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O próximo debate

Depois do primeiro debate, que pôs frente-a-frente os candidatos presidenciais, Barack Obama e John McCain, segue-se o debate entre os candidatos à Vice-Presidência, Joe Biden e Sarah Palin. Este debate será seguramente interessante, muito graças à curiosidade em torno da desconhecida Sarah Palin.
Do debate entre os dois candidatos à presidência dos EUA saiu um empate, pese embora algumas sondagens terem dado a vitória a Obama. Mas o debate entre os candidatos à Vice-Presidência não vai ficar para trás, no que diz respeito ao interesse.
Joe Biden, o candidato democrata, domina amplamente assuntos de política externa e tem uma experiência política sem paralelo com Sarah Palin. Em entrevistas anteriores, Sarah Palin mostrou desconhecer praticamente tudo, em particular no que diz respeito à chamada doutrina Bush e em matéria de política externa. Vai ser curioso ver o desempenho da candidata republicana.
Parece-me que o debate vai muito desfavorável a Palin que, recentemente, encontrou-se co…

Obama continua a subir

A última semana foi muito positiva para o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama. As fragilidades reveladas pelo trunfo de McCain, Sarah Palin, designadamente numa entrevista em que denotou não dominar áreas essenciais; acresce isto a catadupa de falências e ameaças de falências que trouxeram para a ordem do dia a crise financeira, e o resultado é a subida de Obama.
Todavia, ainda é cedo para se perceber se a subida de Obama consolidar-se-á nas próximas semanas ou se, pelo contrário, trata-se de liderança anódina que se poderá desvanecer até ao mês de Novembro. Não querendo correr o risco de fazer futurologia, acredito que a liderança de Obama vai-se consolidar.
Se a última semana foi positiva para Obama, foi, em sentido diametralmente oposto, desastrosa para o seu opositor, John McCain.É inevitável não associar o candidato republicano ao liberalismo e aos seus excessos que surgem associados à actual crise e as contradições do candidato são evidentes: há escassos meses mostrava…

Não faltaram os avisos

A discussão sobre crise financeira cuja dimensão é inevitavelmente global, embora o seu epicentro tenha sido nos Estados Unidos, tem sido caracterizada por uma palavra: regulação. Ninguém parece saber bem como, mas todos clamam por uma maior e mais eficaz regulação. Consequentemente, não deixa de ser curioso ver e ouvir os mais liberais, do ponto de vista económico, clamaram por mais regulação.
Hoje o mundo está suspenso pela aprovação do Congresso do plano de recuperação proposto pela Administração Bush, as relutâncias abundam e a incerteza domina a actualidade. É curioso que desde há muito tempo a esta parte são muitos os que pugnam por mais ética e uma maior regulação dos mercados financeiros; são muitos os que advogam um sistema que não deixe os mercados em roda livre. E nem sequer se trata daqueles movimentos anti-globalização, são pessoas que não rejeitam o sistema capitalista, mas antes rejeitam os excessos desse capitalismo, augurando a inevitabilidade desses excessos acabarem …

Terror em Islamabad

O atentado terrorista em Islamabad, capital do Paquistão, no Hotel Marriot, traz à actualidade a questão do terrorismo islâmico*. Isto apesar do Iraque, por exemplo, continuar a ser fértil em atentados terroristas. A dimensão do ataque que resultou na morte de mais de 150 pessoas reforça também a instabilidade deste país.
O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e seu primeiro-ministro, Yusuf Raza Gilani, haviam decidido jantar no hotel, acabando, à última da hora, por desistir desses planos. Por outro lado, o hotel é frequentado por muitos estrangeiros que se encontram no país e pela elite paquistanesa.
O Paquistão, país que luta contra a ideologia mais radical que subjaz ao terrorismo islâmico – a doutrinação é uma forte realidade neste país –, não encontra formas de combater eficazmente aqueles que professam o radicalismo islâmico. O recém-chegado Presidente paquistanês comprometeu-se no combate aos grupos mais radicais ao mesmo tempo que prometeu lutar contra a ingerência dos EUA…

