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Primeiro-ministro em dificuldades

José Sócrates tem vindo a atravessar o período mais difícil da legislatura. Desde o caso "Freeport" até à derrota nas eleições europeias, o primeiro-ministro nunca tinha vivido tempos tão conturbados. Em sentido oposto, a líder do PSD surge mais confiante, com um discurso mais consolidado e recorrendo a ataques mais frequentes às negociatas do primeiro-ministro. A prova do enfraquecimento notório de José Sócrates foi o seu último debate no Parlamento, onde o primeiro-ministro visivelmente irritado e apanhado surpreendido, foi incapaz de esconder a sua irascibilidade. A resposta do primeiro-ministro à interpelação do deputado doCDS /PP Diogo Feio foi elucidativa: quando se tocou no assunto TVI, o primeiro-ministro esteve prestes a perder a cabeça e acabou por falar demais.
A derrota do PS nas últimas eleições representam a verdadeira adversidade do Governo e demonstra que o Executivo de José Sócrates perde o norte quando surgem adversidades. Depois de uma tentativa de mudar de…

Travão nos grandes investimentos

O Governo parece recuar na intenção de executar grandes investimentos públicos, adiando para a próxima legislatura o ónus das grandes decisões. O TGV foi a primeira grande baixa confirmada. A líder do maior partido da oposição, Manuela Ferreira Leite acaba por conseguir aqui uma importante vitória, depois de meses de críticas ao plano do Governo para a saída da crise apoiado em colossais investimentos públicos. A Presidente do PSD insistiu na importância do apoio às pequenas e médias empresas como eixo do plano para sair da crise, ao invés da aposta do Governo no investimento público em grandes obras.

Na passada semana, os mais reputados economistas portugueses juntaram-se num apelo para que se reequacione este plano do Governo. Para além de muitas dúvidas em relação ao custo/benefício destas obras, juntaram-se argumentos postulam a inutilidade e ausência de rentabilidade de alguns dos investimentos como é o caso das autoestradas e o agravamento do já preocupante endividamento do país.…

Desorientação no PS

Os resultados das eleições para o Parlamento europeu deixou o PS num estado de manifesta desorientação. A confusão do primeiro-ministro entre maioria absoluta e maioria parlamentar é sintomática do estado de desorientação que está a abalar o Partido Socialista. Tudo se torna mais grave quando essa desorientação parte do líder do partido, o mesmo líder que até umas semanas atrás não dava sinais de fraqueza, preferindo brindar os portugueses com a propaganda mais bacoca alternada com manifestações de irascibilidade e arrogância, mas mantendo imaculada a sua imagem de modernidade.

A desorientação do PS foi, desde logo, notória na noite das eleições europeias. Nessa noite, primeiro-ministro não conseguiu esconder o semblante carregado, e os restantes membros do Governo foram incapazes de esconder a sua verdadeira natureza que a derrota tornou visível. A ministra da Educação foi aliás peremptória na manifestação de mau perder quando exigiu que os jornalistas a deixassem passar, utilizando …

Derrota do PS

Quando praticamente todas as sondagens davam o PS como vencedor das eleições europeias, surge uma vitória do PSD. A vitória do PSD acaba por ser uma surpresa em particular devido às dificuldades de Manuela Ferreira Leite de se impor como líder do partido e a um longo período de dificuldades do PSD nos últimos anos. O resultado destas eleições acaba também por ser um inesperada derrota do partido do Governo e pode marcar o início de um período de declínio do PS e de ascensão do PSD.

Há indubitavelmente um somatório de razões que justificam estes resultados, mas parece-me evidente que o descontentamento em relação a um governo incapaz de levar a cabo as mudanças a que se propôs, um governo sem ideias para combater os efeitos da crise, um governo que tudo aposta na propaganda acaba, mais cedo ou mais tarde, por pagar uma factura elevada. Poucos terão sido aqueles que votaram tendo em conta as questões europeias, pese embora essas questões sejam indissociáveis dos assuntos do país.

