Aliás, o Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento da economia na ordem dos 0,1 por cento, enquanto o Governo prefere fazer uma outra previsão, desta vez na ordem dos 0,6. O Governo acredita que o desemprego não vai sofrer um aumento significativo, quando a crise, ou melhor, as consequências dificilmente serão consonantes com a manutenção da taxa de desemprego.
Neste contexto, o PSD tinha todas as condições para se distanciar…

Santana Lopes

Tudo indica que Pedro Santana Lopes possa ser a escolha da liderança do PSD para a Câmara de Lisboa. Mas essa escolha não será, seguramente, consensual. E além disso, a líder do PSD tem um passado muito negativo relativamente a Santana Lopes, o torna essa hipotética escolha como factor de fragilização da actual liderança.
Com efeito, Manuela Ferreira Leite, em entrevista à TVI, denotou grande nervosismo quando o assunto foi abordado. Entre gaguejos e hesitações, Ferreira Leite mostrou novamente as dificuldades que tem ao nível da comunicação.
Por outro lado, a possível escolha de Santana Lopes para Lisboa levanta outros problemas. Dentro do PSD, são muitas as vozes que se levantam contra esta possível nomeação, isto apesar de Pedro Santana Lopes reunir muitos apoios no seio do PSD. Mas talvez o mais oneroso nesta escolha seja o passado político (e não só) de Santana Lopes. A palavra “derrota” tem estado indissociavelmente ligada ao currículo político de Santana L…

O que resta ao PSD

Ao PSD resta apenas votar contra o Orçamento de Estado para 2009 por uma simples razão: o PSD tem que mostrar que é diferente do PS e, desse ponto de vista, não poderia estar de acordo com o OE. Infelizmente para o PSD, o Orçamento de Estado para 2009 tem sido considerado, por vários analistas, como sendo um bom Orçamento, e consegue a proeza de agradar a Gregos e a Troianos.
O PSD não tem conseguido dissociar as suas políticas do rumo que tem sido seguido pelo Governo. Esse problema não é exclusivo da actual liderança, mas agudizou-se durante os últimos meses. Manuela Ferreira Leite tem dificuldades manifestas em mostrar ao país que o seu partido pode ser diferente do partido do Governo. A famigerada estratégia de silêncio foi agora substituída por meias palavras e por aparições efémeras da líder do partido.
Os tempos não se avizinham famosos para Ferreira Leite. O partido do Governo está a consolidar a sua posição para vencer as eleições do próximo ano – e não …