Crise financeira e a campanha eleitoral americana

A crise financeira que já resultou na falência da Lehman Brothers e na ameaça de falência de outras instituições financeiras tem sido o centro da campanha eleitoral nos EUA. Neste particular, Barack Obama poderá recuperar algum terreno, tendo em conta que a sua visão da economia se coaduna menos com o actual sistema do que aquela do seu opositor, John McCain.
Ora, John McCain tem-se insurgido contra aquilo que ele considera ser uma economia de casino, em que vigora a corrupção e a ganância. Mas afinal não é o seu partido o maior defensor da mais extrema liberalização económica e o mesmo que rejeita qualquer intervenção do Estado, sendo apologista da ridícula mão invisível?
São estas contradições que podem comprometer a campanha do candidato republicano. Os americanos devem agora exigir uma clarificação das posições do senador do Arizona. Afinal, agora McCain já perfilha a ideia de maior regulação? E no passado, qual era a sua posição? Importa também referir qual tem sido a posição tradi…

A pior crise desde 1929

É assim que é descrita a crise que começou com problemas no sector do crédito hipotecário americano e que ainda está longe do fim. A falência do banco de investimento Lehman Brothers e a desconfiança e negativismo que essa falência gerou dá origem às mais horríficas profecias. A ideia de que esta crise é pior do que aquela que ficou conhecida por Grande Depressão parece, pois, fazer parte de algum exagero. Até porque hoje existem mecanismos diferentes daqueles que estavam ao dispor no final dos anos 20, princípio dos anos 30, nos Estados Unidos.
Seja como for, é relativamente consensual entre os especialistas que esta crise, ainda longe do fim, é muito grave e põe, de certa forma, à prova uma parte importante do sistema capitalista. O que não é o mesmo que dizer que esta crise é o último estertor do sistema capitalista, como tem sido prática de alguns comentadores.
O sistema terá os mecanismos necessários para fazer face a este novo desafio, o que não invalida a necessidade urgente de s…

Ainda as sequelas do subprime e a mudança de estratégia dos EUA

A falência do banco de investimento Lehman Brothers representa uma viragem na política das instituições federais americanas. Desta vez, a Reserva Federal não se imiscuiu no processo de falência deste banco, com o objectivo de impedir que essa falência se concretizasse. Recorde-se que há poucas semanas, a Fed interveio através de mecanismos financeiros que têm implicações directas do dinheiro dos contribuintes americanos, salvando outras instituições de crédito. Desta vez foi o Banco Central Europeu a ver-se forçado a injectar no mercado 30 mil milhões de euros. O Lehman Brothers Holding acabou por provar do seu próprio veneno. Resta se as falências ficarão por aqui. Dificilmente.
Era inevitável que a Reserva Federal Americana – leia-se o Estado americano – cessasse as constantes tentativas de salvamento de bancos de investimento e de outras instituições financeiras. Aliás, esse comportamento do poder político reforça a tese de que a necessidade de regulação do mercado financeiro é impe…

A complexidade das eleições americanas

A complexidade das eleições americanas não se prende apenas com o processo eleitoral propriamente dito, que apresenta significas diferenças relativamente ao nosso, mas está essencialmente relacionada com a dificuldade que nós, europeus, temos no entendimento do próprio eleitorado americano. Sendo óbvio que toda a generalização é abusiva, não deixa de ser difícil de compreender como é possível que tantos americanos tenham como intenção votar no ticket McCain/Palin.
As últimas sondagens, pós Convenção Republicana, mostram uma ligeira recuperação da candidatura de McCain. A razão que parece justificar essa ligeira recuperação está na escolha do candidato republicano para a Vice-Presidência. Sarah Palin que, num primeiro momento e aos olhos de muitos comentadores, incluindo a autora deste blogue, parecia ter sido mais um erro de casting do que uma boa aposta, tem-se revelado, pelo contrário, na catapulta da candidatura de McCain.
Com efeito, Sarah Palin ostenta orgulhosamente os seus ideais…