O PSD sa…

Síntese da campanha eleitoral para as eleições europeias

As últimas sondagens convergem na vitória - residual - do Partido Socialista, em sentido diametralmente oposto ao que tudo indica vai acontecer no resto da Europa. E será muito provavelmente esse o culminar de umas eleições cuja campanha eleitoral foi pobre e caracterizada pelas trocas de acusações entre os principais partidos da oposição. Pelo caminho ficaram as questões europeias.

O processo de construção europeu nem sequer foi tema central das respectivas campanhas de PS e PSD. Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD, ainda trouxe para a discussão, de forma superficial é certo, a questão do federalismo e Vital Moreira falou e arrependeu-se de ter falado num imposto europeu. Esta é a síntese do mais relevante da campanha eleitoral de PS e PSD.

Pouco ou nada se falou do Tratado de Lisboa que visa reformar o funcionamento da UE, embora o Bloco de Esquerda tenha feito várias referências ao Tratado. Nunca se referiu o financiamento e questões orçamentais de uma União com 27 Estados-membros; …

Vitória do PSD

Segundo uma sondagem da Marktest para a TSF e "Diário Económico" a vitória do PSD é um cenário plausível. Apesar de se verificar um empate técnico, o PSD, segundo a sondagem em questão, conquistaria 32,5 por cento dos votos, enquanto o PS ficaria com 29,4 por cento. O Bloco de Esquerda surge numa situação de empate com a CDU, enquanto o CDS-PP continua a cair nas sondagens.

Desta forma, verifica-se um aumento, em matéria de intenções de voto, do PSD. Muitos atribuem esse aumento à escolha do PS para cabeça de lista para o Parlamento Europeu, Vital Moreira e às suas fragilidades manifestadas durante a campanha; outra possibilidade que pesa indubitavelmente e determina estes resultados prende-se com o voto de descontentamento com a situação do país e com o desempenho do Governo. Sob o meu ponto de vista, o próximo domingo ficará marcado precisamente pelo descontentamento crescente dos eleitores que vão certamente querer castigar o Governo.

De resto, a campanha eleitoral dos dois…

O jogo do vale tudo

O cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira, recorreu a um discurso despropositado, acusando o PSD de estar envolvido no escândalo do BPN e referindo-se ao caso de um modo impróprio e a raiar a boçalidade, utilizando termos como "roubalheira". O discurso próprio de café é sintomático de algum desnorte da candidatura do PS ao Parlamento Europeu que assiste quer à aproximação do PSD, quer à perda de votos para os partidos à esquerda do PS. Por outro lado, a campanha tem-se pautado por alguma descoordenação entre o cabeça de lista às eleições europeias e o secretário-geral do partido. Por fim, o PS e Vital Moreira sabem que estas eleições, marcadas para dia 7 deste mês, são essencialmente um teste à governação do Executivo liderado por José Sócrates.

De um modo geral, o PS e, em larga medida, os restantes partidos que concorrem ao Parlamento Europeu gastam o seu tempo com ataques e crispações políticas que pouco ou nada têm a ver com questões europeias. Vital Mo…

Pobreza do debate político

Em vésperas de eleições para o Parlamento europeu, os candidatos dos vários partidos políticos voltam a mostrar a sua incapacidade para encetarem a via do diálogo construtivo. O tempo é passado entre acusações mútuas e ataques pessoais. Vital Moreira escolheu falar de ideologia e acusa o PSD de ser "conservador", "neoliberal" e "oportunista" nos que diz respeito à Europa. Vital Moreira faz precisamente aquilo que o secretário-geral do PS faz com frequência: tenta ensombrar os adversários recorrendo a rótulos e evitando o aprofundamento do debate de ideias. Tem sido assim com o Partido Comunista - o PS não combate o PCP no campo das ideias, limita-se a acenar com a palavra "comunista" e a acusar o partido de estar por detrás de todas as manifestações que se fazem no país.

Vital Moreira adoptou uma conduta similar: acusa o PSD de ser "neoliberal" numa altura em que o liberalismo económico tem o seu peso na crise mundial. O candidato do PS…

Definição ideológica

Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições europeias, tem vindo a definir-se ideologicamente e fê-lo novamente numa tertúlia entre bloggers. O candidato social democrata afirmou estar mais à direita do PSD e sublinhou a sua forte convicção de uma Europa federalista. Esta definição ideológica merece algumas linhas mais não seja porque em Portugal os políticos sentem uma forte relutância em se definir, particularmente nos partidos mais à direita do espectro político português.

A intervenção de Paulo Rangel vem também na linha daquilo que tem sido o percurso do líder da bancada parlamentar como cabeça de lista do PSD, ao discutir assuntos internos mas ao não descartar a importância de se discutir a Europa, em particular quando este assunto que será escrutinado pelos cidadãos já no próximo mês é manifestamente desconhecido para a generalidade dos cidadãos. Todavia, as intervenções de Paulo Rangel, e, em maior grau, as dos restantes candidatos pecam por fugir ao essencial: se o assunt…

Inaptidão para o negócio

O primeiro-ministro demonstrou novamente que mistura política com negócios e fá-lo de forma desastrosa. Assim, não tendo muito para anunciar ontem no Parlamento, tirou da cartola a compra da Cosec, anunciando ao país que já tinha chegado a acordo com os accionistas quando hoje o accionista que detém 50 por cento da seguradora afirmou não estar interessado em vender. De uma forma irresponsável, o primeiro-ministro conseguiu mentir ao país e estragar o negócio. O que é sobejamente conhecida é a apetência do actual Governo para a propaganda - essa é a verdadeira alma do seu negócio.

O Governo tinha decidido ceder aos pedidos dos empresários que chamavam a atenção para as dificuldades incomensuráveis no acesso a seguros de crédito às exportações, em particular quando essas exportações tinham como destino determinados países. A nacionalização da seguradora Cosec é passível de discussão, mas o que não é admissível é a forma trapalhona como se pretende fazer este negócio. Chega-se, portanto, …

Visita à Madeira

O primeiro-ministro faz hoje a sua primeira visita, de carácter oficial, à Madeira. Utilizando uma linguagem mais de natureza futebolística, dir-se-á que esta é uma das deslocações mais difíceis de José Sócrates desde que iniciou a presente legislatura, isto embora o Presidente do Governo regional da Madeira ter aligeirado o seu habitual discurso inflamado. Na verdade, este encontro será marcado pela política sem substância do primeiro-ministro e pela política populista do Presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim. De um modo geral esta visita tem um interesse particular para a comunicação social que antevê alguma polémica e momentos caracterizados pelo inefável líder madeirense, e nada de substancial sairá seguramente da visita do primeiro-ministro à Madeira.

Similarmente, o encontro entre os dois políticos será marcado pelas habituais exigências do líder madeirense no que toca às habituais questões financeiras. Num encontro de fachada entre dois líderes políticos…

Receita com sabor amargo

Segundo uma sondagem publicada pelo Diário de Notícias, o PS continua a liderar confortavelmente, mais ainda assim sem maioria absoluta, as intenções de voto dos portugueses que parecem apostados em insistir na mesma receita de sabor amargo. O grande argumento a favor destes resultados prende-se com ausência de alternativas, nomeadamente à direita do PS. O argumento está gasto e a prová-lo está a subida, ainda que tímida, do PSD. Mas a verdade é que existe uma vasta maioria de cidadãos eleitores que, face a uma situação de escolha, pese-embora essa escolha possa ser condicionada, volta a insistir numa solução que provou ser tudo menos solução. Ora, se a escolha é condicionada, parece lógico escolher-se o que já se sabe de antemão que é negativo.