Hugo Chavéz novamente no seu melhor

O Presidente da Venezuela, que tantos admiradores tem em Portugal, voltou a dar mostras do seu melhor ao expulsar o embaixador americano na Venezuela. Ora, Chavéz segue assim o exemplo do caricato líder da Bolívia, Evo Morales, que fez o mesmo ao embaixador americano na Bolívia, desencadeando a natural reacção dos Estados Unidos. Além disso, Chávez recebeu ainda esta semana dois bombardeiros russos em seu território, naquilo que é visto como uma clara provocação de Chavéz e manifestação de força de Moscovo.
O mundo atravessa um período de grandes incertezas: as relações entre os Estados Unidos e a Rússia sofreram uma degradação sem precedente nas últimas duas décadas; do lado americano alinham os tradicionais aliados, com especial destaque para a União Europeia; do lado russo, aparecem países que pelas mais diversas razões não alinham com o Ocidente e procuram a todo o custo aparecer, mostrar ao mundo que existem. É o caso da Venezuela cuja existência seria anódina, não fos…

Obama e o antiamericanismo

O aparecimento de Barack Obama, a sua candidatura ao partido democrata e a sua nomeação têm contribuído para o refrear dos ímpetos mais antiamericanistas. Isto apesar de Obama ainda não ter sido eleito Presidente dos Estados Unidos.
Não se trata apenas de uma animosidade relativamente à Administração Bush, passou-se para a desconfiança que cai sobre o próprio povo americano. Não obstante a diversidade que caracteriza esse mesmo povo, a verdade é que a nomeação de Sarah Palin, candidata à Vice-Presidência ao lado de John McCain, ultraconservadora, serviu para relembrar ao mundo a existência de uma América retrógrada, radical, com laivos de manifesto imperialismo. É essa América que a Europa detesta e que Barack Obama tem feito esquecer. E também é essa América que foi responsável pela guerra no Iraque, pelo fracasso no Afeganistão, pelo enfraquecimento da influência americana, e tem sido em parte incapaz de dar resposta aos efeitos de uma crise económica que ainda assola os EUA e o mund…

As contradições do partido republicano

O estado de graça da candidata republicana à vice-presidência americana foi efémero. Sarah Palin foi a aposta de McCain para congregar os votos das mulheres e da ala ultraconservadora do partido republicano. Os planos saíram furados para o ticket republicano. Afinal, Palin traz muitos mais problemas do que eventuais soluções e compromissos.
De um modo geral, a escolha de McCain para o coadjuvar na conquista da Casa Branca já estava, de certa forma, condenada à partida e pejada de contradições. McCain, ao escolher a Governadora do Alasca, perdeu força na argumentação de que o seu opositor tinha pouca experiência – Palin não é propriamente detentora de muita experiência política –, e ao tentar reunir os votos de mulheres desiludidas com o falhanço da candidatura de Hillary Clinton, McCain escolheu alguém que é, genericamente, a antítese da ex-candidata democrata.
O pior tem surgido, contudo, nestes últimos dias. Na verdade, o grande trunfo de Palin prendia-se com o…

A subida de Obama

Barack Obama tem vindo a subir nas sondagens, depois de uma Convenção do partido democrata que correu muito bem ao candidato à presidência dos Estados Unidos. Menos sorte parece ter tido o candidato republicano, John McCain, que viu a Convenção do seu partido ser obscurecida pelo furacão Gustav.
A subida de Obama prende-se com o sucesso da Convenção democrata, com o reiterado apoio de Hillary Clinton, com a união do partido, mas também com a apresentação de propostas do candidato. Esta é a questão essencial para Obama. Aliás, se o senador do Illinois for exímio na apresentação de propostas, em particular no que diz respeito a soluções para atenuar a crise que assola a economia americana, a probabilidade de vencer as eleições é muito elevada.
Com efeito, Obama vai continuar a subir nas intenções de voto – a Convenção foi apenas uma rampa de lançamento para o candidato dar a conhecer as propostas que tem para o país: na área da economia com propostas concretas para c…

Obama e a economia

Depois da convenção democrata, é agora a vez de Barack Obama se dedicar apenas a uma frente – as eleições para a presidência dos EUA. Mas para tal, é imperativo que Obama mostre aos americanos que tem um verdadeiro plano económico para recuperar a economia americana. Esse plano é condição sine qua non para a vitória dos candidatos à presidência americana.
Ambos os candidatos já mostraram aos americanos umas linhas gerais sobre política económica: McCain, o candidato republicano, insiste no liberalismo económico aliado a um crescente proteccionismo; enquanto que Obama tem aflorado, tenuemente, a questão da regulação, mas não explicou ainda, por exemplo, como vai aumentar os serviços sociais que visam os americanos mais desfavorecidos, sem aumentar impostos. Com efeito, são estas questões que podem decidir uma eleição.
Neste contexto, Obama deve apostar seriamente na economia. E mais não seja porque os americanos atravessam um período manifestamente desfavorável, e muitos americanos estão…

Confronto com o Ocidente

O Presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev, reconheceu a independência das regiões georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia. Esta decisão do Presidente russo deteriora seriamente as relações entre a Rússia e o Ocidente. Além do reconhecimento da independência das duas regiões, o Presidente russo frisou não ter qualquer problema em regressar à guerra-fria. O discurso de Medvedev põe em causa um regresso à normalização entre as relações russas e ocidentais.
Com efeito, parece caminharmos a passos largos para um intensificar do tom entre UE, NATO, EUA e a Rússia. O aproveitamento russo de uma situação criada pelo presidente georgiano, ao ter intervindo na Ossétia do Sul, leva necessariamente ao aumento da hegemonia russa na região e a um inevitável isolamento internacional. O Presidente russo não parece, porém, particularmente preocupado com a questão do isolamento da Rússia no panorama internacional.
A União Europeia e os Estados Unidos acabaram por provar o seu próprio veneno: a …

Relações difíceis: NATO-Rússia

As relações entre a NATO e a Rússia podem sofrer uma significativa mudança. Depois da intervenção militar russa em território georgiano e as ostensivas relutâncias da Rússia em abandonar a Geórgia, a NATO responde com uma ameaça de mudança da natureza das relações entre a organização e a Rússia.
Os EUA têm encabeçado o coro de críticas sobre a intervenção russa na Geórgia e o não cumprimento da retirada deste Estado soberano. As relações entre a Rússia e os Estados Unidos sofreram uma acentuada deterioração, isto não obstante o Presidente russo ter já vindo avançar uma data para a retirada das tropas.
O governo russo viu uma janela de oportunidade de reforçar o seu poder e influência numa região marcadamente estratégica. Paralelamente, a Rússia deu um forte contributo para a já complicada relação com a NATO, ao ter intervindo militarmente num Estado soberano.
Resta saber até que ponto as relações entre a NATO, com os Estados Unidos à cabeça, e a Rússia…

O precedente do Kosovo e a guerra no Cáucaso

Numa altura em que a guerra no Cáucaso não parece dar tréguas, impõe-se a discussão sobre o precedente que o Kosovo criou. Quando o Kosovo declarou unilateralmente a sua independência, a questão foi imediatamente levantada. Este blogue não foi excepção, e o problema foi abordado com especial insistência.
A guerra no Cáucaso vem trazer novamente à colação o problema que a independência do Kosovo criou. Relembre-se que esta região que fazia parte integrante da Sérvia declarou a sua independência porque contava com o efectivo apoio dos EUA. O território sérvio acabou assim por ser amputado com o claro beneplácito dos Estados Unidos e de alguns Estados-membros da União Europeia. Portugal é, ainda, uma saudável excepção.
Hoje evoca-se, como era esperado, o precedente do Kosovo quando se discute o problema da Ossétia do Sul e da Abkhásia. Nestas circunstâncias, os EUA sublinham a importância da integridade territorial da Geórgia quando noutras circunstâncias foram os principais incitadores da…