Quando se fala na prestação negativa do actual Governo está-se a referir ao desempenho do Executivo e não a questões que, embora sejam colaterais à governação, deixam muito a desejar no que diz respeito ao carácter e à idoneidade de quem desemp…

Bloco Central

A SIC Notícias avançou ontem a hipótese de Manuela Ferreira Leite aceitar a formação de um bloco central, isto depois da líder do PSD ter admitido, numa entrevista com Mário Crespo, a possibilidade de acordos com o PS. De facto, Ferreira Leite não afastou a possibilidade de entendimentos com o Partido Socialista, o que foi rapidamente interpretado como sendo uma admissão da disponibilidade da Presidente do PSD para um Bloco Central. Manuela Ferreira Leite veio já desmentir essa possibilidade, considerando a ilação abusiva. Contudo, fica a dúvida das intenções do PSD, dúvida essa que é prejudicial ao PSD.

Ora, se o PSD tem vindo a ser acusado de não constituir verdadeira alternativa ao PSD, quaisquer diferenças diluem-se na possibilidade de um bloco central, deixando quem procura essa alternativa, mas não a procura na esquerda mais radical, órfão de alternativas. Seria, do meu ponto de vista, um erro crasso a mera possibilidade de o PSD procurar entendimentos com o PS. Sublinhe-se també…

Sócrates e Cavaco: convivência cada vez mais difícil

O Presidente da República proferiu um duro discurso sobre sobre o caminho que o país tem seguido e a atracção de governar para estatísticas. Cavaco Silva em nenhum momento referiu directamente o Governo, mas a verdade é que o país percebeu, sem grande esforço, a quem se referia o Presidente. José Sócrates decidiu responder, optando também por não referir o Presidente, afirmando que "o país não precisa de politica do recado...", numa clara alusão às afirmações de Cavaco Silva. A relação entre Presidente da República e primeiro-ministro tem vindo a deteriorar-se ao longo dos últimos meses. Exemplos que mostram essa deterioração não faltam: o estatuto dos Açores foi responsável por uma forte clivagem e a Lei do Divórcio também dividiu claramente Presidência da República e Governo.

Quanto aos "recados" do Presidente da República, o difícil é não perceber o fundamento dos mesmos. Cavaco Silva mostrou uma acentuada preocupação com o estado do país, e sobretudo com o rumo …

Ainda o fim do sigilo bancário

O PSD tem levantado inúmeras questões quanto à constitucionalidade da proposta do Governo. O Governo acusa o PSD de "tentar confundir as pessoas". O problema dos dois maiores partidos portugueses é a sua recusa em perceber que por vezes não há outro caminho que não o entendimento. Chama-se a isso salvaguardar os interesses do país. Infelizmente quem tem estado à frente destes partidos serve interesses politico-partidários, entre outros, relegando invariavelmente para segundo plano os interesses do país. O famigerado pacto de justiça entre PS e PSD foi um fiasco de enormes dimensões e é um bom exemplo da incapacidade destes dois partidos em chegarem a um entendimento.

No que diz respeito ao levantamento do sigilo bancário a situação acaba por não surpreender ninguém, afinal de contas é comum não se procurarem soluções, recorre-se antes às acusações e à crítica pela crítica, acrescentando-se pouco ou nada à discussão. Ora, parece-me óbvio que o levantamento do sigilo bancário é…

Fim do sigilo bancário

Tudo indica que o sigilo bancário vai ter um fim. O Partido Socialista e o Bloco de Esquerda chegaram a um entendimento sobre a matéria em causa - o Bloco de Esquerda faz a proposta e o PS dá a sua aprovação para o levantamento do sigilo bancário. A iniciativa é louvável e coaduna-se com aquilo que o Bloco de Esquerda tem vindo a propor com o objectivo de se agilizar os mecanismos para um combate eficaz ao crime económico e ao crime de evasão fiscal.