Conflito na Ossétia do Sul

O conflito entre as forças da Geórgia e o movimento separatista da Ossétia do Sul tem vindo a recrudescer. A isto acresce um aumento da conflitualidade entre a Geórgia e a Rússia, acusada de apoiar as intenções separatistas da Ossétia do Sul. O governo georgiano acusa a Rússia de ingerência numa matéria que considera ser doméstica e acusa ainda o contingente de paz na região de promover ideias independentistas.
A crescente animosidade entre os dois países pode tomar outras dimensões, o que aliás o dia de ontem demonstrou. Além disso, a Geórgia mantém a sua vontade de integrar a NATO, contra a vontade da Rússia, que vê nesta integração uma aproximação indesejada a um território tradicionalmente do seu domínio. Os dois países estão à beira da guerra. Tanques russos entraram em território georgiano para apoiar os separatistas. A força aérea russa tem vindo a bombardear a Geórgia, e Moscovo defende-se afirmando que o exército da Geórgia assassinou soldados seus e afirma pretend…

Obama superstar?

A nova estratégia de John McCain, candidato republicano à presidência norte-americana, parece apoiar-se na premissa de que denegrindo a imagem do seu opositor o sucesso será garantido. Para isso, a campanha do candidato republicano tentou colar a imagem de Barack Obama à de algumas celebridades como Britney Spears ou Paris Hilton, passando a mensagem de Obama não passa de uma celebridade e deixando dúvidas sobre a sua capacidade para liderar o país.
Esta tentativa de denegrir a imagem do seu opositor político não é nova nas campanhas eleitorais para a presidência norte-americana, e raras vezes produziram resultados positivos. Na verdade, a estratégia de McCain demonstra alguma fraqueza de espírito de um candidato que não se cansa de relembrar o seu passado impoluto e corajoso e a sua rectidão. Além do mais, a popularidade de Obama, mais visível fora de portas, não deixará certamente de incomodar McCain.
Há poucas semanas, o candidato democrata, Barack Obama, visito…

Barack Obama: esperança ou desilusão?

A poucos meses das eleições americanas, e sem ainda se conseguir vislumbrar o vencedor das eleições, o candidato Barack Obama é, sem qualquer dúvida, o que mais interesse desperta na imprensa europeia. E se dúvidas há, nada como folhear os principais jornais e revistas de vários países europeus.
O interesse justifica-se com as características do candidato e, claro, com o facto de ser afro-americano. Mas não podemos dissociar o interesse revelado pelo candidato democrata com o falhanço clamoroso da actual Administração Bush. Os erros cometidos pela ainda presidência e os resultados desastrosos não deixam outra alternativa que não passe pela esperança do próximo presidente ser diametralmente oposto ao actual.
Hoje, intensificam-se as previsões do agravamento da instabilidade no Médio Oriente, designadamente graças a uma espécie de guerra-fria que se verifica que entre o Irão e Israel. O legado do ainda Presidente Bush condiciona a próxima presidência. De facto, mesmo que Barack Obama acen…

O regresso da Guerra Fria?

O inefável Presidente venezuelano, Hugo Chávez, convidou a Rússia a instalar bases militares na Venezuela. O convite foi feito na reunião entre os dois chefes de Estado – Hugo Chávez e Dmitri Medvedev –, em Moscovo. O convite vem no seguimento da recusa russa sobre a instalação de um escudo anti-míssil americano na República Checa e na Polónia.
O Presidente venezuelano revela uma enorme propensão para a asneira e tem manifestas dificuldades em conter a retórica irascível que tanto agrada a uma determinada esquerda. Regozijam-se os eternos “inimigos” dos EUA que vêem em Hugo Chávez uma espécie de paladino da luta contra o imperialismo. Depois do fim da União Soviética, do afastamento de Fidel Castro, da mistura insólita de capitalismo selvagem com ortodoxia comunista na China, dos sucessos relativos em matéria económica de países da América do Sul como o caso do Brasil e do Chile que se afastaram de ideologias anacrónicas, resta apenas Chávez para gáudio de uma certa esquerda.
Quanto ao …