Este entendimento entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista também serve na perfeição os intentos do partido do Governo. Assim, o PS mostra a sua determinação no combate à corrupção e ao crime económico e, por outro lado, aproxima-se novamente do Bloco de Esquerda. Com efeito, a medida, apesar de ser tardia, é amplamente aplaudida e é vista como um passo certo no combate à corrupção, em particular quando a actualidade é fortemente marcada por suspeições e por casos de corrupção. De igual forma, as perspectivas do PS conseguir uma ma…

Ultrapassaram-se os limites do aceitável

A nomeação de Domingos Névoa para a Administração de uma empresa cujos capitais são maioritariamente públicos é simplesmente vergonhoso e dá sinais de profunda degradação da classe política. Recorde-se que o Sr. em questão foi condenado em Tribunal pelo crime de corrupção e agora vê a sua conduta premiada com a colocação num cargo de grande relevo de uma empresa pública. As questões éticas que esta nomeação levanta são absolutamente menosprezadas por quem é politicamente responsável por esta nomeação, a começar no Presidente da Câmara de Braga e a acabar nos vereadores que foram coniventes com esta vergonhosa situação.

Outro aspecto a reter prende-se com a demora que os partidos políticos a reagir à nomeação. O Bloco de Esquerda teve o bom senso de ser peremptório nas críticas que fez à nomeação, instando os restantes partidos políticos a reagir. Note-se que o PS, partido do Governo, foi o último a reagir e tudo indica que só o fez porque a sua indiferença não cairia bem aos olhos de u…

Ainda o caso Freeport

O processo Freeport é mais um sinal perturbador do estado em que o país se encontra: as televisões mostram gravações de conversas que envolvem o nome do primeiro-ministro; os magistrados do Ministério Público falam em pressões intoleráveis; a Justiça tem dificuldades em dar uma resposta célere; o primeiro-ministro não esconde a sua exasperação e o país vai acompanhando mais uma espécie de novela que mostra a profunda degradação a que o país chegou.

Entretanto, todos clamam por uma justiça mais rápida e eficaz e existe uma multiplicidade de notícias relacionada com o Freeport. Veja-se a notícia que dá conta do assalto ao escritório da advogada do alegado autor da carta anónima - assalto fortuito ou nem por isso? Enquanto a Justiça não der uma resposta contundente, a suspeição e a incerteza vão continuar a manchar a imagem do chefe de Governo.

Este processo já provocou, pelo menos, uma baixa: a periclitante Justiça. Desta vez a Justiça não pode deixar que o processo se arraste por muito t…

O embróglio da Educação

A discussão sobre Educação passou centrar-se exclusivamente no polémico processo de avaliação dos professores. Existe uma multiplicidade de problemas na Educação que foram obnubilados por uma avaliação dos professores que apenas mostrou a incapacidade quer do Governo, quer dos sindicatos dos professores em chegarem a algum entendimento. Pelo meio, a qualidade ensino, as elevadas taxas de abandono escolar, a artificialidade dos números que revelam melhorias incomensuráveis nos exames nacionais, o facilitismo, a crescente importância da orientação vocacional são temas que caíram no esquecimento colectivo. Existem muitas razões que justificariam um rápido desfecho para este impasse que se vive no que diz respeito à avaliação dos professores, a começar pela própria paciência dos portugueses, mas talvez a mais importante seja precisamente o espaço que esta questão ocupa, inviabilizando a discussão de outras matérias relativas à Educação e que, essas sim, seriam mais importantes. É por demai…

Falências, desemprego e a crise

O país começa agora a conhecer o lado mais cruel da crise com o aumento de falências e o consequente desemprego. Também é verdade que o incremento das falências é o resultado directo das dificuldades que os parceiros económicos do país atravessam. A isto acresce as dificuldades de tesouraria e os entraves no acesso ao crédito e o desfecho só poderia ser este. O Governo tem algumas medidas que visam ajudar as empresas: as linhas de crédito serão as mais conhecidas. Mas a verdade é que a nossa economia vai continuar a sofrer os impactos da crise - tal como as restantes economias -, mas vai ter dificuldades acrescidas para sair da crise.

Com efeito, o país vai continuar a pagar duas facturas: a da crise internacional e a da fragilidade da própria economia. Ora, o Governo, que se vangloria de ter mudado o país para melhor, esquece-se que as mudanças que realmente eram necessárias ficaram por fazer - vivemos há quatro anos na redoma da propaganda, nada de substancial foi feito. Hoje a crise…